“É preciso dar um outro rosto ao Brasil”

Por Eleonoro de Lucena e Rodolfo Lucena, no Tutameia

Os assassinatos de Bruno Pereira e de Dom Phillips são “um reflexo da violência que a Amazônia passa. Não é o primeiro caso. No ano passado tivemos o caso do rio Abacaxis, onde foram assassinados diversos indígenas, que até hoje não se solucionou. Desapareceu da mídia, como vai desaparecer daqui a pouco o caso do Bruno e do Phillips também. Esse modo de avançar nas terras indígenas, essa pesca predatória que acontece na região e o garimpo que acontece na região têm levado a uma violência muito grande. Uma violência em relação aos povos indígenas, mas também uma violência em relação às pessoas que têm procurado acompanhar a situação. A impunidade tem aumentado a violência”.

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Dom e Bruno foram mortos a tiros, confessa Pelado

Por Elaíze Farias e Alícia Lobato, da Amazônia Real

Manaus (AM) –  O indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram mortos à queima-roupa e seus corpos esquartejados, incendiados e enterrados em uma área próxima a um igarapé, quase no limite da Terra Indígena Vale do Javari, em Atalaia do Norte, no Amazonas. Duas fontes, uma da Polícia Federal e um indígena, confirmaram a informação à reportagem e disseram que agentes passaram a tarde no local onde estavam os corpos da vítimas dos assassinatos acompanhados de Amarildo da Costa de Oliveira, o “Pelado”. O pescador confessou participação no crime nesta terça-feira (14) à noite, mas seu irmão, Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, negou envolvimento. Ele foi preso ontem. Os dois são moradores da comunidade São Gabriel.

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Nota da Univaja sobre o assassinato de Bruno Pereira e Dominic Phillips

Nota de Combate – entre outras, duas questões constantes da Nota e ausentes da citação inicial feita pela Coiab merecem destaque: o reconhecimento da Univaja ao apoio do 8º Batalhão da PM de Tabatinga (“os únicos a nos tratarem como verdadeiros parceiros na busca, valorizando o nosso conhecimento e a nossa sabedoria”) e sua justa preocupação quanto ao que acontecerá após a saída das forças armadas e da imprensa de Atalaia do Norte: “O que acontecerá conosco?”

Postada por Coiab Amazonia

“Nos solidarizamos com as famílias de Bruno e Dom, nossos parceiros, expressando o nosso pesar e profunda tristeza diante dessa perda. Para nós, povos indígenas do Vale do Javari, é uma perda inestimável.

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Funai é condenada a retirar acusações contra Univaja, organização indígena fundamental nas buscas a Bruno e Tom, desaparecidos no Amazonas

Justiça Federal também ordenou o envio imediato de forças policiais para garantir a segurança de servidores e povos indígenas da região do Vale do Javari

Por Daniel Biasetto, de O Globo, no Yahoo

A Justiça Federal da 1ª Região condenou a Fundação Nacional do Índio (Funai) a retirar toda e qualquer acusação ou menção depreciativa à União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), além de ficar proibida de “desacreditar a trajetória do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e do Jornalista Dom Phillips”, desaparecidos desde o dia 5 de junho.

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INA e INESC lançam “Fundação Anti-indígena: um retrato da Funai sob o governo Bolsonaro”

Resultado de trabalho conjunto da Indigenistas Associados (INA, a associação de servidor@s da Funai) e do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), foi lançado ontem o dossiê “Fundação Anti-indígena: um retrato da Funai sob o governo Bolsonaro”. Construída a partir do monitoramento da política pública indigenista ao longo dos últimos três anos e meio, a publicação “busca descrever e analisar os mecanismos utilizados pela atual gestão da Funai para tentar constranger servidores e subverter princípios basilares, constitucionalmente assegurados”. Segundo INA e INESC, foram coletados e analisados documentos oficiais, falas públicas dos atuais gestores do órgão e, ainda, “depoimentos de servidores, materiais de imprensa e publicações de organizações da sociedade civil”.

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Estudos indicam aumento do trabalho infantil no Brasil

País está sem dado oficial desde 2019, mas pesquisas apontam que mais crianças e adolescentes exerceram atividades ilegais para sua idade na pandemia. Dia 12 de junho é marco do combate ao trabalho infantil.

Por Edison Veiga, na DW

Mazela histórica com raízes sociais profundas no Brasil, o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil apresenta evidências de crescimento, segundo especialistas e estudos pontuais realizados nos últimos dois anos.

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Academia Brasileira de Ciências: Manifesto do Javari

A Academia Brasileira de Ciências manifesta profunda preocupação com o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Bruno e Dom desapareceram na região do Vale do Javari no trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte, segundo a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Não estavam no território indígena. Dom Phillips se preparava para uma série de entrevistas sobre as ações das comunidades indígenas locais para proteger seus territórios contra invasões associadas a ações ilícitas. Bruno Pereira, servidor licenciado da FUNAI, tem relação cooperativa com as comunidades locais principalmente no que se refere à conservação ambiental.

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