O capitalismo está deixando você mais pobre. E não é só de dinheiro

O capitalismo, por meio de seus apologistas, afirma que traz riqueza, prosperidade e sucesso para quem trabalha esforçado. Mas a realidade é bem diferente disso: as pessoas estão ficando mais pobres em diversos aspectos da vida

Por Robson Fernando de Souza, no Voyager

Muito se promete, no capitalismo, riqueza e prosperidade para as pessoas.

Não é à toa que livros que exaltam a “meritocracia” socioeconômica e o “milagre” do empreendedorismo enriquecedor bombam de vendas nas livrarias. Afinal, é o sonho das pessoas de ascender socialmente por vias “fáceis” que está sendo reforçado.

Mas será mesmo que o capitalismo é um caminho de riqueza e felicidade para qualquer pessoa? Ou na verdade ele está promovendo o contrário disso?

Convido você a conhecer aquilo que os escritores, articulistas e youtubers pró-capitalistas não querem que você saiba: que esse sistema socioeconômico está ameaçando deixar, ou já deixando, você na pobreza – mesmo se, neste momento, você ainda estiver numa situação privilegiadamente confortável. Não é só a econômica, mas sim em pelo menos dez outros aspectos de sua vida.

1. O capitalismo está deixando você pobre em felicidade e satisfação com a vida

Já escrevi uma vez sobre 15 maneiras com as quais o capitalismo impede ou limita você de ser feliz. Resumindo esse outro texto, para existir e “funcionar”, ele:

● Impõe a você trabalhos que odeia, muitas vezes sob condições degradantes;
● Encaixota você numa rotina insossa e maçante;
● Induz você a recorrer ao consumismo, à televisão e a redes sociais cujo clima negativo tem lhe sugado o bem-estar;
● Nega a você tempos de lazer, meditação, leitura e outras atividades que poderiam lhe trazer prazer e realização fora do campo profissional;
● Suplanta seus direitos com serviços pagos e caros;
● “Ensina” você a crer que felicidade é uma distante linha de chegada que só se alcança tornando-se rico;
● “Ensina” também que a felicidade só se vive em grandes marcos da vida, não nos pequenos momentos e prazeres;
● “Ensina” que ela deve ser comprada a preços altos e não é um direito de todo ser humano;
● Condiciona sua felicidade à sua conta bancária e sua posição na hierarquia socioeconômica;
● Incita a competição e a comparação em detrimento da cooperação e da solidariedade;
● Causa epidemias de diversos transtornos mentais causadores de uma esmagadora infelicidade, como depressão, ansiedade crônica, estresse crônico e burnout;
● Degrada o meio ambiente e torna as cidades cada vez mais poluídas e insalubres;
● Rebaixa bilhões de pessoas a uma miséria na qual praticamente não existe felicidade;
● Reprime e destrói visões de mundo e culturas que buscam a felicidade por meios diferentes do pregado pelo capitalismo;
● Legitima governos cuja política maior é impor infelicidade a quem não é rico.

Nesse meio, nem os próprios ricos escapam de ter sua felicidade tragada pelo consumismo, pela ganância, pela competitividade predatória e pelo alheamento dos pequenos prazeres da vida.

Nesse contexto, perceba que a busca pela felicidade no capitalismo remete àquela imagem do homem que está montado num cavalo e segura uma vara de pesca com uma cenoura amarrada na ponta do fio de nylon, induzindo o animal a andar sem parar para tentar, em vão, alcançar e comer o vegetal. O homem corresponde ao sistema econômico, e o cavalo, aos trabalhadores que almejam ser felizes mas, por causa das características inerentes a essa ordem vigente, nunca alcançam esse estado de espírito.

2. Pobre em valores ético-morais

Tem sido extremamente comum o fenômeno da degeneração dos valores ético-morais das pessoas no contexto capitalista. Elas parecem estar recusando, ou desaprendendo, a importância de se prezar pelo respeito ao próximo e pela idoneidade ética, em um mundo em que a competição, o egoísmo, o malquerer ao outro, a cobiça, a hipocrisia, a intolerância e o desprezo à dignidade humana alheia imperam.

