Posts tagged: agrotóxicos

O sal da terra

Por racismoambiental, 31/08/2010 19:07

Dominada por grandes empresas produtoras de frutas, a Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte (CE), sofre com a contaminação das águas e a asfixia dos pequenos produtores. Por Luiz Antonio Cintra. Foto: José Leomar

Luiz Antonio Cintra

Carta Capital – “Gabriel, meu filho, bora lá ver onde o pai virou estrelinha”, diz Maria Lucinda Xavier na porta da venda modesta construída no cômodo da frente da casa da família, no Tomé, distrito de Limoeiro do Norte, a 205 quilômetros de Fortaleza. Branquinha, como é chamada pelos amigos, pega o menino no colo e leva o repórter a uma curva da estrada próxima que liga Limoeiro ao distrito. No dia 21 de abril deste ano, José Maria Filho, 44 anos e dois filhos com Branquinha (Gabriel, de 4 anos, e Márcia, de 19), voltava da Câmara Municipal quando foi executado. Em um trecho ermo da estrada, levou um tiro de espingarda calibre 12, seguido de 17 tiros de pistola calibre 40. Quatro meses depois, o inquérito – presidido por um delegado da capital destacado para o caso – não apontou nenhum suspeito. O mais provável, diz quem acompanha a apuração, é ficar por isso mesmo: mais um caso de pistolagem na região sem mandante identificado, uma triste rotina a que os moradores da região parecem habituados.

“O que revolta foi o jeito como mataram o Zé Maria, como se fosse bandido”, diz Branquinha, acrescentando que ele sempre foi “desenrolado”, maneira de dizer que não tinha medo de enfrentar os problemas. Líder comunitário aguerrido, que nos últimos tempos encontrou apoio do MST, da Igreja e de pesquisadores locais, Zé Maria voltara há dez anos para a Chapada do Apodi, onde fica Tomé e outros distritos menores. Continue lendo… 'O sal da terra'»

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Carta de Xaxim – Movimento da Mulheres Camponesas (MMC)

Por racismoambiental, 27/08/2010 19:05
MULHER CAMPONESA, PRODUZINDO ALIMENTOS SAUDÁVEIS, CONSTRUINDO LIBERTAÇÃO.

Adital - O Movimento de Mulheres Camponesas em Santa Catarina – MMC/SC, nos dias 21, 22 e 23 de agosto de 2010, realizou em Xaxim/SC, a 11ª Assembléia Estadual, com o tema: “Identidade Camponesa e Feminista”. A assembléia foi um momento de celebrar os 27 anos de organização, formação, lutas e conquistas de direitos e dignidade. Nós, mulheres lutadoras, construímos o nosso movimento autônomo, de classe, camponês e feminista. Em todos os momentos lutamos pela libertação da mulher contra todo o tipo de opressão e exploração, pela construção do projeto de agricultura camponesa agroecologica e a transformação da sociedade.

Durante os meses de março a agosto realizamos estudos, reuniões nos grupos de base, fizemos as Assembléias Municipais, Regionais e Estadual. Este processo nos mostrou que, o campo vem passando por profundas transformações interferindo na vida e na organização das mulheres. Alguns dados revelam que a agricultura camponesa utiliza apenas 24% das terras férteis e de pior topografia, por outro lado, produz 75% do alimento para o povo brasileiro. Apesar disso, em Santa Catarina entre 1985 a 2003, desapareceram 36.562 propriedades menores de 19 hectares(1). Continue lendo… 'Carta de Xaxim – Movimento da Mulheres Camponesas (MMC)'»

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Ceará – Chapada do Apodi, Tabuleiro de Russas: “Desenvolvimento a que preço?”

Por racismoambiental, 26/08/2010 10:13

Arte de Hélio Rôla

Plínio Bortolotti

Completaram-se quatro meses da morte de José Maria Filho, agricultor de Limoeiro do Norte. Abatido com 19 tiros, ao que tudo indica por matadores de aluguel, o seu assassinato não foi apenas uma brutalidade por si só, sugere também um aviso.

Zé Maria era personagem ativo na luta contra o uso intensivo e extensivo de agrotóxicos – pulverizado por aviões – na cultura de frutas nos perímetros irrigados da região. Participava também do movimento de agricultores desapropriados para a instalação desses projetos – Chapada do Apodi e Tabuleiro de Russas.

De acordo com estudos da médica Raquel Rigotto, professora da UFC, são despejados mais de 70 mil litros de agrotóxico a cada pulverização, atingindo localidades habitadas por mais de oito mil pessoas. Segundo a médica, são sete tipos de veneno que contaminam as pessoas diretamente, o solo e o lençol freático, poluindo a água consumida nessas comunidades (O POVO, 20/8). Continue lendo… 'Ceará – Chapada do Apodi, Tabuleiro de Russas: “Desenvolvimento a que preço?”'»

