Em uma sociedade capitalista, com idolatria do capital/mercado, os governos estaduais e federal, que giram a roda do Estado burguês, são vassalos desse sistema de morte, com modelo econômico assassino. O máximo que fazem é maquiar danos com mitigações que não compensam nada, pois não alteram a lógica e a estrutura que está nos levando à barbárie e ao Apocalipse da humanidade e de grande parte da biodiversidade, pois mesmo com os crimes brutais das mineradoras, os órgãos ambientais continuam licenciando novos e brutais projetos de mineração e do agronegócio. Em Minas Gerais, em 2023, 474 novas licenças ambientais foram concedidas para mineração em um estado já sacrificado impiedosamente pela voracidade das mineradoras. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) há mais de 30 grandes barragens de mineração com sérios riscos de rompimento, esperando um evento extremo da Emergência Climática, que será o gatilho. Se ocorrerem outros rompimentos de barragens na RMBH, poderá ser a morte final do Rio das Velhas e do Rio São Francisco! (mais…)
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Crime da Samarco/Vale/BHP: ‘Pesca tem que ser proibida em toda a costa do ES e Rio Doce’
Pescadores devem ser indenizados e envolvidos em ações de recuperação, com base nos relatórios da Aecom
Fernanda Couzemenco, Século Diário
“Tem que fechar a pesca no litoral do Estado todo e no Rio Doce. Linheiro, camaroeiro, todo tipo de pesca. Tradicional, artesanal e profissional. Até o sul da Bahia e o norte do Rio de Janeiro, em Macaé. Está tudo contaminado”. O clamor vem do pescador Braz Clarindo Filho, da Colônia de Pesca Z-5, na Praia do Suá, em Vitória, quando perguntado qual é a solução para garantir a dignidade do trabalhador do mar, dos estuários e dos rios atingidos pelo crime da Samarco/Vale-BHP na bacia do Rio Doce. (mais…)
Como a mineração é estimulada a devastar
Setor esbanja benesses fiscais, com base em leis defasadas. Segundo o Inesc, cinco empresas deixaram de pagar R$ 22 bi em 2023; no Pará, renúncias reduzem alíquotas de imposto para apenas 8%, com baixíssimas contrapartidas
Por Pablo Pires Fernandes, no Observatório da Mineração
“A estrutura de incentivos na área da Amazônia é absurdamente anacrônica desde sua origem”, afirma Alessandra Cardoso, analista do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). A crítica ganha relevância à medida que a Amazônia se torna centro de um debate mundial sobre a preservação ambiental. Mais ainda diante dos desafios enfrentados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de suas promessas de enfrentar os problemas dessa região e equacionar um desenvolvimento compatível com a agenda ambiental. (mais…)
Estudo mostra que crianças expostas à poeira da barragem de Brumadinho sofrem mais com doenças respiratórias
Por João Guilherme Tuasco*, Informe Ensp
A poeira dos rejeitos minerais liberados no rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, gerou impactos à saúde de crianças que vivem no município mineiro. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), com participação de uma pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), mostrou que houve 75% mais relatos de alergia respiratória entre as crianças das áreas atingidas pelo pó dos resíduos em comparação com uma localidade não atingida. A investigação revelou que aquelas que viviam nas comunidades expostas apresentaram três vezes mais chance de alergia respiratória que as demais. (mais…)
Dezenas de organizações e movimentos pedem boicote a ‘tentativa da multinacional Cargill de limpar a sua imagem’
Manifesto questiona edital para iniciativas socioambientais em paralelo ao apoio da empresa a projetos como a Ferrogrão
Redação Brasil de Fato
Documento assinado em conjunto por 55 organizações da sociedade civil e movimentos populares pede boicote ao edital “Semeia Fundação Cargill 2024”, lançado pela multinacional líder do setor do agronegócio no Brasil com o objetivo declarado de “apoiar iniciativas socioambientais e negócios de impacto”. A alegação dos movimentos é de que a empresa tenta “limpar a sua imagem através do financiamento a projetos socioambientais comunitários e a supostos negócios de impacto”. (mais…)
Vale não retirou nem um terço dos rejeitos do Rio Paraopeba, cinco anos depois do crime
No ritmo atual dos trabalhos, seriam necessários mais dez anos para completar o planejamento
Redação Brasil de Fato
Cinco anos depois do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), pouco foi feito em relação à retirada de rejeitos e à recuperação do ecossistema. (mais…)
Solução verde ou negócio? #2 | Mineração na Amazônia: o caso de Oriximiná
Está no ar o segundo episódio da série especial “Transição energética: solução verde ou negócio?” – uma parceria do Guilhotina com a Comissão Pró-Índio de São Paulo, em três episódios.
Está no ar o segundo episódio da série especial “Transição energética: solução verde ou negócio?” – uma parceria do Guilhotina com a Comissão Pró-Índio de São Paulo, em três episódios. (mais…)
