Cão Orelha: porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

Em redes como Discord, jovens participam de desafios violentos; animais e meninas estão entre as vítimas mais comuns

Por Amanda Audi | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Uma menina de 13 anos faz uma transmissão ao vivo em um grupo da rede social Discord. Ela ateia fogo em um gato enquanto mostra em tempo real aos outros usuários. O animal corre pela casa, alastrando as chamas. Depois, ela posta no grupo: “Botei fogo na casa, daora”. (mais…)

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MPF denuncia responsáveis por manter sete pessoas em situação de escravidão no Triângulo Mineiro

Trabalhadores eram atraídos por falsas promessas de emprego e submetidos a condições degradantes em carvoaria, chegando a passar fome

Procuradoria da República em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra dois homens pela exploração de trabalhadores em uma carvoaria na zona rural de Tapira (MG). Um grupo de sete pessoas foi atraído de diferentes cidades mineiras sob promessas de registro formal e condições de trabalho e alojamento dignas, mas acabou submetido a jornadas exaustivas e situações que violam a dignidade humana. As vítimas foram impedidas de retornar para suas cidades de origem devido à localização isolada da propriedade e à falta de condições financeiras para o deslocamento. (mais…)

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Educar para a barbárie: o cachorro Orelha e as hierarquias que matam

O ataque brutal ao cachorro Orelha não surge como aberração: é a culminância de um processo pedagógico silencioso em que o jovem aprende que há seres cuja função social é ser ridicularizado, espancado, descartado…

Verbena Córdula, Diálogos do Sul Global

A impunidade não nasce no tribunal. Ela é ensaiada no jantar de família — muito antes do crime, do boletim de ocorrência ou da perícia. Começa quando pais e responsáveis ensinam, cotidianamente, que regras são negociáveis quando se tem poder suficiente para dobrá-las. Por exemplo, pressionar professores para aprovar um filho despreparado é uma aula prática sobre como instituições funcionam para quem sabe exigir, ameaçar ou constranger. É nesse aprendizado precoce que se forma o sujeito que, mais tarde, não vê problema em humilhar, torturar ou matar. O que aconteceu com o cachorro Orelha é a continuação lógica dessa pedagogia da impunidade, a partir da qual a violência extrema surge como desdobramento natural de anos de permissividade e limites sistematicamente destruídos no espaço doméstico. (mais…)

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Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025

Mais de 2,7 mil pessoas foram resgatadas, maioria na construção civil

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

O balanço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) das operações em 2025 apontam que 2.772 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho análogo à escravidão. Pela primeira vez, a maior parte dos trabalhadores, 68%, exerciam atividade nos centros das cidades. (mais…)

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Lula declara desapropriação de acampamento Terra Prometida, em Felisburgo (MG)

MST avalia a desapropriação como um momento histórico na luta pela terra no Brasil

Por Flora Villela, Brasil de Fato

Após mais de 20 anos de resistência, com a publicação, nesta terça-feira (27), do Decreto nº 12.829 no Diário Oficial da União pelo governo Lula (PT), as 62 famílias do acampamento Terra Prometida, no município de Felisburgo (MG), tiveram determinado o interesse social de suas terras. Como isso, a antiga fazenda Nova Alegria passa a ser prioritária para fins de desapropriação e destinação para reforma agrária. Os acampados que lá vivem e trabalham podem ter, a partir de agora, seu direito resguardado. (mais…)

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Conquista histórica: acordo judicial garante permanência indígena na TI Jarará

Disputa judicial de décadas chega ao fim com homologação de acordo que assegura território

No MPI

Um acordo mediado pelo Ministério dos Povos Indígenas, Advocacia Geral da União e celebrado perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 16 de janeiro, assegurou a permanência da comunidade indígena na Terra Indígena Jarará, localizada no município de Juti, em Mato Grosso do Sul, encerrando uma longa disputa judicial sobre a homologação da área, ocorrida em 1993, porém contestada na Justiça. Na quarta-feira (21), o acordo foi homologado pelo STJ com a previsão de pagamento de R$ 6 milhões da União por uma parte da fazenda da família Subtiol como contrapartida do acordo e encerramento do litígio. (mais…)

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