Com isso, abundam no meio capitalista:

● A exploração de trabalho degradante, em setores como a pecuária, o setor frigorífico, a confecção têxtil, a agricultura latifundiária e a construção civil;

● A total despreocupação de muitos empregadores com o bem-estar, a qualidade de vida e a situação socioeconômica de seus atuais e futuros funcionários, como muito bem denunciam páginas sociais como a Vagas Arrombadas;

● O aproveitamento da vulnerabilidade social e do desespero de muitas pessoas para aliciá-las a trabalhos de baixíssima remuneração e condições sub-humanas, em favor do lucro do empregador, tal como a mesma página tem escancarado e vemos acontecer também em casos de trabalho escravo;

● A divisão da sociedade, pelos apologistas da meritocracia e da “naturalidade” das desigualdades sociais, entre “perdedores” que são “culpados” pela própria pobreza e infelicidade e e “vencedores” que “merecem a felicidade” por terem “alcançado a prosperidade e a riqueza”;

● O egoísmo, a sanha de “vencer” no capitalismo explorando abusivamente os trabalhadores, sabotando a concorrência, corrompendo políticos e influenciando o Estado a exercer políticas de concentração de renda e desmonte de direitos;

● As declarações de ódio e intolerância, por parte dos defensores da ordem capitalista, a todo aquele indivíduo que ousa questioná-la e querer uma sociedade mais justa, solidária e igualitária;

● A oposição egoísta, interesseira e incompassiva ao usufruto de direitos e liberdades pelas pessoas das camadas mais baixas da pirâmide social, sob o pretexto de que representam “encargos” e “ônus” para os empresários e “atrapalham o desenvolvimento econômico”;

● O desprezo ao meio ambiente e à qualidade de vida da coletividade, manifestado por meios como a compra de parlamentares que votam a favor do enfraquecimento da legislação ambiental, o cometimento de crimes ambientais e a encaração da Natureza como um mero “obstáculo ao progresso” que precisa ser derrubado o quanto antes;

● A despudorada atitude de recorrer ao autoritarismo político para fazer prevalecer políticas econômicas elitistas, socialmente excludentes e revogadoras de direitos;

● O apelo ao preconceito e à estereotipação de minorias políticas como estratégia de marketing de diversos empreendimentos, como comedorias focadas em carnes e indústrias de cervejas;

● entre muitas outras formas de desvalorização da ética.

É assim que a sociedade se torna mais e mais pobre em valores, e você, cedo ou tarde, acabará sofrendo as consequências disso.

Foto: Reuters

3. Pobre em relações humanas

É nesse contexto de empobrecimento ético-moral que as relações humanas também estão numa tendência de precarização. Dois exemplos que eu trago disso são a polarização de opiniões nas redes sociais e a relação patrão-empregados.

A partir de 2013, a elite econômica e política foi aumentando seu descontentamento com o PT no poder, e a partir desse sentimento passou a explorar a indignação desnorteada da maioria dos manifestantes das  Jornadas de Junho. Isso teve como fruto a violenta polarização entre eleitores de Dilma Rousseff e de Aécio Neves em 2014, os protestos pró-impeachment de 2015 e 2016, a derrubada de Dilma do poder e o fortalecimento de nomes autoritários e demagógicos como Jair Bolsonaro e João Doria.

Essa radicalização de posições na política tem provocado o rompimento de amizades, a degradação de relações familiares e a postagem de opiniões raivosas e intolerantes dos dois lados – embora o da direita seja substancialmente mais extremista, sedento de violência e desejante do mal alheio. Isso tem feito a sociedade ficar ainda mais despedaçada em relações humanas do que já era.

