MPF/RJ encaminha ao Congresso Nacional pleito de inscrição de João Cândido como herói da pátria

Pedido deve ser apreciado pelo Legislativo: em 2019, faz 50 anos da morte do marinheiro, conhecido como o “Almirante Negro”

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) remeteu à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado, bem como às comissões de direitos humanos das duas casas, o pleito de inscrição de João Cândido no livro de heróis da pátria. O pedido foi feito por entidades da sociedade civil e figuras públicas no Inquérito Civil nº 1.30.010.000055/2019-64, que tramita no órgão. O procurador da República Julio José Araujo Junior, que conduz o inquérito, ressaltou que a atribuição para a definição de heróis da pátria é do Congresso Nacional, por isso fez o encaminhamento. No documento, o procurador ressalta “a importância de João Cândido para a luta contra o racismo no Brasil, bem como o fato de que se completam 50 anos de sua morte neste ano de 2019”.

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Atriz Ruth de Souza morre no Rio aos 98 anos

Ela foi a primeira atriz negra a atuar no Theatro Municipal e a primeira brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema. Ruth de Souza estava internada com pneumonia.

Por G1 Rio

Morreu na manhã deste domingo (28) a atriz Ruth de Souza, de 98 anos. Ela estava internada desde o começo da semana no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Copa D’Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, vítima de uma pneumonia. A causa da morte não foi informada pelo hospital.

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O Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos recebeu dia 17, o prêmio International Religious Freedom (IRF)

O prêmio foi entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom, em Washington (USA). 

Por Rozangela Silva

Único representante de todo o hemisfério ocidental, o Doutorando em História da UFRJ Ivanir dos Santos foi reverenciado pelo Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos pela importância na luta contra a intolerância a praticantes de religiões de matriz africana no Brasil.

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Racismo: 80 anos desde que Billie Holiday chocou os EUA com sua interpretação da canção Strange Fruit

Por Aida Amoako, BBC Culture

“Você consegue imaginar nunca ter ouvido essa música antes e perceber qual é a estranha fruta pendurada no choupo? Há alguma coisa reveladora quando você a escuta, e aquela imagem de olhos arregalados e boca distorcida salta na direção do ouvinte.” Nessa frase, a crítica cultural Emily J. Lordi descreve o poder específico de uma canção que ainda choca, 80 anos depois de ter sido gravada.

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Professor e doutor Babalaô Ivanir dos Santos recebe prêmio em Washington

O prêmio International Religious Freedom (IRF) será entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom.

No Brazilian Times

Em sua primeira edição, o prêmio destacou quatro pessoas, selecionadas em todo o mundo. A principal missão do referido departamento é “monitorar as perseguições religiosas e a discriminação em todo o mundo,  com o intuito de implementar políticas nas respectivas regiões ou países e desenvolver programas para promover a liberdade religiosa”, além de destacar ativistas que lutam incansavelmente pela causa, como é o caso de Ivanir dos Santos, que é interlocutor da CCIR – Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. 

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65 anos sem Frida Kahlo

Na data do aniversário da sua morte, o PÚBLICO preparou uma fotogaleria da artista mexicana — uma mulher à frente do seu tempo

Por Karla Pequenino, no Público 

“Nunca pinto sonhos nem pesadelos. Pinto a minha própria realidade.”

Era assim que a artista mexicana Frida Kahlo se definia. A mulher morena, latina, com sobrancelhas grossas, que viveu com espartilhos e uma coluna partida desde os 18 anos, não tinha medo de se vestir de formar inconvencional e dizer o que pensava. Ficou conhecida pelos seus auto-retratos, e telas mais excêntricas – que misturam montes e vales com figuras a boiar numa banheira – mas Kahlo sempre rejeitou a descrição de “surrealista”. A inspiração, dizia, vinha da sua vida: procedimentos médicos dolorosos, abortos, desilusões e um casamento tumultuoso. 

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Chico de Oliveira (1933-2019)

Perda imensurável para o pensamento crítico brasileiro, Chico de Oliveira foi um dos nossos mais originais e afiados sociólogos marxistas. Leia aqui as páginas iniciais de sua última obra publicada em vida: “Brasil: uma biografia não-autorizada”.

No blog da Boitempo

É com inominável pesar que comunicamos o falecimento de Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, o Chico. Um dos nossos mais originais e afiados sociólogos marxistas, querido amigo e camarada, ele nos deixou nesta madrugada de quarta-feira, dia 10 de julho de 2019, aos 85 anos. Descrito por ninguém menos que Roberto Schwarz como “um mestre da dialética”, Chico deixa um inestimável legado para o pensamento crítico brasileiro. O velório ocorre hoje no salão nobre do prédio administrativo da FFLCH-USP, a partir das 17h. Sua última obra publicada em vida é Brasil: uma biografia não-autorizada. Organizado e apresentado por Ruy Braga e Fabio Mascaro Querido, o livro abre com um longo ensaio de Chico sobre “o adeus do futuro ao país do futuro” e oferece uma síntese de sua produção intelectual mais recente. Como forma de homenagem, disponibilizamos abaixo as páginas iniciais do ensaio de abertura do livro, em que Chico esboça uma síntese da formação histórica brasileira. Ao final deste post, reunimos uma seleção de vídeos do Chico na TV Boitempo.

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Tributo a Dom Moacyr Grechi, homem imprescindível nas CEBs, CIMI, CPT, Igreja com Opção pelos Pobres e na luta por uma sociedade justa. Por Gilvander Moreira[1]

Na tarde do dia 17 de junho de 2019, com 83 anos, Dom Moacyr Grechi, partiu para a vida plena, terna e eterna. Nascido dia 19 de janeiro de 1936, na cidade de Turvo, SC, Dom Moacyr Grechi se tornou membro da Ordem dos Servos de Maria. Foi nomeado bispo pelo papa Paulo VI, em 1972, e dirigiu a então Prelazia de Rio Branco, AC, até 1998, durante 26 anos, quando foi promovido a arcebispo de Porto Velho, Rondônia. Trabalhando no Acre e em Rondônia, ele se destacou pela atuação em defesa dos indígenas, dos seringueiros e dos camponeses. Dom Moacyr denunciou a violência agrária e ambiental na região amazônica e lutou pela punição dos assassinos de Chico Mendes, que conheceu na militância das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base). Um dos fundadores do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), da Comissão de Justiça e Paz de Rondônia e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), durante oito anos, Dom Moacyr Grechi foi presidente da CPT, cargo que ampliou sua projeção como um dos principais nomes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Moacyr denunciou Hildebrando Pascoal, condenado a mais de 100 anos de prisão, porque se tornou “o assassino da motosserra”, ex-coronel da polícia militar do Acre que se tornou deputado do PFL e mandava matar seringueiros e camponeses com requintes de crueldade, serrando alguns com motosserra, inclusive. Como arcebispo da arquidiocese de Porto Velho, Dom Moacyr foi o anfitrião do 12º Intereclesial das CEBs que aconteceu em Porto Velho, de 21 a 25 de julho de 2009 e teve como Tema: CEBs: Ecologia e Missão – Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia.  

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