Haverá futuro para os camponeses?

Os anos neoliberais os esmagaram em dívidas e angústias. O sistema os vê como vestígio do passado. Ainda assim persistem, são quase 2 bilhões e produzem 70% dos alimentos. Suas lutas não cessam. Eles podem ser parte de uma alternativa

Por Maryam Aslany, na Aeon | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Em 2007, as Nações Unidas divulgaram um relatório sobre a Situação da População Mundial. O documento assinalava que a vida humana na Terra estava ultrapassando silenciosamente uma marca histórica. Em 2008, a proporção de pessoas residentes no campo caía – pela primeira vez na história – para menos de 50%. Hoje, apenas 42% da humanidade vivem no campo. (mais…)

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A morte e a negação do luto na era do capitalismo acelerado e hiperconectado. Por Sérgio Botton Barcellos

Esses dias tive uma orientanda de doutorado que defendeu uma tese sobre a sustentabilidade, educação ambiental e morte. E fiquei pensando algumas situações. Então, me lembrei quando da morte de Belchior, em 2017, estava em João Pessoa, eu senti uma estranheza e uma tristeza profunda. Não sabia explicar. Mas, sentia que alguém importante tinha partido com um legado artístico e que se propôs a questionar o sistema de vida posto, inclusive os modismos. (mais…)

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Saúde do Trabalhador: como responder à uberização?

Precarização das relações laborais e explosão de acidentes e mortes no local de trabalho ocorreram lado a lado no Brasil. Fortalecer os serviços da Renastt é urgente – mas sem revogar a Reforma Trabalhista e outras formas de desregulamentação, pode ser pouco

Por Guilherme Arruda, Outra Saúde

Nos últimos dez anos, o Brasil viveu uma explosão de acidentes e mortes no local de trabalho. Não por coincidência, trata-se de um período em que se disseminaram novas formas de relação laboral no país, que têm como marca a desregulamentação e a redução das proteções a quem trabalha – a exemplo da uberização e a pejotização. Poderão a Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (STT) e seus instrumentos, como os Centros de Referências de Saúde do Trabalhador (Cerest) e a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt), responder a esse novo e complexo desafio? (mais…)

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“O capitalismo sempre tentou derrotar a democracia”. Entrevista com George Monbiot

Neoliberalismo apresenta-se como uma descrição da ordem natural, diz o jornalista

em IHU

Em A doutrina invisível, o jornalista, ambientalista e terror profissional dos ricos e governos tíbios, George Monbiot, alia-se ao cineasta Peter Hutchison para rastrear como uma filosofia marginal dos anos 1930 foi adotada pelas elites como escudo, armadura e catecismo. E como acabou disfarçada de lei natural: algo tão inevitável quanto a gravidade, mas muito mais rentável para poucos. Como uma ideia tão impopular conseguiu se impor como senso comum global? (mais…)

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RS: Por que demora a reconstrução do SUS pós-enchentes?

Quinze meses após início das inundações, cidades gaúchas ainda têm dificuldade em reerguer equipamentos e filas estão enormes. Dogmas neoliberais de Eduardo Leite atrasam o processo. Mas há ensinamentos importantes, como a criação de unidades resilientes

Por Gabriel Brito, em Outra Saúde

As enchentes que mataram 184 pessoas no Rio Grande do Sul ainda contam 25 desaparecidos e deixaram cerca de 735 mil desalojados. O total de 2,4 milhões de afetados não só ficarão para sempre na memória coletiva como ainda afetam o cotidiano do Rio Grande do Sul. (mais…)

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No tecnofascismo contemporâneo, o “neoliberalismo” é um ponto de partida, não de chegada. Entrevista especial com Felipe Fortes

Tecnofascismo. A reconfiguração planetária que emerge por meio do autoritarismo e das tecnologias de controle

IHU

Na era dos paradoxos na qual estamos imersos, reconfigura-se o sentido de termos e conceitos que até bem pouco tempo atrás eram mais estáveis. O “neoliberalismo” tornou-se, na melhor das hipóteses, um espantalho no qual é apresentado como destino de nossos tropeços políticos. Por outro lado, ele parece funcionar “melhor” como o ponto de partida que nos leva a um momento histórico, social e político bastante difuso. “A crítica à democracia liberal, por exemplo, que nasceu como exigência por mais democracia, tornou-se palavra de ordem de projetos autoritários que desejam eliminá-la. O mesmo vale para a crítica à globalização: o que poderia ser uma demanda por uma globalização democrática, como propunham os movimentos altermundialistas, foi progressivamente capturada por discursos nacionalistas e xenófobos contra o ‘globalismo’”, propõe o pesquisador Felipe Fortes, em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)

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Documentos, dinheiro e doutrinação: a influência recente dos EUA na política brasileira. Documentário de Bob Fernandes. Por Sérgio Botton Barcellos

O que parecia teoria da conspiração no Brasil agora é documentado com clareza: ao longo dos anos 2010 think tanks norte-americanos, financiados com recursos públicos e privados, participaram ativamente da formação da nova direita brasileira, da ascensão de Jair Bolsonaro e da reintrodução das Forças Armadas como protagonistas do poder civil. No vídeo-reportagem lançado por Bob Fernandes, o jornalista entrevistando pesquisadores(as) traz documentos inéditos que escancaram como centros ideológicos como o Cato Institute, a Atlas Network e a Heritage Foundation se articularam — com apoio de agências como a USAID e a National Endowment for Democracy (NED) — para influenciar e propagar com ideias neoliberais corações, mentes e instituições do Brasil contemporâneo. (mais…)

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