Depois da barragem: vistoria vai avaliar situação da Volta Grande do Xingu com impactos de Belo Monte

Vistoria interinstitucional vai percorrer comunidades atingidas nos próximos dias 25 e 26

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE/PA) realizarão nova vistoria na região da Volta Grande do Xingu, na região dos municípios de Altamira, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio, no sudoeste paraense.

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Depois de tragédias da Samarco e da Vale, bispos alertam para os riscos à Volta Grande do Xingu com projeto de mineração

Os bispos apontam que depois da Usina Hidrelétrica Belo Monte ter sido construída, a empresa canadense Belo Sun pretende explorar as minas de ouro na Volta Grande do Xingu

Cimi

Em apenas três anos, o Brasil vivencia dois grandes crimes ambientais e sociais ligados à mineração. O rompimento da barragem de Fundão/Mariana, que abrigava por volta de 56,6 milhões de m³ de lama de rejeito, matou, em 2015, 19 pessoas, deixou milhares desabrigados e contaminou todo o leito do Rio Doce. No caso do rompimento da barragem de Brumadinho, também em Minas Gerais, são, até a tarde desta terça-feira, 12, 160 mortos, 119 crianças órfãs, e um prejuízo ambiental não calculável com o derrame de 12 milhões de m³ de rejeitos.

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Belo Monte: o símbolo da relação inescrupulosa entre o governo federal e as empreiteiras. Entrevista especial com Felício Pontes Jr.

Por Patricia Facchin, em IHU On-Line

O fenômeno da judicialização da política e da justiça, que tem recebido muitas críticas nos últimos anos, é “normal” e poderia ser evitado se não houvesse “vácuo na legislação”, diz o procurador da República Felício Pontes Jr. Segundo ele, “se houvesse uma atuação eficaz do Legislativo, diminuiria a judicialização dos conflitos. Se isso não acontece, o Judiciário é destino normal dessas demandas”. Na avaliação dele, as ações do Judiciário têm como objetivo “combater o maior de todos os males de nossa sociedade: a desigualdade”.

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Grandes empreendimentos provocam boom de desmatamento na Volta Grande do Xingu

Terra Indígena Paquiçamba e o município de Senador José Porfírio, localizados na zona de influência da hidrelétrica Belo Monte e do projeto de mineração Belo Sun, atingem pico de desmatamento em novembro

Isabel Harari, ISA

Uma das regiões mais sociobiodiversas do mundo, no sudoeste do Pará, corre risco de desaparecer. A Volta Grande do Xingu, uma curva de rio de 100 quilômetros que banha Terras Indígenas e é a morada de centenas de famílias ribeirinhas, sofre graves impactos por conta da instalação da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte e da tentativa de licenciamento do projeto de mineração Belo Sun. O aumento do desmatamento, fruto do aquecimento do mercado de terras, preocupa indígenas, ribeirinhos e parceiros.

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Justiça multa Norte Energia e União em R$ 1,8 mi por atraso em condicionante indígena de Belo Monte

Condenação é pela demora em cumprir quesito da licença ambiental que previa reestruturação da Funai para atender os povos indígenas atingidos

Ministério Público Federal no Pará

A Justiça Federal em Altamira (PA) multou a Norte Energia S.A e a União em R$ 900 mil cada pela demora em cumprir os prazos previstos no licenciamento ambiental da usina hidrelétrica de Belo Monte para a reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai) na região. A sentença refere-se a ação judicial do Ministério Público Federal (MPF) de 2014, que apontava um verdadeiro caos no funcionamento do órgão indigenista, responsável por atender todas as demandas dos nove povos indígenas atingidos pelas obras. (mais…)

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Um caminho sem retorno: o trauma de Belo Monte

“E agora estamos vivendo um outro e mais assombroso momento, com a entrada em cena de Jair Bolsonaro. A situação que se anuncia é muito mais dolorosa e desastrosa. Estamos diante de um risco ainda mais aniquilador: da entrega da Amazônia”, escreve Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG

IHU On-Line

No seu belo livro, Estar vivo, o antropólogo Tim Ingold define de forma extraordinária o que entende por atenção. Ele diz: “Estar atento significa estar vivo para o mundo” [1]. É ao longo da vida que vamos tecendo nossas trilhas e delineando o mundo vital. Para isso, o que há de mais fundamental são nossas relações. Elas também compõem o ritmo e a alegria da nossa vida. Nesse itinerário de construção identitária, o habitar encontra um lugar decisivo. Para Tim Ingold, habitar é um verbo intransitivo, algo que “concerne à maneira como os habitantes, isolados e em conjunto, produzem as suas próprias vidas” [2]. Na visão desse antropólogo, com base em Heidegger, o habitar é o modo como os seres ganham inserção no mundo. Só na medida em que somos capazes de habitar é que podemos construir. Antes de pensar em qualquer empreendimento de construção é necessário verificar as condições que favoreçam verdadeiramente o habitar. (mais…)

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Povos Parakanã e Arara denunciam violações à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Altamira (PA)

Povos indígenas denunciaram a invasão de suas terras e consequências de Belo Monte em audiência com a CIDH, durante passagem da Comissão pela cidade

por Tiago Miotto, em Cimi

Representantes de povos indígenas da região de Altamira (PA) denunciaram violações a seus direitos territoriais à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), durante audiência ocorrida nesta quarta (7) no município. A atividade faz parte da agenda da CIDH durante sua visita para observar a situação dos direitos humanos no Brasil, que percorre diversos estados do país entre os dias 3 e 12 de novembro. (mais…)

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Belo Monte: o símbolo da relação inescrupulosa entre o governo federal e as empreiteiras. Entrevista especial com Felício Pontes Jr.

por Patricia Facchin, em IHU On-Line

O fenômeno da judicialização da política e da justiça, que tem recebido muitas críticas nos últimos anos, é “normal” e poderia ser evitado se não houvesse “vácuo na legislação”, diz o procurador da República Felício Pontes Jr. Segundo ele, “se houvesse uma atuação eficaz do Legislativo, diminuiria a judicialização dos conflitos. Se isso não acontece, o Judiciário é destino normal dessas demandas”. Na avaliação dele, as ações do Judiciário têm como objetivo “combater o maior de todos os males de nossa sociedade: a desigualdade”. (mais…)

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Haddad propõe imposto rural progressivo contra especulação e tributo verde para descarbonizar a economia

Governo Dilma é um calo no histórico do PT em relação ao ambiente e à questão agrária; passado do PCdoB, da vice Manuela D’Ávila, também pesa contra o candidato

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, defende a progressividade do imposto territorial rural, para combater a especulação, práticas predatórias e a aquisição por estrangeiros. No aspecto econômico, afirma que vai estimular a produção de bens com valor agregado, especialmente para a exportação. (mais…)

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