Operação conjunta da PF, MPF e MPT fecha garimpo ilegal e resgata trabalhadores no sudeste do Pará

Donos de garimpo foram presos por crimes ambientais e por reduzir trabalhadores à condição análoga à escravidão

Em operação conjunta, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) fecharam seis frentes de garimpo ilegal no distrito de Casa de Tábua, no município de Santa Maria das Barreiras, no sudeste do Pará. Dois donos de garimpo foram presos por crimes ambientais e por reduzir trabalhadores à condição análoga à escravidão.

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DEUTERONÔMIO: NÃO à idolatria, ao trabalho escravo e à agiotagem. Por Gilvander Moreira*

Religião alienada das questões sociais escraviza o povo, hoje e no passado. Quando tendências religiosas intimistas, espiritualistas, amputadoras da dimensão social do Evangelho de Jesus Cristo e desencarnadoras da fé cristã são alardeadas por líderes religiosos, sem pastores, padres ou leigos/as, levam as pessoas a cruzar os braços e apenas orar pedindo que Deus resolva de forma mágica as injustiças sociais, o que só piora a situação de injustiças reinantes. Assim, sem perceber, as pessoas alienadas religiosamente se tornam cúmplices dos processos de opressão do povo. Ao contrário, quando tendências religiosas que animam o povo a buscar na luta coletiva e comunitária a superação dos dramas e das injustiças que se abatem sobre o povo injustiçado, as lutas populares libertárias são potencializadas, pois o povo descobre que só na luta coletiva pode conquistar seus direitos. Valorizando a dimensão social do Evangelho de Jesus Cristo e a opção de Javé pelos oprimidos, a fé cristã mobiliza para lutas libertárias. Do contrário, de fato, certos tipos de expressões religiosas se transformam em ópio do povo.

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Breque no despotismo algorítmico: uberização, trabalho sob demanda e insubordinação. Por Ludmila Costhek Abílio

No blog da Boitempo

Eu, você e outro motoboy estamos trabalhando lá, são 8 pedidos para conseguir o bônus. Eu e você fizemos 7, o outro motoboy fez 4. Para quem eles vão jogar a entrega? Para o outro motoboy. (Mauro, motoboy há quinze anos)

A redução do motoboy a entregador sob demanda

Neste mês de julho os motoboys e os que a eles se juntam agora na categoria de entregadores alcançaram um feito histórico. Quem é motoboy há mais de seis anos sabe que sua profissão vem sendo dilacerada. Em 2012, este profissional já lidava com o viver arriscado e cheio de tensões, sob o peso das mortes e fraturas cotidianas que compõem a normalidade do cenário urbano. A discriminação era e segue sendo vivida no elevador de carga, na espera forçada na recepção, no campo de guerra do tráfego urbano. “O mesmo cara que reclama do chute no retrovisor é o que me xinga quando a pizza chega fria.” Esta era a síntese de Afrânio, que na época da entrevista completava 32 anos como motoboy e 51 de vida. “O cara esquece a chave em casa e lá vou eu buscar na chuva… ‘Pô, cê demorou hein, soubesse eu mesmo tinha ido buscar…’ ‘Amigo, sua chave não vale mais do que a minha vida’.1

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Em meio à pandemia, indígenas são resgatados de trabalho escravo no MS

Com jornadas exaustivas, indígenas trabalhavam na colheita de mandioca sem proteção ao novo coronavírus e habitavam edículas insalubres

por Nanda Barreto, em Cimi

Vinte e quatro indígenas do povo Guarani Kaiowá foram resgatados de trabalho análogo ao escravo no dia 24 de junho, em Itaquiraí, a 410 km de Campo Grande (MS). Eles estavam submetidos à colheita de mandioca com remuneração pífia e totalmente expostos ao novo coronavírus, sem nenhum equipamento de proteção individual. Além disso, ocupavam alojamentos em condições degradantes: aglomerados, dormindo no chão e com higiene precária.

