Reparação e bem-viver: por que marcham as mulheres negras

Caravanas estão rumo a Brasília; marcha acontece nesta terça

Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Desde o princípio, teimosar, na Paraíba, é verbo. Ele nomeia a obstinação de um contingente de mulheres negras que estão a caminho da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-viver, em Brasília. A delegação viajará quase dois dias para se juntar a 1 milhão de mulheres no dia 25 de novembro. (mais…)

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OMS: 840 milhões de mulheres no mundo foram alvo de violência

Em 12 meses, 316 milhões sofreram violência praticada pelo parceiro

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Quase uma em cada três mulheres – cerca de 840 milhões em todo o mundo – já sofreu algum episódio de violência doméstica ou sexual ao longo da vida. O dado, divulgado nesta quarta-feira (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), praticamente não mudou desde o ano 2000. (mais…)

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A falsa “síndrome pós-aborto” e o avanço das ofensivas contra os direitos reprodutivos no Brasil

Propostas legislativas em várias cidades do país utilizam conceitos sem respaldo científico para reforçar o estigma e restringir o acesso ao aborto legal

Gabi Juns, Lahara Carneiro e Letícia Vella*, Le Monde Diplomatique Brasil

Nos últimos meses, projetos de lei que evocam a chamada “síndrome pós-aborto” voltaram a surgir em diferentes câmaras municipais e assembleias legislativas do país. Embora tenha ganhado destaque recentemente em São Paulo, onde tramita o PL 69/2025, de autoria dos vereadores Sonaira Fernandes (PL), Rubinho Nunes (União) e Ely Teruel (MDB), iniciativas semelhantes vêm aparecendo em cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro – existem ainda proposições federais que tentam impor novos limites ou penalidades ao aborto legal. (mais…)

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Debate do aborto: por que a Espanha avança e o Brasil caminha para mais restrições?

Enquanto a Espanha se move para blindar o direito ao aborto em sua Constituição, o Brasil aprofunda a criminalização

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Thiago Domenici, Agência Brasil

Neste mês de outubro de 2025, enquanto o governo de Pedro Sánchez anunciava a intenção de inscrever o direito ao aborto na Constituição da Espanha, como uma muralha contra o avanço da extrema-direita no país, o Brasil dava mais um passo contra a criminalização, com o voto do agora ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que decidiu pela descriminalização até a 12ª semana, sob o argumento de que o aborto é “questão de saúde pública, não de direito penal”. (mais…)

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Em reunião inédita, MPF ouve mulheres indígenas Xokleng em José Boiteux (SC) sobre violência e acesso à justiça

Encontro revelou falha em mecanismos de proteção às mulheres indígenas; criação de uma casa de apoio foi proposta na reunião

Ministério Público Federal em SC

O Ministério Público Federal (MPF) promoveu uma reunião técnica inédita para realizar uma escuta ativa e qualificada das mulheres indígenas da Terra Indígena Laklānō-Xokleng, no município de José Boiteux (SC). O encontro ocorreu no último dia 6 de outubro, no espaço comunitário da Aldeia Plipatol. (mais…)

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Trabalho: Como o patriarcado sabota as mulheres

Apesar de avanços, desigualdades são brutais. Mais escolarizadas, ganham menos e não atingem cargos de liderança. Predominam em empregos temporários e precários. “Diversidade” nas empresas é retórica. Realidade é ainda pior para mulheres negras

Por Erik Chiconelli Gomes, em Outras Palavras

Perspectivas Históricas e Construção Social das Desigualdades

A história do trabalho feminino no Brasil carrega consigo marcas profundas de uma construção social desigual que atravessa gerações. Desde o processo de industrialização iniciado no século XIX, as mulheres brasileiras ocuparam posições específicas no mercado de trabalho, frequentemente associadas a funções consideradas extensões do trabalho doméstico e maternal. Como demonstram as análises históricas, durante o final do século XIX e início do século XX, costureiras, mucamas e lavadeiras constituíam as principais ocupações femininas remuneradas, estabelecendo um padrão de segregação ocupacional que persistiria por décadas (MONTELEONE, 2019). Esse processo não foi acidental, mas sim resultado de representações sociais que naturalizavam certas atividades como femininas, relegando às mulheres as funções menos valorizadas econômica e socialmente. (mais…)

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Vereadores emplacam leis de ‘síndrome pós-aborto’ não reconhecida por entidades de saúde

Projetos criam data de síndrome que não é reconhecida pela OMS nem pela Associação Brasileira de Psiquiatria

Por Mariama Correia | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Vereadores de extrema direita do PL, União Brasil e MDB, de diversos estados no Brasil, estão apresentando projetos de lei para instituir a “semana de combate à síndrome pós-aborto” no calendário oficial de várias cidades brasileiras. A reportagem da Agência Pública localizou propostas quase idênticas em Maceió (AL), Recife (PE), São Paulo (SP), Lages (SC) e Manacapuru (AM). Os textos preveem as mesmas ações de conscientização sobre o adoecimento psicológico que seria causado pela interrupção da gravidez. Acontece que a síndrome pós-aborto não é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), nem pela Associação Brasileira de Psiquiatria, que informou à reportagem que ela “não está em manuais de classificação de doenças mentais, portanto, não tem relação com questões ligadas à saúde mental”. (mais…)

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