Investigada por fake news, Kicis contratou serviços de mídias sociais de apoiadores do governo

Militante do movimento Nas Ruas, marqueteiro do Aliança pelo Brasil e suplente de vereador pró-Bolsonaro estão entre os que receberam R$ 24,4 mil de verba parlamentar, de acordo com as notas fiscais obtidas pela Pública

Por Alice Maciel, Ethel Rudnitzki, Agência Pública

Em março e abril, três empresas recém-fundadas foram contratadas pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), em Brasília, para cuidar de suas redes sociais. As três foram abertas tendo como primeira cliente a deputada federal, alvo do inquérito sobre as fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse período, como apurou a reportagem, Kicis disseminou, em suas redes sociais, notícias comprovadamente falsas e/ou distorcidas sobre o combate ao coronavírus e contra adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), participando ainda da convocação de pessoas para as manifestações antidemocráticas e anti-isolamento social, investigadas pelo STF desde abril. Os serviços dessas empresas são pagos com verba parlamentar, ou seja, com dinheiro público.

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Dono de TV que falou em apedrejar jornalistas responde a mais de cem processos na Paraíba

Roberto Cavalcanti já foi senador e é dono de 15 emissoras de rádio e TV; ele disse em uma dessas rádios que aqueles jornalistas que divulgam notícias sobre mortes por coronavírus deveriam ser “apedrejados” nas ruas

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Ruralista, devedor contumaz de impostos para a União, parte em mais de uma centena de processos apenas na Justiça Federal da Paraíba, ex-senador e dono do Sistema Correio de Comunicação, que inclui pelo menos 15 emissoras e de rádio e uma TV, afiliada à Rede Record, além de um jornal, que parou de circular neste ano.

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Ruralistas do Centrão comandam negociações com Bolsonaro

Líderes à frente das conversas são membros da Frente Parlamentar da Agropecuária e donos de terras; após racha em bloco de partidos, PP, PL, Republicanos, PSD, PSC, PROS, Avante e Solidariedade negociam cargos no governo, que busca isolar Rodrigo Maia 

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

O Centrão embarcou de vez no governo. Após ter servido de saco de pancadas durante a campanha presidencial e também no primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro, o bloco de partidos de centro, frequentemente associado pelo presidente à “velha política”, deu início à partilha de cargos em troca da sustentação parlamentar do governo. Promessa similar àquela feita à ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015.

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Depoimento e vídeo de reunião confirmam que Bolsonaro queria intervir na PF no Rio

Presidente teria dito que mudanças eram necessárias para proteger sua família de perseguições; falas ainda são sigilosas

Redação Brasil de Fato

O delegado Alexandre Ramagem confirmou, em depoimento à Polícia Federal em Brasília, na segunda-feira (11), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manifestou interesse em mudar a chefia da PF no Rio de Janeiro.

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Com verba pública, publicitário do Aliança pelo Brasil cuida de redes sociais de deputados que apoiam protestos antidemocráticos

Empresa contratada vendia cosméticos até fevereiro e foi “reformada” para trabalhar com políticos

Por Alice Maciel, Ethel Rudnitzki, na Agência Pública

O marqueteiro do Aliança pelo Brasil, Sérgio Lima, é o responsável, desde março, pelas redes sociais da sua amiga a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), e de outros três parlamentares do PSL que estão na linha de frente da criação da nova legenda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os quatro deputados também corroboram o discurso anti-isolamento social contra a Covid-19, espalhando desinformação e, no caso da deputada, fake news sobre a doença. Apoiados nessa narrativa construída na internet, os parlamentares saíram às ruas para participar de atos antidemocráticos que também contaram com o apoio da cúpula do Aliança.

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Acuado, Bolsonaro namora o Centrão e radicaliza o discurso

Inquéritos no STF, acusações públicas de Moro e pedidos de impeachment podem encurtar o mandato do presidente, que reage entre a retórica autoritária e o toma-lá-dá-cá da velha política

Por Vasconcelo Quadros, Agência Pública

Cercado por investigações e pedidos de impeachment que podem levar o Congresso a debater seu possível afastamento, o presidente Jair Bolsonaro avançou na retórica bélica para inflamar os radicais de extrema direita. Ao mesmo tempo, porém, mergulhou na “velha política” do “toma-lá-dá-cá” com o Centrão, buscando blindar-se contra processos que devem passar pela Casa e de futuras CPIs.

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Condenados do Mensalão e investigados pela Lava Jato: quem são os novos aliados de Bolsonaro. Por João Filho

No The Intercept Brasil

O BOLSONARISMO NASCEU e cresceu na ideia impregnada no imaginário popular de que a prática política se tornou sinônimo de corrupção. O lavajatismo e a grande mídia tiveram papel importante no processo de demonização da política nos últimos anos. Qualquer cargo dado pelo governo em troca de apoio em votações na Câmara, uma prática comum e importante para qualquer democracia do mundo, ganha ares de escândalo no noticiário nacional e automaticamente passa a ser uma prática suspeita sob os olhos de investigadores. Toda troca desse tipo é tratada, a priori, como suspeita. Essa divisão do poder é fundamental para a saúde do jogo democrático, mas aqui ganhou alcunha pejorativa de “toma-lá-dá-cá”. O Executivo dar cargos em troca de apoio em votações no Legislativo é também uma forma de impedir a concentração de poder, sendo, portanto, parte essencial da democracia.

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Moro é denunciado em comissão de ética por exigir cadeira no STF

Assinam a denúncia os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello, Lênio Streck, Carol Proner, Marcelo Pinto Neves, José Geraldo de Sousa Jr., Kenarik Boujikian, Antonio Moreira Maués, Vera Santana Araújo, Marcelo Cattoni, Gisele Citadinno, Geraldo Prado, Weida Zancaner, Fábio Gaspar e Marco Aurélio Carvalho.

Por Fernanda Valente, na Conjur

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro foi denunciado na comissão de ética da presidência por supostamente ter exigido sua indicação para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal em troca da permanência no cargo de ministro da Justiça.

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Presença das Forças Armadas junto aos Bolsonaro faz mal à instituição. Por Janio de Freitas

Militares precisam fazer um exame honesto e profundo de sua relação com o país

Na Folha

Há um ano e 19 dias, o general e já vice-presidente Hamilton Mourão fazia um comentário muito significativo em dois pontos: “Se o governo falhar, a conta irá para as Forças Armadas”. Aí estava implícito o reconhecimento da índole militarizante, um retorno sem armas ostensivas, sob o rótulo de governo Bolsonaro, o Cavalão de Troia. E ali estava explicitado, no destinatário da possível conta, quem teria a responsabilidade, de fato, pelo que seria o novo governo.

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José Carlos Dias ao Tutaméia: Bolsonaro e Moro se merecem

No Tutaméia

“O presidente não tem a menor condição de continuar presidindo este país. Não tem mais condições. Ele partiu para a loucura total. Demonstra uma absoluta incapacidade para governar”. A avaliação é do jurista  José Carlos Dias em entrevista ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo e se inscreva no TUTAMÉIA TV).

Ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso e presidente da Comissão Arns, ele fala conosco minutos depois do pronunciamento de Jair Bolsonaro sobre a queda de Sérgio Moro. “É uma situação terrível. Foi um pronunciamento macabro, absolutamente desconjuntado, dizendo coisas que não têm nenhuma relação com Sérgio Moro. Falou da sogra, de cheque de 40 mil. Estava absolutamente desnorteado”, afirma Dias.

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