Pandemia expõe a Era dos Empregos de Merda

Agora, bilhões descobrem que podem trabalhar em casa, sem os controles burocráticos de sempre. Jornada poderia ser reduzida drasticamente, em relações pós-capitalistas. Mas haverá imensa pressão para que tudo volte ao “normal”

por David Graeber* em entrevista a Von Lars Weisbrod, no Zeit Online| Tradução: Simone Paz, em Outras Palavras

Será que o Occupy Home Office vai chegar ao Occupy Wall Street? Um telefonema com o antropólogo e crítico do capitalismo, David Graeber, que se encontra em Londres e que acredita que nossa vida laboral e nosso sistema econômico nunca mais serão os mesmos depois da crise do coronavírus.

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Ameaças do capitalismo de plataforma podem ser ainda mais letais na pandemia. Entrevista especial com Juliette Robichez

Para professora, trabalhadores que atuam por meio de aplicativos ficaram ainda mais vulneráveis, tanto economicamente como em relação à Covid-19

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Há um ditado popular que diz que diante do calor de um deserto escaldante, qualquer poça de água pode ser a salvação e pouco se está preocupado com a qualidade dessa água e os riscos à saúde. A analogia pode ser didática para compreender a relação que se estabelece entre milhões de desempregados no Brasil que se oferecem como “trabalhadores de aplicativos” e as empresas chamadas de capitalismo de plataforma que recrutam diversas formas de forças de trabalho. “Em situação de desespero, cada um de nós colocará sua força de trabalho ao dispor dessas empresas digitais que oferecem soluções rápidas e aparentemente fáceis de gerar renda. Mas a que custo?”, questiona a professora Juliette Robichez, doutora em Direito, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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A barbárie com rosto humano. Por Slavoj Zizek

IHU On-Line

“Não acredito que a maior ameaça representada pelo coronavírus seja uma regressão à simples barbárie, violência brutal pela sobrevivência, com seus distúrbios públicos, seus linchamentos derivados do pânico, etc. (embora, com o possível colapso dos serviços de saúde e outros serviços públicos, isso também seja bem possível). Mais do que mera barbárie, temo a barbárie com um rosto humano: medidas impiedosas de sobrevivência impostas com arrependimento e inclusive compaixão, mas legitimadas pelas opiniões dos especialistas”, escreve Slavoj Zizek, escritor e filósofo esloveno, em artigo publicado por Ctxt, 31-03-2020. A tradução é do Cepat.

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¿En serio vamos a tener que volver a cómo estábamos antes?

Por Diana T’ika Flores Rojas*, en Noticias SER / Servindi

La tragedia sanitaria mundial es innegable. Más de 21 mil personas han muerto hasta el momento por el llamado COVID-19, que según se sabe fue producido por el comercio de animales silvestres en China (1). Las familias de los fallecidos no han podido despedirse de ellos; y los grupos humanos más vulnerables son aquellos con quienes el sistema democrático no ha cumplido su palabra.

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Três medidas de emergência contra a crise social

Proibir demissões. Adiar vencimento das contas dos serviços públicos. Determinar aos bancos que financiem, com juros módicos e tabelados, prestações e boletos. Para proteger a maioria em tempos de crise, é preciso fazer o inusual

por Antonio Martins, em Outras Palavras

Dizer que “estamos em guerra” contra a covid-19 tornou-se lugar-comum. Mas, em meio à batalha contra um inimigo externo, é possível permitir que uma minoria aproveite-se para impor terror econômico aos demais, e exigir privilégios e favores? É o que estão fazendo, neste exato momento, os banqueiros e proprietários de grandes corporações de varejo. Os bancos aproveitam-se para aumentar os juros dos contratos e endurecer as negociações com os devedores, mostrou a Folha de S.Paulo em reportagem do jornalista Adriano Vizoni, que ouviu empresários de múltiplos setores. Já as redes varejistas, capitaneadas por Flávio Rocha, do Grupo Riachuelo, lançam uma chantagem: ou o comércio reabre, colocando ainda mais em risco a vida de milhões, ou demitirão um em cada três trabalhadores que empregam. Serão ao menos 600 mil novos desempregados.

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Quatro ameaças à Humanidade e uma saída

Coronavírus evidenciou nossa fragilidade diante de grandes calamidades. Há outras iminentes, como catástrofe climática e guerras biológicas. Evitá-las exigirá cooperação internacional e a sabedoria para conter nossa sede de controlar o mundo

Por Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

Por maiores que sejam os sofrimentos provocados pelo novo coronavírus, tudo indica que ele não representa risco existencial para a espécie humana. Mas a pandemia imprimiu impressionante atualidade aos trabalhos acadêmicos, vindos de alguns dos mais prestigiosos centros de pesquisa do mundo e cujas perguntas centrais são: por quanto tempo a humanidade vai sobreviver? Quais os riscos existenciais que temos pela frente e que podem interromper uma história de 200 mil anos, que, para nós, parece um tempo gigantesco, mas que corresponde à infância de nossa espécie?

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