Por que é tão fácil matar e deixar morrer

Fausto Salvadori, editorial Ponte Jornalismo

No segundo dia de massacre de detentos em presídios privatizados de Manaus (AM), quando a contagem de corpos alcançou a marca de 55 pessoas assassinadas, as principais emissoras de tevê do país interromperam sua programação para transmitir, ao vivo, as últimas informações sobre… a morte de Gabriel Diniz, que cantava Jenifer, a que não era sua namorada, mas poderia ser.

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Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara faz diligência em Manaus; conflitos em penitenciárias provocaram a morte de 55 presos

Por Pedro Calvi, CDHM

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) fará, nas próximas quinta e sexta-feira (06 e 07/06), diligência a Manaus para acompanhar a apuração e os desdobramentos do massacre em quatro unidades prisionais que resultou na morte de 55 presos. Os fatos aconteceram entre domingo (26) e segunda-feira (27). Segundo o Jornal Folha de São Paulo, o motivo teria sido uma disputa interna da facção Família do Norte (FDN). Já de acordo com Glen Machado, titular da Vara de Execução Penal, a facção atuaria nos presídios do Norte e Nordeste do país e dominaria a rota do tráfico no rio Solimões. O Amazonas é a principal porta de entrada da rota de cocaína peruana que abastece o Norte e o Nordeste. A droga, carregada através do rio, também é levada para o exterior.

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Raio-x da Umanizzare, a empresa que administra os presídios em que 55 presos morreram

Quadro societário complexo e doações milionárias para políticos são facetas do grupo que faturou R$ 836 mi em 5 anos

Igor Carvalho, Brasil de Fato

Entre o último domingo (26) e segunda-feira (27), 55 presos morreram dentro de quatro unidades prisionais no Amazonas: Complexo Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM1). Todos os presídios são administrados pela Umanizzare Gestão Prisional e Serviços Ltda.

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Duplamente punidas

O moralismo do judiciário nega a prisão domiciliar a mulheres gestantes ou com filhos sob a alegação de que são mães “perniciosas” e com “personalidade distorcida”

Por Julia Dolce, Agência Pública

“É você que vai me fazer chorar?”, questiona Marlene Cataldo, irônica, sem dar chances para que eu comece as perguntas. O som do cadeado pesado fechando atrás de nós ecoa no ambiente sem janelas, vibrando pelas paredes coloridas com tons pastel. A ala da maternidade da Penitenciária Feminina de Pirajuí, no centro-oeste paulista, foi a escolhida pela diretoria para as entrevistas.

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Prisões brasileiras: relato de dentro do inferno

Para “prevenir a tortura”, deu-se a uma pequena comissão de peritos direito legal de averiguar os presídios e manicômios onde foram confinadas quase 1 milhão de pessoas. Uma integrante deste grupo conta o que viu

por Catarina Pedroso**, em Outras Palavras

No âmbito de um curso sobre os efeitos psicossociais da violência, parece fundamental lançar luz sobre as violações que caracterizam os locais de privação de liberdade. São centenas de milhares de pessoas em presídios, unidades socioeducativas, comunidades terapêuticas, manicômios judiciários, hospitais psiquiátricos etc., submetidas a condições extremamente violentas, o que seguramente produz marcas subjetivas e em suas trajetórias de vida.

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