SP: a mão bolsonarista no aumento de feminicídios

Criada no governo Tarcísio, a Secretaria da Mulher sofre com desfinanciamento crítico. Sua gestão propaga antifeminismo e ideais patriarcais. Delegacias para o atendimento especializado são escassas. Enquanto isso, o SUS paralisa diante da escalada de violência

Por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Dez reais. Esses são os valores oficialmente descritos na rubrica de despesas com promoção de saúde da mulher e saúde da gestante, aprovados na Lei Orçamentária Anual votada em 2024 que definiu os investimentos relativos à Secretaria da Mulher do governo do estado de São Paulo em 2025. (mais…)

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Radiografia do feminicídio no Brasil

Punições endurecem, mas mortes saltam: Em nove anos, houve aumento de 186% dos casos registrados. Dentre estas, não estão inclusas as mulheres trans. Uma variedade de estudos mostra as múltiplas camadas que levam a um crime quase sempre evitável

Por Mônica Manir, na Revista Fapesp

“Estou aqui porque eu tinha uma filha de lindos olhos verdes.” Assim um pai se apresentou à socióloga Eva Alterman Blay num encontro no apartamento dela no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, há cerca de 20 anos. Blay, que desde a década de 1970 é engajada na questão da violência contra a mulher, costumava receber em sua residência pessoas ligadas aos movimentos sociais. O homem, levado ao apartamento por uma colega da socióloga, trazia consigo um desabafo e um arrependimento. Revelou que, diante da intenção da filha de se separar do marido porque ele a agredia, havia pedido paciência: “Quem sabe ele muda, você muda e as coisas se ajeitam”. Dias depois, a moça foi morta com um tiro no olho dado pelo companheiro. “Também estou aqui porque acho que o trabalho que vocês fazem tem de continuar”, arrematou o homem. (mais…)

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Feminicídios no RS: ‘Governo estadual não está dando prioridade à vida das mulheres’

Após 10 feminicídios em um feriadão, representantes de entidades de defesa dos direitos das mulheres alertam sobre falhas na proteção.

por Marihá Maria, em Sul21

O feriadão de Páscoa no Rio Grande do Sul foi marcado por uma onda de feminicídios, foram dez assassinatos de mulheres em apenas cinco dias. A sexta-feira (18) já havia registrado seis casos em um único dia, e a violência se prolongou ao longo do final de semana, com mais quatro feminicídios até a segunda-feira (21). Para representantes de entidades de defesa dos direitos das mulheres, a escalada de casos evidencia a gravidade da violência contra a mulher e alerta para uma insuficiência do Estado em garantir políticas efetivas de proteção. (mais…)

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Por que as mulheres morrem?

Confira artigo do Setor de Gênero neste Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres

MST

Hoje meu amor veio me visitar e trouxe flores para me alegrar,
infelizmente eu não sinto mais, porque agora eu descanso em paz!

Das tantas formas de se morrer, as mulheres morrem por serem mulher, sejam elas Cis ou Trans, pois o simples fato de serem mulheres é a razão da sua condenação. Morrem diretamente através dos feminicídios ou das consequências de uma vida de violência que machuca corpo e alma. (mais…)

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Dia Internacional das Mulheres: AGU ajuíza ações para cobrar R$ 12,4 milhões de autores de feminicídios

Objetivo é obter para o INSS o ressarcimento das despesas com pagamento de pensão por morte aos dependentes das vítimas

AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuíza nesta sexta-feira (08/03), Dia Internacional das Mulheres, 54 ações regressivas previdenciárias contra autores de crimes de feminicídio para cobrar um total de R$ 12,4 milhões em pedidos de ressarcimento ao erário. A quantia corresponde ao custo estimado que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terá com o pagamento de benefícios de pensão por morte aos dependentes das vítimas. (mais…)

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WikiFavelas: Duas vidas periféricas

Dicionário Marielle Franco mostra a vida, os perrengues e os desejos ainda acesos de duas jovens da periferia. A gravidez precoce e os sonhos interrompidos. O Cuidado que oferecem e lhes é negado. E as redes de apoio para enfrentar realidades hostis

por Patrícia Ferreira, Clara Polycarpo, Clara Bastos, Gabriel Nunes e Sonia Fleury, em Outras Palavras

Há pouco, acompanhamos a contação da vida e da trajetória de muitas mulheres nos samba-enredos das escolas de samba na Sapucaí, refazendo desde os caminhos da “mãe Preta”, Luíza Mahim, até Alcione, a “negra voz do amanhã”. Porém, para além da celebração, é necessário rememorar toda a luta das mulheres em sua ancestralidade. Em março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, uma data que, diferentemente de muitas outras, não foi feita para fins comerciais, ao contrário, foi uma reivindicação de luta por igualdade de gênero, oficializada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) em 1975. No dia 8 de março, mulheres de todo o mundo vão às ruas em marcha denunciar os atrasos na garantia de direitos que atravessam as suas vidas. (mais…)

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Judith Butler: Por um feminismo sem medo do gênero. Entrevista Margem Esquerda

“Essa radical e obscena desigualdade tem de ser denunciada em todos os aspectos do movimento feminista, assim como o feminicídio, a violência contra os migrantes, a homofobia e a transfobia. Temos de achar uma maneira de articular todas essas dimensões do movimento e renovar nossa teoria social para impedir a devastação do presente, inclusive às florestas tropicais e os lugares de promessa para uma nova aliança.” Confira abaixo a entrevista de Judith Butler à Margem Esquerda, revista semestral da Boitempo. Carla Rodrigues, Maria Lygia Quartim de Moraes e Yara Frateschi conduziram a entrevista de abertura da edição n.33, volume especial “Marxismo e lutas LGBT”, do 2º semestre de 2019.

No Blog da Boitempo

Apresentação

Judith Butler é uma filósofa estadunidense, nascida em 1956, cuja trajetória pode ser descrita como uma “criadora de problemas”. Referindo-se a uma experiência de infância, ela explica o título de Problemas de gênero – feminismo e subversão da identidade, publicado há quase trinta anos nos EUA, e que desde então reverbera nas interlocuções propostas pela autora. “Criar problemas era, no discurso da minha infância, algo que nunca se deveria fazer exatamente para não estar metida em problemas. A rebeldia e sua repressão pareciam ser apreendidas nos mesmos termos, fenômeno que me deu o primeiro discernimento crítico acerca da artimanha sutil do poder: a lei dominante ameaçava com problemas, ameaçava até mesmo nos fazer estar metida em problemas, para evitar que tivéssemos problemas. Assim, concluí que problemas são inevitáveis, e nossa tarefa é descobrir a melhor maneira de tê-los”.1 (mais…)

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