O segundo exemplo é a relação patrões-empregados, que nunca foi das melhores. Na verdade é uma tendência histórica empresários serem indiferentes e insensíveis ao sofrimento e privações dos seus funcionários, sendo resultado disso os milhões de processos trabalhistas no Brasil, as incontáveis greves ao redor do mundo, os relatos de abuso nas empresas e as opiniões preconceituosas vindas de quem defende o status quo capitalista.

Nesse meio, é muito comum ver patrões e outros membros de níveis superiores da hierarquia organizacional tratarem os subordinados com assédio moral e/ou sexual, violação da legislação trabalhista, objetificação, salários irrisórios… Os trabalhadores são assim vistos como robôs sem sentimentos e sem anseios de vida, num claro desprezo de muitos empresários e executivos à humanidade daqueles em quem eles mandam.

4. Pobre em espiritualidade

O capitalismo tem se apoderado até mesmo da espiritualidade das pessoas, em especial dos cristãos evangélicos. Isso tem sido muito visto nas igrejas neopentecostais, muitas das quais são abertas não para estabelecer uma relação entre os cristãos e Deus, mas sim para garantir dinheiro fácil e riqueza para pastores e bispos dotados de valores e interesses nada cristãos.

Já havia abusos e violações da moralidade cristã desde os primeiros séculos dessa religião. Mas a era contemporânea chama a atenção pelo alastramento da Teologia da Prosperidade, que renega diversos valores morais caros aos ensinamentos de Jesus, como a modéstia, o amor ao próximo e o desapego da riqueza material, e exalta o pensamento individualista e o enriquecimento em dinheiro e bens materiais por meio de “investir no milagre” por meio do dízimo.

A Teologia da Prosperidade é hoje o maior exemplo, no Ocidente, de como o capitalismo degenera também a espiritualidade das pessoas, desviando-a do sentido da retidão moral e da aproximação ao Divino para o caminho mundano da ganância material e da busca do dinheiro fácil.

5. Pobre em saúde e bem-estar físico e mental

Uma das pobrezas mais comuns no capitalismo, além da econômica, é a de saúde e bem-estar. Diversas doenças físicas e transtornos mentais causados pelo trabalho penoso e pela degradação ambiental, assim como lesões e incapacitações em acidentes de trabalho, se alastram a níveis nunca antes vistos.

Não é à toa que males como depressãoestresse crônicoansiedade generalizada e burnout têm se propagado com muita força em ambientes de trabalho cansativos, sendo cada vez mais os “males do século 21”.

Também merecem destaque os acidentes de trabalho, muito comuns nos, cada vez mais defendidos pelo patronato, trabalhos terceirizados, e as doenças causadas pelos impactos ambientais das atividades capitalistas – em especial a pecuáriaa geração de energia suja, os transportes, o setor industriala agricultura latifundiária e a geração excessiva de lixo.

Agrava essa situação o fato de que as políticas neoliberais afetam diretamente os investimentos em saúde pública, como foi o caso da famigerada PEC do congelamento das despesas públicas. E as operadoras privadas de saúde não estão dando conta, já que estão perdendo clientes para a crise e o aumento incessante de preçostendo seus abusos punidos frequentemente pela ANS e muitas delas encerrando as atividades.

Em resumo, as pessoas estão ficando mais doentes e desamparadas pela saúde pública e privada.

6. Pobre em tempo livre

O capitalismo também leva embora o tempo livre dos trabalhadores – e de muitos dos próprios empresários -, obrigando-os em muitos casos a trabalhar mais do que o teto de 44 horas semanais exigido pela CLT.

Abundam, por exemplo, os casos de trabalhos que duram mais de nove horas por dia ou mesmo lançam mão do esquema 24/7 (24 horas por dia nos sete dias da semana), como empregos de social media e jornalistas, nos quais a pessoa, mesmo fora do seu expediente, precisa ficar atenta a mensagens e pedidos dos seus superiores ou de clientes no WhatsApp, no Facebook Messenger, no Google Hangouts e no e-mail e/ou ligações telefônicas profissionais.

