Tania Pacheco
Os Ministérios Públicos e as Defensorias Públicas federais e estaduais, em e de Minas Gerais, enviaram ao Comandante-Geral da Polícia Militar ‘recomendação’ para que seus policiais se abstenham “de deter qualquer indivíduo e direcioná-lo sobre o conteúdo de suas falas – principalmente os líderes/responsáveis pelos blocos carnavalescos em todo o Estado de Minas Gerais – quando políticas, sob pena de praticar censura institucional, ilegal, inconstitucional e, ainda, punida como crime de abuso de autoridade”.
A orientação foi consequência de censura, com ameaça de prisão, exercida pela PM contra o bloco Tchanzinho Zona Norte, na noite de sexta-feira, em Belo Horizonte. Segundo declarações da produtora Laila Heringer Costa, veiculadas pelo G1, “o capitão Lizandro Sodré do 13º Batalhão advertiu os integrantes do bloco porque eles falavam mal do presidente Jair Bolsonaro e bem do ex-presidente Lula”. A ameaça é denunciada na Recomendação, que cita ainda a ‘justificativa’ depois apresentada pelo porta voz da PM de Minas, major Flávio Santiago.
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