Depois de denunciar mulher negra que teve pescoço pisado por PMs, MP volta atrás e acusa advogado de má fé

Promotora Flávia Lias Sgobi disse ter sabido do vídeo que mostra mulher sendo agredida em 2020 apenas pela imprensa. Advogado diz que promotora só desistiu de denúncia após repercussão negativa na mídia

Gil Luiz Mendes, na Ponte

PM pisa no pescoço de mulher em SP em maio de 2020 | Foto: Reprodução

Depois de denunciar uma mulher negra que teve o pescoço pisoteado por um policial militar em uma abordagem em 2020 em uma bar em Paralheiros, zona sul da cidade de São Paulo, a promotora do MInistério Público de São Paulo voltou atrás em sua decisão e pediu para rever a ação. Em um requerimento feito nesta sexta-feira (22/10), Flávia Lias Sgobi informou ao Tribunal de Justiça de São Paulo que o caso tem fatos novos, e por isso precisa ser revisto.

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Segurança pública e racismo são temas de seminário promovido pelo MPF

Evento online ocorrerá em 26 de outubro, com a participação de membros do MPF, especialistas, representantes das Polícias e de organizações da sociedade civil

 A Câmara de Sistema Prisional e Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal (7CCR/MPF) realiza, em 26 de outubro, o seminário “Segurança Pública e Racismo: Conhecer para Enfrentar”. O evento é promovido pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) contra o Racismo na Atividade Policial e tem o objetivo de discutir práticas discriminatórias e sua interferência nas atividades de segurança pública, além de debater causas, efeitos e formas de superar o problema. O seminário será 100% online, via Plataforma Zoom e com transmissão ao vivo pelo canal do MPF no Youtube (www.youtube.com/canalmpf). Está prevista a participação de membros do Ministério Público, especialistas na temática, representantes das Polícias Federal, Rodoviária Federal e de organizações da sociedade civil.

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A imagem da covardia. Por Fausto Salvadori 

Newletter da Ponte Jornalismo

Essa foto retrata a covardia. Foi tirada pelo repórter fotográfico Daniel Arroyo, da Ponte Jornalismo, sangrando, com o joelho arrebentado por uma bala de borracha que havia sido disparada pelo retratado, em 16 de janeiro de 2019. O homem da imagem é um covarde: um policial militar que dispara contra um jornalista, no meio de uma manifestação democrática, e se esconde por trás de uma máscara.

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‘A possibilidade de ruptura institucional vem pelas PMs’, diz Adilson Souza

Doutor em Psicologia e mestre em Direitos Humanos, tenente-coronel Adilson Paes de Souza comentou sobre o bolsonarismo nas PMs e as projeções para os atos de 7 de setembro no Da Ponte pra Cá

Por Elisa Fontes, na Ponte

Desde o mês de agosto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem estimulado seus apoiadores a participarem dos atos do dia 7 de setembro ao proferir ataques às instituições democráticas, ao sistema eleitoral e fazer ameaças golpistas. Parte desta base de apoio ao presidente é formada por policiais militares que também convocaram e prometem aderir às manifestações bolsonaristas previstas em diferentes estados do país.

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Sobre baionetas e poder civil

Bolsonaro tenta semear a lógica do soldado: obediência cega e prontidão para a “guerra”. Mas valentia bolsonarista é mais sintoma de agonia que de força. Reconstruir democracia exigirá organização popular e conter politização das Forças Armadas

Por Alexandre Aragão de Albuquerque, no Outras Palavras

Otto von Bismarck (1815-1898), o chanceler de ferro da Alemanha militarista, criador do Segundo Reich alemão, governou seu país voltado para conciliar os interesses da crescente burguesia industrial com o apetite voraz dos grandes proprietários de terra e da elite militar do século XIX. Afirmava que tudo se pode fazer com baionetas, exceto sentar em cima delas”. Sendo assim, segundo ele, para manterem-se no poder, faz-se necessário às tiranias criar um colchão ideológico visando a legitimar suas ações.

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‘A polícia ainda não entendeu o seu papel na segurança pública, especialmente na letalidade policial’

No livro Justiça e Letalidade Policial, que será lançado nesta quarta-feira (18), pesquisadora Poliana Ferreira analisa mecanismos que levam à falta de responsabilização dos policiais que matam: “É um equívoco pensar que a letalidade policial está só no PM que atua na ponta”

Por Jeniffer Mendonça, na Ponte

“Foi perguntado ao indivíduo se o mesmo estaria envolvido no roubo ao banco, sendo respondido que sim, neste momento perdi a cabeça, fiquei com raiva e efetuei dois disparos de arma de fogo contra o indivíduo abordado”. Foi assim que um sargento da Polícia Militar paulista, em 2015, confessou que havia atirado em um homem negro já rendido e, depois, alegou no boletim de ocorrência que a morte havia acontecido em confronto. Antes dessa revelação feita pela Ponte naquele ano, os portais de notícia apenas disseram que dois homens havia morrido em troca de tiros com a polícia após um assalto a banco.

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Leonel Radde: esquerda precisa revisar debate sobre segurança pública

O vereador petista, integrante dos policiais antifascistas, defende que se dispute contra a direita a narrativa do combate ao crime; veja vídeo na íntegra

Por Camila Alvarenga, no Opera Mundi

No programa SUB40 desta quinta-feira (08/07), o fundador de Opera Mundi, Breno Altman, entrevistou Leonel Radde, vereador de Porto Alegre filiado ao Partido dos Trabalhadores e policial civil antifascista, sobre segurança pública. Para ele, a esquerda falha no debate sobre o setor, pois “tem sempre um discurso antagônico aos órgãos de segurança” e oferece “respostas complexas para problemas complexos”.

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