Falando em 24/7, ele já não é “apenas” uma jornada laboral abusiva, mas sim todo um padrão de vida capitalista voltado para o trabalho e o consumo, privando o indivíduo de lazeres, descansos verdadeiros e outras benesses a que todo ser humano deveria ter direito.

Isso sem falar naquelas pessoas que trabalham fora de casa e precisam se deslocar para a empresa: tem sido comum perderem duas horas ou mais do seu dia no transporte (ida e volta somadas), seja ele um carro preso no engarrafamento cotidiano, um ônibus lento ou um trem que eventualmente corre em velocidade reduzida e dá defeito.

Imagem: Alex Cherry.

7. Pobre em senso crítico e uso das capacidades racionais e intelectuais

A ordem social, econômica e política em que vivemos está desestimulando as pessoas a exercitar seu senso crítico e o lado esquerdo do cérebro na maneira como encaram os fenômenos do mundo e as notícias – verdadeiras, distorcidas ou falsas – que vêm por meio da mídia e das redes sociais.

Isso tem sido visto muito na maneira como milhões de brasileiros têm encarado notícias políticas. Abundam nas redes sociais os boatos de cunho político-ideológico, por mais que sejam desmentidos por sites de checagem de fatos. Muitos têm sido os que acreditam piamente neles e os compartilham sem pensar duas vezes, e relativamente poucos os que assumem uma postura racional, cética e inquiridora perante eles.

Outro aspecto do empobrecimento do senso crítico na sociedade capitalista é o fato de que, para a maioria das pessoas, falta cada vez mais tempo livre para estudos e leituras de livros que poderiam lhes aprimorar as faculdades intelectuais. Há quem discorde, como esse artigo do site Papo de Homem, mas é fato que muito do tempo que poderia ser usado para ler livros é ocupado por outras ações.

Esse tempo “vago” tem sido perdido na extensão dos deveres do trabalho, no transporte, nos afazeres domésticos, no cuidado dos filhos (caso de quem já é mãe ou pai), nas hipnotizantes redes sociais e/ou nos estudos universitários (para quem estuda no Ensino Superior).

8. Pobre em controle e autonomia sobre sua própria vida e suas próprias vontades

Os intelectuais de direita costumam pregar que o capitalismo “traz liberdade” para os cidadãos e consumidores. Mas a verdade é que o mercado tem muito mais controle sobre as pessoas do que se pensa.

Se repararmos bem, perceberemos que não estão no nosso estrito controle individual:

● Nossas horas vagas, que têm sido tomadas pelas redes sociais e pelas empresas que nos empregam, quando nos comandam mesmo à distância;

● Nossa vontade de entrar ou não nas redes sociais;

● Nossos desejos de consumo, muitas vezes manipulados por técnicas de programação neurolinguística no marketing e na publicidade;

● Nosso estilo de vida, em grande parte influenciado pela mídia e pela propaganda;

● Que produtos e serviços optamos por consumir ou evitar, uma vez que tem se tornado necessidade inescapável na sociedade de hoje, por exemplo, o uso de celulares e de redes sociais;

● entre outros aspectos da vida capitalista.

9. Pobre em esperanças pelo futuro individual e da sociedade

2016 e 2017 têm sido dois anos profundamente marcados pela perda da esperança e fé no futuro de muitos. Uma crise global ao mesmo tempo política, econômica, geopolítica, ambiental e ético-moral tem causado pessimismo e medo em milhões de pessoas.

É comum vê-las se assombrar com a hipótese de, por exemplo, o Brasil eleger um reacionário autoritário (Jair Bolsonaro ou João Doria) para presidente, ou o mundo vivenciar uma Terceira Guerra Mundial encabeçada por antidemocratas militaristas como Donald Trump e Vladimir Putin, a crise econômica continuar ou piorar por causa das políticas de arrocho de renda e direitos do Governo Temer, o mundo entrar em colapso ambiental por causa das mudanças climáticas, o terrorismo do Estado Islâmico continuar assassinando pessoas e destruindo cidades históricas etc.