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Refletindo sobre o combate ao trabalho escravo na atual conjuntura do Brasil


Tempos sombrios e olhos abertos: o combate ao trabalho escravo

Por Ricardo Rezende Figueira

Os tempos são turvos, o presidente desqualifica servidores públicos envolvidos na fiscalização e a própria lei abolicionista expressa no artigo 149 do CPB, mas as fiscalizações prosseguem. O primeiro balanço do novo tempo pós governo do Partido dos Trabalhadores, lembra que com Temer a legislação sofreu alterações trabalhistas cruciais, e no período Bolsonaro é necessário manter os olhos bem abertos.

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Boaventura de Sousa Santos: “Os trabalhadores estão ficando cada vez com mais trabalho e sem direitos”

Em visita ao RS, Boaventura de Sousa Santos falou com o Brasil de Fato sobre a situação política e social do Brasil

Fabiana Reinholz e Katia Marko; Luiz Muller (Rede Soberania), no Brasil de Fato

Em uma manhã de um leve frio, depois de alguns dias de um “veranico” um tanto quanto atípico para o mês de junho porto-alegrense, o sociólogo e jurista português Boaventura de Souza Santos, das universidades de Coimbra (Portugal), de Wisconsin-Madison e de Warwick (EUA), conversou por mais de uma hora com o Brasil de Fato RS e com a Rede Soberania. 

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Ruralistas do Congresso possuem terras em áreas de conflitos sociais e ambientais

Invasão de terras indígenas, devastação do ambiente e tensão com camponeses e quilombolas são marcas das regiões onde políticos mantêm propriedades; em alguns casos, identificados a partir do Mapa das Terras dos Parlamentares, eles protagonizam as disputas

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

As cidades de Santa Luzia do Pará e Viseu (PA) têm mais em comum além das propriedades da família do deputado Paulo Bengtson (PTB-PA). Ambas estão numa rota de desmatamento e furto de madeira da Terra Indígena Alto Rio Guamá. A Fundação Nacional do Índio (Funai) teve de entrar na Justiça para garantir a desintrusão de brancos do território dos povos originários. Paulo Bengtson declarou no ano passado à Justiça Eleitoral uma propriedade rural em Viseu, cujo tamanho não consta na declaração.

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Bem Querer o Brasil: a importância de preservarmos o acervo de J.R.Ripper para os povos e comunidades tradicionais e para quem aposta na luta

Vamos recuperar e disponibilizar o acervo digital de João Roberto Ripper, um dos maiores fotodocumentaristas do Brasil! É tempo de resgatar nossa memória!

Na Benfeitoria

Com quase 50 anos de documentação, João Roberto Ripper dedicou sua vida a contar as histórias abafadas ou esquecidas do país. As histórias de injustiças contra crianças e adultos em situação de escravidão; as histórias sobre as dificuldades da seca no semi-árido; mas também as histórias de força das lutas dos movimentos sociais e populações tradicionais pelo Brasil. Nosso objetivo com esta campanha é, em seis meses, trabalhar todo o material nativo digital, isto é, as fotografias produzidas por Ripper após sua transição da fotografia analógica para a digital, organizado e catalogado, com cada uma de suas imagens preenchidas por informações e contexto, contando a história por trás de cada uma das imagens. Este material será então doado para a Fundação Biblioteca Nacional para conservação a longo prazo e será disponibilizado para o público para consulta e pesquisa no site do fotógrafo. Cópias deste acervo também serão enviadas para entidades e instituições documentadas para auxiliar em suas lutas e reforçar suas políticas de memória. 

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O lobby é a alma do negócio

A trajetória do dono da CNN Brasil, Rubens Menin, vai do Minha Casa Minha Vida à articulação de empresários para acabar com a lista suja do trabalho escravo; também passa por reuniões palacianas e polpudas doações nas últimas eleições

Por Alice Maciel, Agência Pública

Apontado no meio empresarial como o “embaixador” do programa Minha Casa Minha Vida, o mais novo barão da mídia, fundador e presidente do conselho da MRV Engenharia, Rubens Menin atua intensamente nos bastidores de Brasília em prol dos seus negócios pelo menos desde 2008, quando participou da elaboração do programa que o transformaria em um dos homens mais ricos do país. Seu mais novo negócio é o canal de notícias CNN Brasil, entre outros seis que carregam seu nome no Brasil e nos Estados Unidos: MRV Engenharia, Banco Inter, AHS Development Group, Urbamais Desenvolvimento Urbano, ABC da Construção, Log Comercial.

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