Segundo Benjamin Teitelbaum, da Universidade do Colorado, Olavo de Carvalho, no Brasil, Aleksandr Dugin, na Rússia, e Steve Bannon, nos EUA, são adeptos do tradicionalismo, “a completa rejeição política, ideológica e espiritual do status quo”

Por Ciro Barros, Agência Pública
Há um paralelo a ser feito entre os governos de Rússia, Estados Unidos e Brasil, segundo o pesquisador Benjamin Teitelbaum, professor assistente da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. Os três governos são influenciados e abrigam quadros políticos ligados a três intelectuais que exercem influência externa nas instituições governamentais: Steve Bannon, nos EUA; Aleksandr Dugin, na Rússia, e Olavo de Carvalho, no Brasil. Há ainda, de acordo com Teitelbaum, apesar de terem atuações e métodos distintos, uma linha em comum entre esses pensadores, que foram entrevistados no livro: os três são influenciados por uma tradição intelectual chamada tradicionalismo. É o que ele argumenta em seu novo livro War for eternity: inside Bannon’s far-right circle of global power brokers (“Guerra pela eternidade: dentro do círculo de influenciadores políticos globais de Bannon”, numa tradução livre) — lançado em abril, ainda não há uma tradução brasileira.
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