Tudo isso tem sido efeito de uma ordem moral global baseada na supremacia moral do lucro, na coisificação da vida humana e não humana, na desvalorização da democracia em favor do poder das grandes corporações, no desprezo aos direitos sociais e políticos e na dominação predatória da Natureza.

Paralelamente, as esquerdas, desnorteadas e em constantes brigas fratricidas, perderam a capacidade de inspirar esperança nas pessoas. Não oferecem uma alternativa madura e realista para o modelo socioeconômico capitalista neoliberal, apegando-se a modelos decadentes, como a socialdemocracia; já fracassados, como o marxismo-leninismo; ou utópicos demais para a época de hoje, como o anarquismo.

Em outras palavras, a ordem capitalista está numa crise para a qual não se tem uma solução minimamente elaborada, e isso está causando a epidêmica sensação de que o mundo está caminhando para um abismo de autoritarismo, ódio, guerra, ruína ambiental, desigualdades sociais extremas e colapso socioeconômico generalizado.

10. Pobre em direitos

Não é mais novidade o fato de que as demandas do mercado, orientadas pela doutrina econômica neoliberal, têm influenciado os Estados ao redor do mundo, com destaque para o Brasil pós-Jornadas de Junho, a reduzirem os direitos dos cidadãos.

Temos perdido, mediante a aprovação de projetos de lei antipopulares pelo Congresso mais conservador desde 1964 e as canetadas de Michel Temer (e, anteriormente, de Dilma Rousseff), direitos nos âmbitos trabalhista, social, ambiental, civil e político. E a reação da população afetada e dos movimentos sociopolíticos progressistas tem sido quase sempre fraca demais para deter os retrocessos.

Não bastasse isso, formadores de opinião escrevem sites e livros inteiros tentando nos convencer o quanto é “ruim” termos direitos sociais e que você “sairá ganhando” se abrir mão deles e perder também o direito à saúde pública e à educação pública gratuita e de qualidade.

Bônus: Pobre em dinheiro

Não bastassem essas dez formas de empobrecimento da população pelo capitalismo, nos assombra também o fato de que há, sob a economia neoliberal, uma tendência também de que a maioria da sociedade perca dinheiro para o 1% mais rico.

Para começar, a concentração de renda no Brasil aumentou em 2017 pela primeira vez desde 1994. Ou seja, os ricos ficaram mais ricos e os pobres e a classe média, mais pobres.

Outro dado é que, à medida que avança a austeridade econômica, o desemprego não cai, pelo contrário. O desenvolvimento social se torna um sonho distante, em favor do enriquecimento de quem já é rico. Além disso, a renda caiu e a pobreza aumentou, por causa da crise e da adoção das políticas de arrocho.

Ou seja, os brasileiros, em sua esmagadora maioria, perderam dinheiro, ao mesmo tempo que têm perdido direitos, a saúde, a satisfação com a vida e outras benesses.

Conclusão

Pelos mais diversos motivos, o capitalismo está deixando você mais pobre, não mais rico como os formadores de opinião liberais tentam convencer você. E é uma pobreza que transcende e muito a mera renda, estendendo-se a todos ou quase todos os aspectos de sua vida.

Portanto, se você quer mesmo ter uma vida mais rica, e uma riqueza que não seja simplesmente de renda, mas também de felicidade, qualidade e tempo de vida, saúde, bem-estar, tempo livre, controle e liberdade sobre si mesmo etc., o melhor a se fazer agora é admitir que a ordem capitalista não é boa – nem para você, nem mesmo, em muitos casos, para os próprios ricos que tanto a defendem.

Perceba que o primeiro passo para você tomar parte na defesa de um mundo mais justo, equitativo, democrático, solidário, feliz, sustentável, saudável e rico (não só no sentido financeiro) é questionar e enfrentar aquilo que é injusto, desigualitário, autoritário, egoísta e pró-competição, insustentável, doentio e empobrecedor. Ou seja, desejar e construir junto com milhões de outras pessoas a superação do capitalismo.

 

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