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CE: MPT recebe estudo que aponta água contaminada por agrotóxicos na Chapada do Apodi

Por racismoambiental, 23/08/2010 11:04

Procuradora participou de seminário no Vale Jaguaribano e quer instalar Fórum

A procuradora do Trabalho Geórgia Maria da Silveira Aragão, titular do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Limoeiro do Norte (no vale jaguaribano cearense), recebeu, no dia 19/8, estudo que aponta a contaminação por agrotóxicos da água oferecida a comunidades da Chapada do Apodi. O estudo foi entregue pela médica do Trabalho e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Rigotto, durante seminário realizado no auditório da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

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Agronegócio prepara ofensiva publicitária para reverter imagem negativa

Por racismoambiental, 21/08/2010 15:28
Grandes empresas e entidades ligadas aos produtores rurais, às agroindústrias e à cadeia de insumos da agropecuária preparam uma milionária ofensiva de marketing institucional, incluindo campanhas em horário nobre na televisão estreladas por atores da Rede Globo. A notícia é do Boletim – Por um Brasil Ecológico, Livre de Transgênicos e Agrotóxicos nº 503, 20-08-2010, a partir de informações do sítio da Monsanto, 05-08-2010.

Os objetivos são reverter a imagem negativa junto à população dos grandes centros e transmitir a ideia de um setor moderno, sustentável e essencial para o desenvolvimento socioeconômico do país. Nomes como Bunge, Monsanto, Syngenta e associações como Abag (do agronegócio), Bracelpa (papel e celulose), Abef (frango), Unica (cana-de-açúcar), Fiesp (indústrias paulistas), CitrusBR (suco de laranja), Abrasem (sementes) e Sindirações (nutrição animal) fazem parte de um grupo de trabalho criado formalmente no início do ano para debater o projeto. Continue lendo… 'Agronegócio prepara ofensiva publicitária para reverter imagem negativa'»

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Os problemas causados pela soja em livro: “Der Soja-Wahn” (“A loucura da soja”)

Por racismoambiental, 18/08/2010 10:03

O jornalista Norbert Suchanek, companheiro de luta desde a realização do I Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental, principalmente na defesa dos Povos Indígenas do Nordeste brasileiro, lança dia 1 de setembro, na Alemanha, seu novo livro: “A loucura da soja”.

Na obra, Norbert demonstra que a soja não é um perigo apenas para o meio ambiente, mas “para os povos e ecossistemas do Brasil e do resto da América Latina, assim como da África, ameaçando diretamente a nossa saúde”.

Segundo ele, “a expansão da soja mundial começou antes de segunda guerra mundial, na medida em que foi importante especialmente para a Alemanha de Hitler e para os Estados Unidos produzirem dinamite, de uma lado, e, de outro, para substituir a manteiga por margarina industrializada para o povo”.

Diz Norbert: “O sucesso do business da soja não depende só da ajuda e da manipulação de vários governos. O soja-Business também está manipulando a ciência, especialmente no que diz respeito aos nossos alimentos”.

A imagem ao lado é uma reprodução da revista Verlagsvorschau, anunciando o livro, que esperamos venha a ser traduzido em breve para o Português.

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Acampamento sulamericano da Via Campesina discute mudanças climáticas

Por racismoambiental, 15/08/2010 14:57
Reunidos no IV Fórum Social das Américas, em Assunção, Paraguai, camponeses e camponesas de vários países das Américas, participantes do Acampamento Sulamericano promovido pela CLOC-Via Campesina, discutiram nesta sexta-feira, o papel dos camponeses e camponesas na luta contra as mudanças climáticas. A reportagem é de Cristiane Passos e publicado pelo portal da CPT, 14-08-2010.

Na tarde desta sexta-feria, 13 de agosto, os acampados e acampadas da Via Campesina discutiram os rumos da agricultura e produção de alimento diante do novo cenário climático que se consolida no mundo. “Se o clima mudar completamente, será muito difícil manter uma agricultura no mundo. Mais do que barrar, precisamos reverter os efeitos das mudanças climáticas”, enfatizou Camila Montecinos, da organização GRAIN, do Chile.

