Belém: na sede da COP30, falta água e saneamento em bairros de maioria negra

Acesso à saneamento, fundamental para adaptação climática, é concentrado onde vivem mais pessoas brancas

Por Adriana Amâncio, Alice Martins Morais, Áthila Galindo | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Moradora do bairro São João do Outeiro, no norte de Belém, a bibliotecária Rosilda Santana, 60 anos, conta que, em três décadas que mora ali, nunca teve água de forma regular na torneira. “Chega água dois dias na semana, ninguém sabe a hora, ninguém sabe o dia”, explica. Ela conta que já foi preciso buscar de uma caixa d’água grande no meio da rua, abastecida com carro pipa. (mais…)

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Audiência Pública em Sergipe discute vazão desordenada da CHESF e impactos no Rio São Francisco

No dia 7 de novembro, o CPP Regional Bahia e Sergipe e o Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) realizam Audiência Pública em Aracaju, que reunirá pescadores e pescadoras, quilombolas e ribeirinhos

Por CPP

No dia 7 de novembro, às 9h, na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (ALESE), em Aracaju, a deputada Linda Brasil (Psol), o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras de Bahia e Sergipe (CPP) e o Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) realizam a Audiência Pública do Rio São Francisco. O evento reunirá pescadores, quilombolas e comunidades ribeirinhas para discutir a vazão desordenada da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) e os impactos nas comunidades que dependem do Rio para sobreviver. (mais…)

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MPF obtém avanço no acesso à água para comunidade indígena na Aldeia Takuara, no Mato Grosso do Sul

Prefeitura de Juti concluiu a perfuração de um poço e deve, ainda, instalar reservatórios e rede de distribuição para famílias

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu um avanço concreto para garantir o acesso à água, um direito básico e fundamental, para famílias da Aldeia Indígena Takuara, no município de Juti, no Mato Grosso do Sul. Após atuação do MPF, a prefeitura municipal concluiu a perfuração de um poço na comunidade, localizada em área de retomada. (mais…)

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Privatização da Cedae: ‘O desafio é abrir o orçamento das empresas privadas. Elas não podem ficar escondidas por trás dos contratos’, diz pesquisador

Professor da UniRio detalha o avanço da privatização no Rio de Janeiro e como isso impacta na qualidade do serviço

por Juliana Passos, em Brasil de Fato

De um lado, a concessionária Águas do Rio maximiza seus lucros com aumento da tarifa, investimentos para ampliar o número de contribuintes com a colocação de hidrômetros e exigindo o cumprimento de contrato que favorece a rentabilidade da empresa. De outro, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) realiza um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e assume todos os pedidos de recomposição econômico-financeira das concessionárias. (mais…)

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Em Maceió (AL), 36ª Romaria da Terra e das Águas denuncia crime socioambiental da Braskem e reafirma esperança e resistência do povo atingido

Por Lara Tapety | CPT NE2

Neste domingo, dia 5 de outubro, Maceió sediará a 36ª Romaria da Terra e das Águas. A programação começa às 6h, na R. Cel. Lima Rocha, nº 800, no bairro do Pinheiro – parte da região impactada pela mineração de sal-gema da Braskem – e seguirá até por volta das 13h. (mais…)

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“Nossos córregos não têm água. Não se vive de barragem, nem comemos eucalipto”, alertam povos tradicionais

Impactados por empreendimentos e crise climática, comunidades da Serra do Espinhaço (MG) defendem o território como ação de  resistência

Terra de Direitos

Povos indígenas, comunidades quilombolas e apanhadoras de flores Sempre-vivas da Serra do Espinhaço (MG) destacam a perda  hídrica  do  Cerrado como um dos maiores impactos da crise climática para a região do Norte e  Leste do estado, resultantes direto de ações como o avanço da monocultura, o represamento das águas por  hidrelétricas e atividades da mineração. (mais…)

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SP: Como a Sabesp agrava a crise hídrica

Enquanto lucra mais com o consumo elevado, a companhia ignora políticas permanentes de uso racional e combate às perdas. Agora que reservatórios chegaram a níveis críticos, reduz fornecimento, penaliza população e mostra como lógica privatista afronta o interesse público

Por Edson Aparecido da Silva, em Outras Palavras

Desde agosto deste ano a Sabesp opera sob um regime de emergência no abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, com medidas que incluem a redução da pressão na rede no período noturno, causando interrupção temporária em alguns bairros. Além disso, também têm sido promovidos apelos para o uso consciente da água diante da queda nos níveis dos reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM). (mais…)

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