De mãe para filha: Dia da Parteira Tradicional homenageia luta e transmissão do saber

Mulheres enfrentam tabus e resistem a pressões diversas para realizar ofício e conquistar reconhecimento profissional

Por Rute Pina, no Brasil de Fato

Pelas mãos de Maria José Galdino da Silva, de 61 anos, nasceram mais de 2 mil crianças. Conhecida como Zezé Parteira, ela se dedica ao ofício há 43 anos na comunidade de Taquara de Cima, em Caruaru (PE) – e tem anotado em um caderno o nome de cada criança que ajudou a vir ao mundo.

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Índio terena emociona ao chegar no doutorado sem nunca ter abandonado seu povo

Aos 33 anos, Leosmar quer concluir o doutorado e continuar fortalecendo a resistência do povo indígena.

Por Thailla Torres, no Campo Grande News

Aos 33 anos, Leosmar Antonio é o primeiro da família a ter um diploma e também o único da terra indígena Cachoeirinha, no município de Miranda, aprovado em todas as etapas da seleção do doutorado, na destacada instituição de pesquisa na área de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, a Fiocruz.

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Aos 97 anos, falece Irmã Alberta, uma lutadora incansável

Religiosa teve uma longa de trajetória de luta junto aos mais excluídos do campo e da cidade no Brasil e na Itália

Redação Brasil de Fato

“Se pudesse voltar atrás, voltaria a viver e lutar com os sem-terra. A vida com eles resume um pouco a minha vida de missão”, afirma irmã Alberta em entrevista realizada em 2016 à publicação Família Cristã. A história de Irmã Alberta Girardi, que faleceu na madrugada deste domingo (30), está marcada pela resistência e a luta. Nasceu na localidade italiana de Mestre, em Veneza, em 1921, um ano antes do ascenso do fascismo nesse país. Seu pai foi um antifascista declarado, e foi perseguido pelo regime de Benito Mussolini. Durante a Segunda Guerra Mundial, a casa onde morava junto a sua mãe e irmã foi bombardeada, deixando uma parte dela totalmente em cinzas.

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“Fiz isso pela minha história, porque como os índios perdi meus parentes, mas no holocausto”

A fotógrafa Cláudia Andujar dedicou quase 50 anos para entender um dos povos indígenas mais isolados do Brasil

Por Beatriz Jucá, no El País

A fotógrafa suíça Cláudia Andujar cruza com certa dificuldade a ampla sala do apartamento onde mora, em São Paulo. Aos 87 anos —quase 50 deles dedicados a longas viagens ao norte do Brasil para entender a cultura dos isolados índios yanomami—, ela vence a limitação para se locomover e senta em uma poltrona, de costas para uma grande janela na qual se impõe a maior metrópole do país. Mas o seu campo de visão neste momento é simbólico: três quadros com imagens que fez quando viveu nas aldeias, estantes recheadas de vasos de cerâmica e um grande mural com penachos, colares, brincos e outros artigos feitos por indígenas. A maioria deles —mas nem todos, ela pondera— veio dos yanomami. “Eu tenho uma ligação muito forte com eles. Fiz isso pela história da minha vida, porque assim como os índios [que perderam parentes no contato com não índios] eu também perdi os meus parentes judeus”, conta. Um extrato de seu trabalho será exposto a partir de hoje no Instituto Moreira Salles, em São Paulo.

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Homenagem a Eugenia Gonzaga, uma procuradora notável, por Luis Nassif

No GGN

De onde vem a energia que empurra esta moça? Geograficamente veio das Minas Gerais, dos lados de Guaxupé, da cidade batizada de Guaranésia, a esquecida Guaramnésia, segundo os trocistas locais, a cidade prometida que se esqueceu de crescer.

De onde a moça trouxe essa sede de justiça, de solidariedade, essa vontade de ir além, de superar os limites físicos e os burocráticos? (mais…)

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Cacique Babau é o primeiro indígena a receber a Comenda 2 de Julho, da Assembleia Legislativa da Bahia

A trajetória de luta em defesa dos povos indígenas de Rosivaldo Ferreira da Silva, mais conhecido como Cacique Babau, foi homenageada nesta sexta-feira (30), com a entrega da Comenda 2 de Julho, mais alta honraria concedida pela Casa Legislativa baiana, em solenidade proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT). Cacique Babau, da terra indígena Tupinambá Serra do Padeiro, em Buerarema, é o primeiro indígena a receber a Comenda 2 de Julho em nosso estado. O comendador também coleciona outros títulos em defesa dos povos indígenas. A liderança já recebeu a 29º medalha Chico Mendes de Resistência e está entre os dez defensores de Direitos Humanos do país. (mais…)

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Universidade Johns Hopkins cria “Bolsa de Estudos Marielle Franco”

Em homenagem à vereadora e ativista, assassinada no Rio de Janeiro, universidade criou bolsa de estudos para pesquisas dedicadas à justiça social e aos direitos humanos na América Latina

Na Fórum

O Programa de Estudos Latino-Americanos (LASP) da Escola de Estudos Internacionais Avançados (SAIS) da Universidade Johns Hopkins, localizada em Baltimore, Estados Unidos, criou uma bolsa de estudos chamada Marielle Franco para pesquisas dedicadas à justiça social e aos direitos humanos na América Latina. As informações são do site O Martelo de Nietzsche. (mais…)

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Mato Grosso está de luto: morre aos 113 anos Antônio Mulato, líder dos quilombolas de Mata Cavalo

Redação 24 Horas News

Antônio Mulato estava com problemas renais e já apresentava deficiência em outros órgãos vitais, até que na noite deste sábado foi constatada sua morte no Pronto Socorro de Várzea Grande. O velório está sendo realizado Câmara Municipal de Nossa Senhora do Livramento e o enterro, como ele sempre pedia, acontecerá dentro da comunidade Mata Cavalo. (mais…)

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