Segundo ela, a Via Campesina encara como os protagonistas dessa tarefa de barrar as mudanças climáticas, os camponeses e camponesas de todo o mundo. Eles e elas serão os agentes transformadores e responsáveis, através de sua agricultura, por impedir a continuidade desse processo. Isso porque os grandes responsáveis pela emissão de gases poluentes na atmosfera, responsáveis pela sua poluição e trasnformações nos ventos e chuvas, são as grandes indústrias. Os também responsáveis pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, que envenenam nossos solos e águas, são os latifundiários e grandes empresas. Continue lendo… 'Acampamento sulamericano da Via Campesina discute mudanças climáticas'»

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Agrotóxicos no Ceará estão isentos de impostos

Por racismoambiental, 20/07/2010 16:21
Levantamento da Renap, que revela isenções de impostos de agrotóxico no Ceará, será divulgado esta semana

Desoneração tributária de insumos agrícolas como fator de ampliação de investimentos, repercutindo na geração de emprego e renda, mas, trocando em miúdos, uma terrível sequela: isentos de uma série de tributos, o Estado e o País assistem à crescente entrada de venenos contra pragas na lavoura, e essa facilidade estaria relacionada ao uso abusivo de agrotóxicos no Ceará. Levantamento feito pela Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) revela a série de isenções de impostos para a comercialização de agrotóxico no Estado. O Brasil é campeão mundial em consumo de agrotóxicos, e aqui se aceita até o que – por questão de saúde – é rejeitado em outros países em desenvolvimento e nos desenvolvidos. O levantamento será divulgado esta semana, junto ao manifesto de entidades locais que pedem rigor no ´Caso Zé Maria´. Farão manifestação amanhã, em Fortaleza, em frente à sede da Polícia Civil. Membros da Secretaria Especial dos Direitos Humanos chegam hoje ao Município de Limoeiro.
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Vamos denunciar a impunidade 3 meses do assassinato de Zé Maria do Tomé!

ATO PÚBLICO EM PROTESTO
Dia 21/07 (Quarta)
Hora: 8h
Concentração: Praça da Polícia Civil

Zé Maria do Tomé, agricultor, morador de Limoeiro do Norte, foi assassinado no dia 21 de abril com 19 tiros. Era um pequeno produtor agrícola e uma liderança comunitária que atuava na Chapada do Apodi, denunciando as injustiças sócio-ambientais provocadas pelo agronegócio. Três meses passaram sem que o Estado tenha desvendado o crime. Três meses de dor para familiares e companheiros. Três meses de impunidade para executores e mandantes.

A voz de Zé Maria ainda ecoa nas denúncias que, em vida, tantas vezes ele ousou bradar e que, em sua morte, encontram novas forças e formas de ecoar: contra a concentração das terras; contra a modernização que expulsa os pequenos agricultores do campo; contra a pulverização aérea; contra a contaminação das águas por agrotóxicos!

À omissão dos órgãos públicos e à irresponsabilidade das grandes empresas que se fixaram na Chapada e que atentam cotidianamente contra o meio ambiente e a saúde da coletividade, soma-se o descaso das autoridades responsáveis pela apuração dos assassinos. Continue lendo… 'Vamos denunciar a impunidade 3 meses do assassinato de Zé Maria do Tomé!'»

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Mundo: 50 % de población mundial sufrirá alergias por alimentos transgénicos

Por racismoambiental, 09/07/2010 07:26
Servindi, 8 de julio, 2010.- Entre el 40 y el 50 por ciento de la población mundial sufrirá algún tipo de alergia a mediados de este siglo como consecuencia de alto consumo de alimentos transgénicos, informó Pedro Guardia, jefe del Servicio de Alergología del Hospital Universitario Virgen Macarena de Sevilla en España.

Explicó que esta situación es producto del uso cada vez más extendido no solo de alimentos transgénicos sino también de las frutas y verduras que usaron productos químicos potenciadores en su madurez, el uso de antibióticos en animales y la propia contaminación ambiental de las ciudades.

Pedro Guardia sostiene su posición en que el 15 por ciento de todas las consultas al alergólogo en menores de edad “lo son ya por alergias a los alimentos”.

Además, se registró en el período de 1995 a 2005 que las consultas por alergias a alimentos, como frutas, verduras o productos que contienen lactosa, huevo o maíz, se duplicaron.

Señaló que cuando hacen madurar de manera artificial estos alimentos ocasionan “una reacción inmunológica de respuesta, generando unas proteínas de defensa que a la postre son las que el ser humano reconoce como un alérgeno (sustancia extraña al organismo)”.

De igual forma, aludió a las reacciones a la lactosa de la leche como consecuencia “del paso a la leche de la propia vaca de los antibióticos que el propio ser humano le suministra al animal para que no contraiga infecciones de diversa índole”.

