MPF recomenda que Ibama siga combatendo invasores na terra indígena mais desmatada do Brasil

A recomendação enviada nesta sexta-feira (24) também aponta a necessidade de que as máquinas usadas por criminosos para desmatar sejam destruídas quando não puderem ser apreendidas

Ministério Público Federal no Pará

Em recomendação enviada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) nesta sexta-feira (24), o Ministério Público Federal (MPF) no Pará aponta a necessidade de que sejam descaracterizados, destruídos ou inutilizados quaisquer máquinas e instrumentos que estejam sendo utilizados para a prática de crimes ambientais dentro da terra indígena Ituna-Itatá, que em 2019 teve a maior área desmatada do país. A destruição do maquinário é prevista em lei e se aplica quando as equipes de fiscalização não tenham meios para apreender e transportar o material.

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A destruição da soberania brasileira e a debacle de ‘agendas ambientais’ nunca vista na história. Entrevista especial com Telma Monteiro

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Entre as inúmeras declarações polêmicas do governo Bolsonaro na condução da agenda ambiental em seu primeiro mandato, “o que nos atingiu neste ano desastroso no trato do meio ambiente foi a incompetência e o firme propósito de tornar o Brasil um deserto, um campo farto para a exploração de riquezas minerais, da extração de madeiras nobres da floresta, para a produção de commodities agrícolas”, diz Telma Monteiro à IHU On-Line.

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O rastro de destruição de Belo Monte

Em sua última reportagem sobre os impactos ambientais na Amazônia, o jornalista Vandré Fonseca ouviu ribeirinhos que ficaram sem o peixe do rio Xingu

Por Vandré Fonseca (In memoriam), em Amazônia Real

Altamira (PA) – Dos 11,2 bilhões de watts prometidos pela Usina de Belo Monte, nenhum chegou à casa do ribeirinho Dario Batista de Almeida, o seu Pivela, de 72 anos. Mas os impactos da obra que barrou o rio Xingu, no Pará, mudaram por completo a vida dele e de sua família, que agora habitam as margens do lago formado para mover as turbinas da usina. 

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No Xingu, finalização da última turbina de Belo Monte pode significar “o fim do rio”

Com os impactos da hidrelétrica, pescadores recorrem ao Bolsa Família e a “bicos”; vídeos mostram pescadores arrastando barcos onde antes havia água em abundância

Por Rafael Oliveira, Agência Pública

Com os custos estimados em mais de R$ 40 bilhões, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHE Belo Monte) teve a última turbina inaugurada no último dia 27 de novembro, em cerimônia que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

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Belo Monte, a obra que une os polos políticos. Por Eliane Brum

Duas vezes inaugurada, a primeira por Dilma Rousseff (PT), a segunda por Jair Bolsonaro (PSL), a polêmica usina denuncia o drama da democracia brasileira

El País

A polarização entre o bolsonarismo e o petismo é uma realidade. Há outras realidades, porém. E é urgente que elas sejam vistas. Perceber o que quebra a polarização é tão importante —ou até mais— quanto perceber o que a mantém, se quisermos respeitar a memória para, com ela, criar uma história que respeite a Amazônia e os seus povos. Hoje não mais uma opção, mas uma emergência, já que sem a floresta em pé não há possibilidade de futuro. Belo Monte é a obra que demanda o enfrentamento das contradições. É isso o que mostra, mais uma vez, a inauguração —pela segunda vez— da usina erguida no rio Xingu, no Pará. Quem inaugurou a primeira turbina, em 5 de maio de 2016, foi Dilma Rousseff (PT), antes da conclusão do processo de impeachment. Quem inaugurou a décima-oitava e última turbina foi Jair Bolsonaro (PSL), em 27 de novembro. Ambos estavam orgulhosos. Sem enfrentarmos os porquês deste orgulho pela realização de Belo Monte, capaz de superar a atual polarização política do Brasil, seguiremos barrados como país.

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Manuela Carneiro da Cunha: “Belo Monte foi mal projetada, mas enriqueceu muita gente”

Uma das principais antropólogas do país falou à Pública sobre o governo Bolsonaro e a Amazônia: “Nem na ditadura houve um discurso como o do atual governo contra os indígenas”

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

“Nós precisamos da floresta e temos que defender a floresta.” Foi assim que Manuela Carneiro da Cunha, um dos maiores nomes da antropologia no Brasil, encerrou sua fala no encontro “Amazônia, centro do mundo”, na última semana, em Altamira, Pará. Ao lado de indígenas, ribeirinhos, pescadores, lideranças de movimentos sociais, ativistas e pesquisadores, ela destacou que a preservação da maior floresta tropical do planeta só é possível pelas mãos das populações que nela sobrevivem e, justamente por isso, entendem a necessidade de mantê-la em pé. “É preciso perceber a importância dos povos tradicionais enquanto guardiões da floresta”, afirma. Manuela conversou com a Agência Pública na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde ocorreu o evento, entre uma atividade e outra.

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Projeto de Belo Monte ignora ciclos de estiagens, põe em risco a hidrelétrica e aumenta danos sociais e ambientais. Entrevista especial com André Sawakuchi

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Recentemente, o portal do jornal El País publicou reportagem revelando que a empresa Norte Energia SA, gestora da Hidrelétrica de Belo Monte, reconhece problemas estruturais no empreendimento. Segundo apurou a jornalista Eliane Brum, em outubro, a direção da empresa chegou a enviar correspondência para Agência Nacional de Águas – ANA pedindo autorização para reduzir a vazão afluente do reservatório Intermediário, onde está instalada a maior capacidade de geração de energia de Belo Monte, porque, devido à estiagem, o baixo nível da água no reservatório Xingu colocaria em risco a estrutura da barragem Pimental na calha do rio Xingu. “A urgência da demanda apresentada no documento em questão sugere que o cenário hídrico de outubro de 2019 não foi previsto no projeto da estrutura da barragem Pimental e pelas condições de operação da Usina Hidroelétrica de Belo Monte”, observa o professor do Instituto de Geociências da USP, André Oliveira Sawakuchi.

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