Procuradoria dos Direitos do Cidadão cobra esclarecimentos no caso de professora afastada após aula sobre História Afro

Episódio ocorreu na cidade de Juazeiro do Norte (CE). Desde 2003, a Lei Federal 10.639 incluiu a obrigatoriedade do ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” no currículo da rede pública

MPF

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, pediu à Secretaria de Educação de Juazeiro do Norte, no Ceará, informações sobre o afastamento de sala de aula da professora Maria Firmino, que leciona na Escola de Educação Infantil e Fundamental Tarcila Cruz de Alencar. De acordo com denúncia recebida pela PFDC, a docente estaria sofrendo retaliação após ter ministrado aula sobre o tema “patrimônio material, imaterial e natural de matriz africana”, no dia 20 de abril. (mais…)

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‘Se em nome de Cristo destroem, em nome de Cristo vamos reconstruir’: evangélicos ajudam a reerguer terreiro queimado

Ana Terra Athayde, do Rio de Janeiro para a BBC Brasil

Lugar de encontro e devoção de praticantes do candomblé há 17 anos, o terreiro de Conceição d’Lissá tem recebido, nos últimos meses, visitantes inusitados. O templo, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está sendo reconstruído com a ajuda de evangélicos. Em meio a diversos casos de intolerância e violência contra religiões de matriz africana, um grupo arrecadou mais de R$ 12 mil para as obras depois que o espaço foi parcialmente destruído em um incêndio. (mais…)

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Quinze meses de Prefeitura Crivella, Parte 1: Cultura e Segurança Pública

por Luisa Fenizola, em RioOnWatch

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, tem uma gestão marcada por ausências. Até meados de fevereiro desse ano, eram pelo menos 36 dias longe da cidade. Ele não só se ausentou durante o Carnaval, no qual o prefeito desempenha um papel simbólico, mas estava “acompanhando à distância” quando chuvas torrenciais no Rio mataram quatro pessoas e deixaram mais de 2000 desabrigadas e não estava na cidade no momento do anúncio da intervenção federal militar. (mais…)

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São João de Meriti lança campanha contra a intolerância religiosa

Por Cíntia Cruz, no Extra

A ialorixá Mãe Martha Britto ainda lembra assustada dos murros que cerca de dez homens encapuzados deram no portão de seu terreiro, a Casa de Oxalá e Oxum, na Venda Velha, em São João de Meriti, Baixada Fluminense. O episódio aconteceu há dois anos. Ela deixava o local com filhos de santo quando foram cercados pelos criminosos.

— Eles usavam luvas e toucas ninjas e diziam “Sai, Satanás’’. Tivemos que sair correndo — lembra a religiosa. (mais…)

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Mantidas condenações da Rede Record e Rede Mulher para conceder direito de resposta a religiões afro-brasileiras

Ação contra emissoras de televisão foi movida pelo MPF, Itecab e Ceert por causa de constantes agressões veiculadas em programas

Procuradoria Regional da República da 3ª Região

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve, por unanimidade, as condenações da Rede Record e da Rede Mulher, em ação civil pública que pedia que religiões de matriz africana obtivessem direito de resposta em razão de agressões veiculadas na programação das duas emissoras. A ação foi proposta em 2004 pelo Ministério Público Federal (MPF), pelo Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Itecab) e pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (Ceert).  (mais…)

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Corpos negros ainda estão na mira #LegadoMarielle

por Carla Souza*, em RioOnWatch

Desde muito pequena aprendi sobre o assédio feminino, abordagem policial, racismo, segregação e genocídio. Estas lições não apareciam com estes nomes acadêmicos. Para as crianças da favela estes conceitos estão presentes nas orientações do “manual de sobrevivência (oculto) de vidas marginalizadas”, ensinados desde muito cedo nas casas periféricas. Os ensinamentos táticos são nada mais que um conjunto de cuidados que envolve a roupa, ou o perigo de correr à noite, ou ainda habituar-se a ver madames prendendo as suas bolsas quando um jovem negro passa por elas.

Aos 13 anos tive a primeira e a mais forte das lições sobre o genocídio: a chacina de Vigário Geral. Foi um estarrecedor divisor de águas na minha vida. A gente pode morrer de muitas maneiras quando se tem uma pele preta, até mesmo em casa vendo TV. Lembro de pedir minha mãe para colocar grades na janela e de me assustar com barulhos nas portas. Aos 13 anos, aprendi o que era ter medo e desde então esse sentimento oscilava e norteava muitas das minhas escolhas. Qualquer grito nosso era visto como choramingos do vitimismo, porém, os números são fatidicamente exatos: somos estatísticas de morte desde o começo da diáspora africana. (mais…)

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Manaus: Representantes de religões de Matriz Africana denunciam Estado de não investigar crimes de intolerância religiosa

A ação é motivada por uma tentativa de assassinato contra um pai de santo ocorrida quinta-feira (1º), em Manaus. Segundo eles, os delegados se negam a apurar

Silane Souza, A Crítica

Representantes do Povo Tradicional de Terreiro de Matriz Africana de Manaus foram nesta segunda-feira (5) ao Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) denunciar o Estado por não tomar as medidas cabíveis para acolhimento das denúncias de crimes de intolerância religiosa, bem como de proteção as vítimas. A ação é motivada por uma tentativa de assassinato contra um pai de santo ocorrida no último dia 1º, por volta de 20h, na rua Louro Tachi, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte. (mais…)

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