Asimismo, sobre los alimentos producidos a partir de un organismo modificado genéticamente, Guardia se mostró a favor del etiquetado donde se “recoja de forma clara y detallada su composición”.

http://redciecuador.wordpress.com/2010/07/09/mundo-50-de-poblacion-mundial-sufrira-alergias-por-alimentos-transgenicos/

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Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo, artigo de Fernando Ferreira Carneiro e Vicente Eduardo Soares e Almeida

Por racismoambiental, 08/07/2010 11:14
aplicação de agrotóxicos

Foto: iStockphoto

O modelo agrícola brasileiro revela uma grande contradição. Enquanto bate recordes seguidos de produtividade, contribuindo com cerca de 30% das exportações brasileiras, 40% da população brasileira sofre com a insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Brasil, um dos países mais desiguais e com uma das maiores concentração de terras do mundo, ganhou o posto de maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Lugar conquistado pelo segundo ano consecutivo, superando os Estados Unidos, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgados recentemente.

Curiosamente, o avanço da tecnologia nesses últimos dez anos não reduziu o consumo de agrotóxicos no Brasil. Pelo contrário, a moderna tecnologia dos transgênicos, por exemplo, estimulou o consumo do produto, especialmente na soja, que teve uma variação negativa em sua área plantada (- 2,55%) e, contraditoriamente, uma variação positiva de 31,27% no consumo de agrotóxicos, entre os anos de 2004 a 2008. Continue lendo… 'Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo, artigo de Fernando Ferreira Carneiro e Vicente Eduardo Soares e Almeida'»

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Qual o limite da propriedade da terra? Entrevista especial com Gilberto Portes

Por racismoambiental, 29/06/2010 14:47
Em setembro deste ano, será realizado o Plebiscito Popular pelo limite da terra que visa pressionar o Congresso Nacional para limitar o tamanho máximo da propriedade e uso dela por estrangeiros. Em entrevista à IHU On-Line, realizada por telefone, Gilberto Portes, do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, explica a iniciativa. “Um estrangeiro vem para o Brasil e pode comprar a quantia que quiser de terra. Enquanto isso, há quatro milhões e duzentas mil famílias que não têm acesso à terra, ou seja, mais de doze milhões de pessoas”, aponta. Portes fala também da importância da revisão dos índices de produtividade para a efetiva realização da Reforma Agrária no país. “Os índices de produtividade são fundamentais, principalmente nas regiões que teoricamente dizem que não têm terra para Reforma Agrária”, defendeu.

O advogado Gilberto Portes é secretário executivo do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo. Foi coordenador estadual do MST no RS. Confira a entrevista.

IHU On-Line – Para começarmos, o senhor pode nos explicar a ideia central da questão do “Limite da Propriedade da Terra”?

Gilberto Portes – O Brasil é o segundo país com maior concentração de terra do mundo. Este é o elemento central. O outro, que está relacionado a esta situação, é que o Brasil, desde a sua descoberta ou da sua invasão, teve o poder econômico, o poder político e o próprio poder social concentrados através da propriedade da terra. A mudança da relação de trabalho, renda, alimentação, desenvolvimento econômico social do país passa necessariamente pela democratização da terra. Isso porque só dessa maneira será possível garantir mais pessoas produzindo alimentos, mantendo o trabalho no campo e, assim, desenvolvendo o país através da produção de produtos de qualidade e, consequentemente, eliminando a violência das grandes periferias das cidades. Hoje, para cada família que é assentada, é possível empregar, em média, cinco pessoas no campo e mais três na cidade. Precisamos mostrar esse dado para a sociedade brasileira. O limite da propriedade da terra é a base para que se quebre a espinha dorsal de um problema histórico estrutural do Brasil. Continue lendo… 'Qual o limite da propriedade da terra? Entrevista especial com Gilberto Portes'»

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A ofensiva do agronegócio contra o povo brasileiro

Por racismoambiental, 26/06/2010 16:48
O Brasil é alvo de uma ofensiva do grande capital, articulado pelas empresas transnacionais e pelos bancos, dentro de uma aliança com os latifundiários capitalistas, que criaram um modelo de organização da agricultura, chamado de agronegócio.

A partir da segunda metade da década de 90 – e mais ainda depois da crise do capitalismo internacional -, grandes corporações internacionais, financiadas pelo capital financeiro, passaram a avançar sobre a agricultura brasileira: terras, água e sementes, produção e industrialização de alimentos e na comercialização de agrotóxicos.

Nesse processo, o agronegócio tenta impedir o desenvolvimento da pequena agricultura e da Reforma Agrária e consolidar o seu modelo de produção, baseado na grande propriedade, monocultura, expulsão da mão-de-obra do campo com o uso intensivo de máquinas, devastação ambiental e na utilização em grande escala de agrotóxicos. Continue lendo… 'A ofensiva do agronegócio contra o povo brasileiro'»

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