Movimentos do campo apresentam impactos da Reforma da Previdência à CNBB

Cimi

Os impactos da Reforma da Previdência na vida dos trabalhadores do campo e das comunidades tradicionais, que constituem o grupo dos segurados especiais da Previdência Social, foi tema de duas audiências do bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, na última quinta-feira, 16 de fevereiro. Os representantes de movimentos sociais do campo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) falaram sobre as consequências da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16. (mais…)

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Populações do campo precisam lidar com os perigos dos projetos de mineração

Por Maria Júlia Gomes Andrade, no Brasil de Fato

O conceito de soberania alimentar foi profundamente desenvolvido pelos movimentos que compõem a Via Campesina, composta por dezenas de organizações em todo mundo e que articula as lutas, saberes e modo de produção camponeses, as populações tradicionais e os conflitos no campo. Diferente do termo “segurança alimentar”, que está mais ligado à disponibilidade e acesso aos alimentos, a soberania alimentar é entendida como um direito e bem essencial dos povos. Soberania é alimentação suficiente, com variedade, livre de venenos e que garanta uma nutrição equilibrada. Está inserida numa proposta maior de projeto de nação. Implica, necessariamente, em uma soberania territorial e uma soberania hídrica, para citar dois eixos fundamentais. E são estes dois eixos que se confrontam diretamente com os grandes projetos mineradores. (mais…)

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Famílias ocupam terra devoluta em Rio Pardo de Minas

Na CPT

Neste sábado dia 18/02, trinta famílias no município de Rio Pardo de Minas ocuparam a fazenda Santa Bárbara que vem sendo degradada pela empresa monocultora Replasa que se diz proprietária, no entanto, pertence ao Estado. A grilagem de terras no Norte de Minas acontece desde a década de 30 e vem se concretizando através de centenas de fraudes e da expulsão das famílias camponesas que dependem e produzem na terra. (mais…)

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Camponeses de Canaã dos Carajás ocupam sede do Incra em Marabá

Agricultores acusam a mineradora Vale de comprar terras públicas destinadas a assentamentos rurais

Por Lilian Campelo, no Brasil de Fato

Nesta segunda-feira (6), cerca de 400 famílias camponesas acampadas em Canaã do Carajás, município localizado no sudeste do Pará, ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na cidade de Marabá para reivindicar uma posição do órgão sobre as terras públicas que foram adquiridas pela empresa Vale S/A na região.   (mais…)

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Camponeses produzem mais de 70% dos alimentos, diz estudo

Pesquisadores da UFPB e da USP revisam dados do Censo Agropecuário 2006 e dizem que estimativa do IBGE subestimou papel dos pequenos

Por Inês Castilho* – De Olho nos Ruralistas

Os camponeses têm pouca terra, mas colocam bem mais que 70% dos alimentos na nossa mesa, defendem os autores do artigo “Quem produz comida para os brasileiros? 10 anos do Censo Agropecuário 2006”. (mais…)

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Justiça determina despejo de famílias camponesas em Palmeirante (TO)

Na CPT

O ano de 2017 inicia da mesma forma como terminou 2016 no Tocantins: com as comunidades camponesas ameaçadas de serem expulsas de suas terras para benefício de grileiros do agronegócio. Três famílias da Ocupação Vitória – que conta com mais 17 famílias -, localizada no município de Palmeirante (TO), receberam ordem de despejo após decisão do juiz Fabiano Ribeiro, da Comarca de Filadélfia. (mais…)

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O senhor das batatas

Ao longo dos séculos, os camponeses dos Andes aprenderam a cultivar mais de 3 mil variedades de batatas. Elas são mais gostosas e mais saudáveis e podem nos salvar da fome em climas extremos. Por que então só falamos em batatas fritas?

por Eliezer Budasoff, Etiqueta Verde, traduzido pela Agência Pública

Julio Hancco é um camponês dos Andes que cultiva 300 variedades de batatas e reconhece cada uma delas pelo nome: a “que faz chorar a nora”, a “cocozinho vermelho de porco”, a “chifre de vaca”, a “gorro velho remendado”, a “sapatilha dura”, a “pata manchada de puma”, a “nariz de lhama negra”, a “ovo de porco”, a “comida para bebê desmamar” e a “feto de cuy” (cuy é um roedor que se come nos países andinos). São nomes escolhidos pelos camponeses para classificar as batatas de acordo com a sua aparência, seu sabor, sua personalidade. (mais…)

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Por que o acordo de paz privilegia as mulheres do campo?

Removida de suas terras por conta de conflitos com as Farc, a colombiana María Concepción luta para que as mulheres camponesas sejam priorizadas na redistribuição de terras prevista no acordo de paz

por Andrés Bermúdez Liévano, em La Silla Vacía, traduzido pela Agência Pública

Há pouco menos de um ano, María Concepción Pinzón se levanta todos os dias ao amanhecer para alimentar sua vaca leiteira e suas 70 galinhas poedeiras. (mais…)

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PEC 287 é um golpe duro para o trabalhador rural

Governo Temer não leva em conta as condições próprias do trabalho no campo, a condição da mulher e a sazonalidade

Por Glauco Faria, no Outras Palavras

As alterações propostas pelo governo Temer na Previdência Social atingem com mais dureza um segmento social que já sofre com a invisibilidade e a insuficiência de políticas públicas. São múltiplos os efeitos da PEC 287 para o trabalhador rural e diversos pontos parecem simplesmente ignorar as especificidades de um grupo populacional que produz, por exemplo, aproximadamente 70% dos alimentos consumidos no país. (mais…)

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