Estudo do IBGE aponta para redução da segurança alimentar no Brasil

Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada entre 2017 e 2018 mostra que 37% dos domicílios do Brasil apresentam algum grau de insegurança alimentar; ferramenta permite o estabelecimento de políticas públicas contra a fome

Por Roberto Lameirinhas, em De Olho nos Ruralistas

Com algum atraso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entregou em outubro sua 6.ª Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), com dados tomados em campo entre 2017 e 2018. De acordo com o próprio instituto, a POF “avalia as estruturas de consumo, de gastos, de rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias, oferecendo um perfil das condições de vida da população a partir da análise dos orçamentos domésticos”.

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Desigualdade no prato: um retrato das contradições do sistema alimentar brasileiro

Em relatório inédito, economista Walter Belik analisa dez aspectos centrais da lógica de produção, distribuição e consumo de alimentos no Brasil.

Por Victor Matioli, O Joio e o Trigo, no IHU

Plantio, colheita, transporte, venda e consumo: tudo isso faz parte do que chamamos de sistema alimentar. Ele é difícil de definir e mais difícil ainda de explicar. Esse sistema complexo envolve incontáveis processos, variáveis, setores econômicos. No fim, é ele quem define o que chega — ou não — ao prato dos brasileiros.

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Pandemia sanitária dá mais uma volta no parafuso da fome nos países empobrecidos. Entrevista especial com José Graziano da Silva

O que já era grave antes do coronavírus ganha contornos dramáticos de proporções bíblicas, quando se analisam os números da fome, da miséria e da desigualdade nos países empobrecidos

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

O Brasil está de volta ao Mapa da Fome desde 2018, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Na prática isso significa que mais de 10 milhões de pessoas passam pela privação de alimentos. Isso equivale a quase a população inteira do Rio Grande do Sul. “Mais de 5% da população passa fome, tem privação de uma das três refeições diárias. Na prática isso é um deterioramento das nossas condições sociais. Vamos ter mais violência (urbana principalmente), maiores níveis de desemprego, maiores níveis de miséria e principalmente as crianças serão mais afetadas”, explica José Graziano da Silva, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

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Coletivos se unem em campanha de combate à fome durante a pandemia

Movimentos articulam ações para denunciar desmontes de políticas públicas, fortalecer iniciativas de solidariedade e avançar na construção de uma frente ampla em defesa do direito à alimentação segura e de qualidade; veja como ajudar

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Mais de cem organizações do campo, da cidade, das águas e das florestas se articularam para desenvolver entre 12 e 18 de outubro, durante a Semana Mundial da Alimentação, ações de combate à fome no país. A campanha “Gente é pra brilhar – não para morrer de fome” reúne ativistas, professores, líderes, cozinheiros e especialistas de diferentes áreas, em conferências virtuais, oficinas, atos religiosos e performances artísticas.

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Qual o impacto do imperialismo nos preços dos alimentos e na agricultura camponesa e familiar?

O Brasil voltou para o mapa da fome, pois Bolsonaro coloca em risco a soberania alimentar e detrimento dos interesses das empresas estrangeiras, aponta Cássia Bechara, do CRI

Por Solange Engelmann, da Página do MST

Ao longo dos séculos vários povos enfrentaram a dominação da sua cultura, o roubo dos recursos naturais, o extermínio de indígenas, a escravidão dos negros e a invasão de territórios por países imperialistas.

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Aumento da fome e pobreza: até onde irá o estrago?

Dados do IBGE evidenciam tragédia anunciada e deixam claros os retrocessos nos direitos sociais. Mas não surpreendem: desmonte de políticas públicas explodiu em 2016, na esteira do golpe e seguindo tendência clara na América Latina

Por José Álvaro de Lima Cardoso*, em Outras Palavras

Segundo dados do IBGE, divulgados em 17 de setembro, o número de brasileiros que enfrentam insegurança alimentar grave subiu 43,7% em cinco anos. Em 2018 havia no Brasil 10,3 milhões de pessoas nessa situação, contra 7,2 milhões em 2013. Conforme a pesquisa, entre a população de 207,1 milhões, 122,2 milhões eram moradores em domicílios com segurança alimentar, enquanto 84,9 milhões viviam com algum nível de insegurança
alimentar. Deste último conjunto, 56 milhões estavam em domicílios com
insegurança alimentar leve, 18,6 milhões, insegurança alimentar moderada, e 10,3 milhões de pessoas em domicílios com insegurança alimentar grave.

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Ignorados pelo Estado, povos indígenas no Amazonas e Roraima contam com solidariedade para enfrentar covid-19

As doações mobilizadas pelo Cimi Regional Norte I somam mais de 120 mil reais em ações de enfretamento à covid-19 junto aos indígenas nos dois estados

por Adi Spezia, e J. Rosha, em Cimi

O primeiro caso de covid-19 entre os povos indígenas no Brasil foi o de uma jovem do povo Kokama, da aldeia São José, no município de Santo Antônio do Içá (AM) – a 879 quilômetros da capital Manaus. O registro foi confirmado no dia 31 de março pela secretaria de Saúde do governo do Amazonas, apenas duas semanas após a primeira notificação na cidade de Manaus em um paciente não indígena.

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“Fome tem que ser combatida com renda básica e imposto sobre riqueza”, diz economista

Francisco Menezes afirma que dados do IBGE divulgados ontem revelam que a prorrogação do auxílio emergencial é indispensável para conter o crescimento da fome no país

Por Rute Pina, Agência Pública

“O presidente declarou que quem falava que havia fome no Brasil estava mentindo. Hoje se comprova o quanto eles estão distantes da realidade do país”, diz o economista Francisco Menezes, com a menção de uma declaração de Jair Bolsonaro feita em julho do ano passado. Menezes lembra do episódio ao analisar os dados preliminares da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17). Segundo o levantamento, a insegurança alimentar grave atingiu 10,3 milhões de brasileiros em 2018.

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Fome: o pós-pandemia pode ser trágico

IBGE confirma: desde 2018, 10 milhões de brasileiros vivem insegurança alimentar grave. Quadro será muito pior se acabarem os R$ 600, em ambiente de crise econômica profunda. E mais: as Terras Indígenas devastadas pelo fogo no Pantanal

por Raquel Torres, em Outra Saúde

OS NÚMEROS DA FOME

O número de brasileiros enfrentando insegurança alimentar grave subiu 43,7% em cinco anos. Segundo dados do IBGE divulgados ontem, em 2018 havia 10,3 milhões de pessoas nessa situação, contra 7,2 mil em 2013. Mais de um terço da população – 84,9 milhões – morava em casas com algum grau de insegurança alimentar em 2018, e esse foi o maior percentual registrado desde 2004, quando o levantamento começou a ser feito. Dos lares onde havia fome, mais da metade eram chefiados por mulheres. E nas zonas rurais, a insegurança alimentar grave é muito mais preponderante do que nas cidades, com quase metade das famílias do campo vivendo com algum grau de insegurança – nessa população, a insegurança alimentar grave atinge 7,1%, contra 4,1% no meio urbano. 

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