MST lamenta o assassinato de Dinho, militante da Unegro

“A história de sua morte é terrivelmente absurda, pois mistura racismo, violência e a prática naturalizada de execução antes da abordagem”

Da Página do MST

Na tarde deste último domingo (23), o locutor da Rádio Cultural FM de Sorocaba e militante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Milton Expedito do Nascimento, conhecido como Milton Dinho, foi atingido por disparos de arma de fogo por supostamente não ter parado durante a abordagem realizada pela Polícia Militar (PM). 

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“Eu me solidarizo com a dor de cada pai que hoje não terá seu filho para abraçar”

Álef, 17 anos, foi um dos oito adolescentes executados sumariamente por grupos de policiais militares em novembro de 2015, em Fortaleza, na que ficou conhecida como a Chacina da Grande Messejana ou Chacina do Curió. O texto abaixo foi postado hoje por sua Mãe numa rede social.

Por Edna Carla 

“Hoje é considerado pelo o comércio o dia dos pais. Porque para mim dia dos pais é todo dia. Mais vamos lá né.

Eu me solidarizo com a dor de cada pai que hoje não terá seu filho para abraçar. (mais…)

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Relatora da ONU pede investigação independente do assassinato de estudante de 14 anos da Maré

Na ONU Brasil

A especialista de direitos humanos da ONU Agnes Callamard pediu nesta segunda-feira (30) “investigações imediatas, completas, independentes e imparciais” sobre a morte do estudante Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, no Rio de Janeiro (RJ). O aluno da rede pública foi assassinado durante uma operação de segurança realizada conjuntamente pelo Exército e pela polícia no Complexo da Maré, em 20 de junho. (mais…)

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Liberdade para desacatar. Por Conrado Hübner Mendes

A condição de agente público confere responsabilidades especiais, não direitos especiais

Na Época

O crime de desacato é indispensável à violência policial brasileira. Por meio dele, prende-se frentista que não deixa policial furar a fila da gasolina; fiscal de trânsito que multa magistrado; assistente social que questiona abordagem policial a crianças; estudante que rejeita assédio de policial; jovens que protestam; a viúva de Amarildo. Monitoram-se também as redes sociais. Márcio França, governador de São Paulo, sintetizou esse caldo de cultura: “Se você ofender a farda, ofender a integridade do policial, você está correndo risco de vida. É assim que tem de ser”. (mais…)

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Militares do Exército são flagrados espancando rapaz no Rio e Comando abre sindicância

Responsável pelos militares no Rio, o Comando Militar do Leste (CML) considerou autêntico o vídeo e informou que vai investigar o caso

Por Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

Um vídeo que circulou pelas redes sociais neste sábado, 30, mostra pelo menos quatro militares do Exército agredindo um homem na frente de um estabelecimento comercial. O fato teria ocorrido na última quinta-feira, 28, na Cidade de Deus, favela da zona oeste do Rio. (mais…)

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Justiça obriga Facebook a remover fake news sobre estudante morto na Maré

Justiça deu prazo para Facebook retirar o conteúdo mentiroso do ar e determinou a identificação dos IPs dos perfis que compartilharam a fake news, que tentava associar o jovem Marcos Vinicius da Silva, assassinado em uma operação policial, ao tráfico

Na Fórum

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta sexta-feira (29), que o Facebook retire do ar as fake news que se espalharam contra o jovem Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, assassinado em uma operação policial no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, na semana passada. (mais…)

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O Brasil que escreve sua história com sangue de crianças

Já são oito crianças e adolescentes mortos no Rio só neste ano, por disparos aleatórios. Marcos Vinicius, de 14, do Complexo da Maré, foi alvejado pelas costas por um blindado da PM.

Por Carla Jiménez, no El País

Há algo que despedaça dentro da gente quando uma criança morre, e uma mãe precisa enterrá-lo. Mas a dor é incalculável (ou deveria) quando se sabe que o pequeno ou a pequena são indefesos alvejados brutalmente por obra de uma política de segurança assassina que cobiça ainda mais poder para matar inadvertidamente. “Ele não meu viu com a roupa de escola, mãe?”, disse Marcos Vinicius da Silva, de 14 anos, enquanto sangrava pela barriga, pela bala que o atravessou vindo de um blindado da polícia. Vinicius recebeu o tiro pelas costas. Definhou nos braços da mãe, Bruna. Uma doméstica, parda, do Complexo da Maré, no Rio. Seguiu até o hospital, depois de esperar uma hora pela ambulância. Não resistiu. (mais…)

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