Indígenas de Aracruz encerram protesto em trilhos da Vale por água potável

Fundação Renova vai entregar 5l de água/pessoa/dia até instalar reservatório e poço na aldeia Comboios

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Depois de mais de 24 horas de protestos, as comunidades indígenas de Aracruz, no norte do Espírito Santo, conseguiram um acordo com a Fundação Renova, encerrando então o protesto que fechou parte da ferrovia da Vale na altura de Barra do Riacho, também no município, desde o início da tarde de quinta-feira (6). 

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Água potável: a insustentável situação do saneamento no Brasil. Entrevista especial com Iene Christie Figueiredo

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A cidade do Rio de Janeiro ocupou as manchetes de jornais em todo o Brasil e no mundo nas primeiras semanas de 2020, mas não foi por conta de suas belas paisagens litorâneas, senão pela qualidade da água disponibilizada às pessoas. O problema histórico nas regiões periféricas de todo o Brasil chegou à classe média carioca e ganhou status de calamidade. Essa é só a ponta do iceberg do descaso do saneamento básico no país. “Todos os afluentes ao rio Guandu se encontram em estado avançado de degradação da sua qualidade, uma vez que cortam regiões/municípios com crescente adensamento populacional e sem qualquer serviço de esgotamento sanitário prestado de forma efetiva. Ou seja, todo esgoto doméstico gerado nessa região vai para os cursos d’água sem qualquer tipo de tratamento”, explica a professora doutora Iene Christie Figueiredo, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Em reunião no MP, atingidos de Cachoeira de Macacu (RJ) debatem situação da água

No Mab

O Movimento dos Atingidos por Barragens participou de uma reunião com o promotor Dr. José Alexandre Maximino do GAEMA, o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro, para saber mais detalhes sobre as ações do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) relacionado ao COMPERJ. O encontro, que ocorreu na última quinta-feira (30), também contou com a participação do Movimento Baía Viva, que, há anos, é parceiro da luta dos atingidos.

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O Brasil à beira do apartheid hídrico

Patrulhas armadas, drones e muros já bloqueiam acesso a rios e represas brasileiros. Privatização do saneamento e da Eletrobras ameaçam levar segregação a todo o país. Surge uma pauta política obrigatória: o Direito à Água desmercantilizada

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Elementos insólitos marcam agora a paisagem, nos canais de irrigação que desviam a água do Rio São Francisco para as grandes fazendas de fruticultura do Nordeste. Em Petrolina (PE), seguranças armados ao estilo Robocop, apoiados por drones, deslocam-se em motocicletas, vigiando a canaleta, para que a população não tenha acesso à água. Os moradores precisam arriscar-se, furtivos, para matar a sede. Em Cabrobó (PE), surgiu um enorme muro, diante do conduto da “transposição”. Agricultores que estão a menos de cem metros da corrente já não tem acesso a ela, nem como dessedentar suas poucas cabeças de cabras. As cenas, que parecem brotar de uma ficção distópica, estão em algo hoje raro na mídia comercial brasileira: uma reportagem. O jornalista Patrick Camporez passou semanas viajando pelas regiões onde estão explodindo os conflitos pela água no país. Seu relato está numa sequência de quatro matérias (1 2 3) que O Estado de S.Paulo começou a publicar domingo (2/2) e se estenderá até amanhã.

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Água, um bem comum vilipendiado. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Como em todo verão, a água se impõe como notícia, mais como ameaça de tragédia do que como sistema ecológico essencial à vida e bem comum fundamental. No verão, a ameaça é a sua abundância que chega com tal volume que facilmente nos esquecemos dos períodos de escassez, ao seu modo também vistos como ameaça e tragédia. Mas será a água um problema? Ou somos nós, humanos e nossas sociedades, que não sabemos conviver com a água e tratá-la com o cuidado que merece, pois sem ela nem haveria vida? 

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A crise da água no Rio de Janeiro é a necropolítica pela torneira

por Juliana Gonçalves, em The Intercept Brasil

A NECROPOLÍTICA NÃO ACONTECE só quando o governador Wilson Witzel diz que é para atirar na cabecinha das pessoas. Ela também está saindo da torneira dos cariocas em forma de água com cor diferente, gosto estranho e cheiro esquisito – bem longe de ser inodora, insípida ou incolor, como aprendemos na escola. A crise da água é mais uma face da política da morte – e o Rio de Janeiro é seu grande laboratório. É mais fácil enxergar a necropolítica em ação quando pensamos em snipers atirando a esmo nas favelas, mas a gestão da morte também acontece quando o estado sucateia um serviço que garante um direito universal: o acesso à água.

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A catástrofe da água como síntese do Rio

Cidade deixou de investir em abastecimento há décadas – e, como todo o país, vomita esgotos nas represas. Tudo piorou com corte de verbas de Bolsonaro e planos para sucatear e vender a Cedae. Que venha a rebeldia civilizatória de nova Revolta da Vacina!

Por Tainá de Paula, no Outras Palavras

O título do texto é provocador. O Rio de Janeiro entra em 2020 como a capital mundial da arquitetura, signatária de tratados internacionais, incluindo a agenda 2030 da ONU que pontua uma série de objetivos de desenvolvimento sustentável para as cidades, ou seja, temos uma década para acertar o passo com nossas pactuações mundiais.

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Nossas torneiras controladas por corporações?

Projeto que privatiza saneamento avançou silencioso no Senado. Represas e rios poderão cair em mãos de transnacionais como Nestlé e Coca Cola, que já controlam fontes em todo mundo. Foi assim com minérios, hidrelétricas, telefonia…

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

Tem gente que chama esse tipo de situação de coincidência. Outras pessoas, mais sofisticadas, apelam para Carl Jung e falam em sincronicidade. Enfim, o fato que nos interessa reter no momento é que quase nada acontece por acaso. Ainda mais nesses tempos difíceis do bolsonarismo e da noite de trevas do neoliberalismo em que as forças do conservadorismo pretendem nos enfiar.

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União deverá fornecer água para escola da comunidade indígena Pyelito Kuê

Comunidade está localizada em área de retomada no município de Iguatemi (MS)

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

Após pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Naviraí (MS), a Justiça Federal determinou que a União providencie, no prazo de 30 dias, o fornecimento de água potável à escola construída em área ocupada pela comunidade indígena Pyelito Kuê, em Iguatemi. O fornecimento deve se dar de forma contínua e suficiente para o pleno funcionamento do estabelecimento de ensino.

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Adeus à Água como Bem Comum?

Bolsonaro e Congresso empurram, a toque de caixa, projeto que pode acabar com empresas públicas de Saneamento. Conheça os antecedentes; a participação da Coca-Cola, do senador Jereissati e dos EUA. E não estranhe o silêncio da mídia…

por José Álvaro de Lima Cardoso*, em Outras Palavras

O problema da falta de água, que é diagnosticado em várias partes do mundo, afeta sempre a sociedade de forma diferenciada. Como todo direito básico existente, quem enfrenta dificuldades no acesso a água são sempre os mais pobres, o que ocorre tanto nos países imperialistas centrais, quanto nos subdesenvolvidos. Os EUA e a Europa também enfrentam grandes problemas de falta de água, a maioria dos rios dos EUA e do Velho Continente estão contaminados. No caso dos EUA, o próprio desenvolvimento recente da indústria extrativa de gás de xisto contribui para a contaminação dos lençóis de água.

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