Crítica à política econômica da miséria

Em nome do “equilíbrio fiscal”, economistas de direita propõem limitar o salário mínimo e os benefícios sociais – e governo os satisfaz em parte. É tolice e interesse. Ganhos do trabalhador retornam à economia e ao Estado. Mas os rentistas querem o controle total do Tesouro

Por Ion de Andrade, em Outras Palavras

Há alguns meses, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, propôs o congelamento do salário-mínimo por seis anos como fórmula para melhorar as contas da Previdência Social. Na última semana do ano, o jornal O Estado de São Paulo defendeu a mesma ideia. Entendimento, com tintas mais fortes ou mais fracas, é, infelizmente, bastante consensual nos governos que se sucedem. (mais…)

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Desigualdade no mundo: Pirâmide UBS 2023. Por Ladislau Dowbor

A pirâmide acima ajuda, pela forma visual, a ter uma noção real, a “ver” os números. Uma ferramenta útil, por exemplo, para os professores que queiram fazer os alunos entenderem a dimensão dos nossos desafios.

No Fórum21

Todos sabemos do drama da desigualdade, ainda mais porque somos um dos países mais desiguais do planeta. Mas muitos têm dificuldade em dimensionar realmente a que ponto isso é catastrófico.

A pirâmide acima ajuda, pela forma visual, a ter uma noção real, a “ver” os números. Por exemplo, professores que queiram fazer os alunos entenderem a dimensão do desafio. A fonte é de banqueiros, e confiável. E acrescentamos um parágrafo da Oxfam, que mostra que no tempo a situação piora.

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Ladislau Dowbor: fé, fanatismo (e lucro!) na pós-modernidade

Em meio à desigualdade abissal, à volta da fome e à devastação do planeta, muitos fazem-se de cegos e repetem o mantra: Deus, Família e Pátria. Por trás de seu delírio, está uma razão cínica que, para preservar interesses, busca ocultar as saídas

Em Meer / Outras Palavras

A raça humana é sempre toda ouvidos
para um conto de fadas

Lucrécio, De rerum natura, 50 AC (mais…)

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Banco Central e Petrobras estão reféns do sistema financeiro. Por Jeferson Miola

A mídia e a direita defendem um Banco Central “independente” do governo, mas prisioneiro do mercado, e uma política de preços na Petrobras imposta após o golpe de 2016. Para que Lula não fique refém da pilhagem financeira internacional, precisamos pressionar o governo e mobilizar as ruas.

Na Jacobin

Os vocais do rentismo e do parasitismo na mídia hegemônica defendem ardorosamente dois dogmas: 1) o da taxa estratosférica de juros do Banco Central (BC) independente (independente do governo, mas prisioneiro do deus-mercado); e 2) o da política de preços da Petrobras atrelada aos preços internacionais. (mais…)

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O consenso das commodities. Por Marcio Pochmann

Na Teoria Política

O genocídio de yanomamis recentemente revelado ao grande público se encontra associado ao consenso das commodities que tomou conta das elites dirigentes no Brasil concomitante com o colapso da sociedade industrial. O consenso das commodities caracteriza o período econômico, social e político aberto desde o ingresso subordinado na globalização que rebaixou a condição periférica do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho. 

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Financismo: austeridade para quem? Por Paulo Kliass

No Terapia Política

Não existe nenhum exagero em se afirmar que boa parte dos problemas econômicos e sociais que o Brasil tem vivido ao longo dos últimos anos encontram no chamado “Novo Regime Fiscal” (NRF) uma de suas causas principais. Esse eufemismo foi concebido por Henrique Meirelles e sua equipe logo depois da consumação do “golpeachment” perpetrado contra Dilma Rousseff em 2016. Com o afastamento da presidenta, Michel Temer aboletou-se rapidamente para ocupar o cargo – usurpado ao arrepio da legalidade e da constitucionalidade – no Palácio do Planalto. (mais…)

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