Impacto destrutivo do capitalismo já é maior do que todas as destruições anteriores da vida no planeta. Entrevista especial com Marildo Menegat

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Ao analisar a Revolução 4.0 e seus efeitos, Marildo Menegat destaca que ela é um aprofundamento da Terceira Revolução Tecnocientífica, a da microeletrônica. “Ela amplia soluções na elaboração de informações em alguns pontos que não eram ainda suficientemente rentáveis para o capital, quando essa transformação tecnológica iniciou-se nos anos 1950-60”, contextualiza. “Na década de 1980, ela já era dominante na indústria automobilística em países como o Japão. Mas ainda faltava se desenvolver o robô, que poderia ser definido como uma máquina com ‘órgãos de sentidos e inteligência artificial’. Essas máquinas – que parecem ‘quase humanos’ – são o eixo central da Revolução 4.0.”

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O tempo da medicina virtual

O anúncio, pelo Hospital Albert Einstein, de que vai passar a oferecer consultas médicas online está causando polêmica entre profissionais. Até o CFM já se manifestou contra

Por Luiz Vianna Sobrinho, no Outra Saúde

Nosso tempo será diferente. Deixará marcas na história. Pela própria forma e velocidade com que os fatos estão surgindo e embaralhando a nossa noção de tempo, nos atropelando.

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Não adianta olhar para o Fórum Econômico Mundial. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

Enquanto buscamos nos situar diante da conjuntura política brasileira, devemos também procurar entender como outras resistências se organizam diante da onda de autoritarismo e fascismo mundial e o que propõem como alternativa. Não adianta olhar para Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, Fórum Econômico Mundial. De tais esclerosadas instituições nada a esperar com capacidade de dar algum sinal, pois todas são parte da mesma crise. É preciso ir e ver além.

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Carta em defesa dos povos indígenas, dos territórios culturais e dos direitos humanos: “nenhuma gota de sangue a mais”

Na CPT

Em documento, a Arquidiocese de Porto Velho (RO), a Comissão Pastoral da Terra e o Grupo de Pesquisa em Gestão do Território e Geografia Agrária da Amazônia (GTGA) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) destacam: “Não podemos nos silenciar frente a política do atual governo brasileiro que estimula violências contra os povos do campo e comunidades tradicionais, com o objetivo de entregar os territórios culturais aos interesses do capital internacional”. Confira:

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Destruição ecossocial e barbárie. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

A onda de calor que nos sufoca é, sem dúvida, um fenômeno climático típico de verão. Mas este, pelas médias históricas, como já é de conhecimento público, está bem acima do normal. O pior é que além do calor imediato, quem acompanha o debate científico em torno à mudança climática tem a cabeça fervendo nestes dias de péssimas notícias. Enquanto aqui no Brasil estávamos em plena disputa do segundo turno eleitoral, o Painel Internacional das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) divulgou um contundente estudo sobre os riscos de total descontrole climático se a temperatura média subir mais de 1,5°C acima do patamar da era pré-industrial. Apesar disto, a COP-24, em Katowice, Polônia, em dezembro último, não passou de um pobre acordo político de intenções mais do que engajamento efetivo na redução das emissões. Não deixa de ser uma grande ironia na conjuntura mundial que a COP, tendo no centro o mandato de enfrentar a descarbonização da economia e das sociedades, tenha acontecido no coração da indústria do carvão da Polônia. Pior seria ter acontecido nos EUA com o líder da maior economia mundial negando que o clima seja uma ameaça, apesar de estar lidando com a intensificação do número e tamanho dos ciclones, o registro de temperaturas particularmente extremas (inverno e verão) e com os devastadores incêndios.

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Projetando o futuro: ensinamentos do triunfo de Bolsonaro para as esquerdas latino-americanas. Artigo de Eduardo Gudynas e Alberto Acosta

No IHU

“Apesar da opressão que poderiam provocar essas manifestações de ressurgimento da extrema direita na América Latina e em outras partes do planeta, não compartilhamos do pessimismo extremo que existe entre alguns atores, ainda que possamos entendê-lo. Um pessimismo que considera que o  capitalismo alcançou uma vitória total na América Latina e que qualquer  opção de esquerda se tornou inviável. Ao contrário, entendemos que esse colapso afeta os progressismos, e que eles deveriam permitir novas opções para reconstruir as esquerdas”, escrevem Eduardo Gudynas, ambientalista e pesquisador vinculado ao Centro Latino-Americano de Ecologia Social – CLAES, e Alberto Acosta, economista, foi presidente da Assembleia Constituinte do Equador e candidato à presidência pela Unidad Plurinacional de las Izquierdas. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

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“África é a última fronteira do capitalismo”, entrevista a Achille Mbembe

por António Guerreiro, do jornal Público, no BUALA

Achille Mbembe esteve em Portugal, em Outubro, para uma conferência na Culturgest que tinha por título Para Um Mundo Sem Fronteiras. A questão da fronteira é fundamental na obra deste teórico africano, nascido nos Camarões, em 1957, com doutoramento em Ciência Política feito em Paris (na Sorbonne), professor na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, África do Sul, e também em Harvard, nos Estados Unidos. A sua obra, objecto de um enorme reconhecimento internacional e traduzida em todo o mundo, compreende livros tão importantes como Crítica da Razão NegraPolíticas da Inimizade (estes dois traduzidos em português e editados pela Antígona) e De la Postcolonie. Essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine.

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