Como Michel Temer, com 3% de aprovação, ainda é presidente?, por Leonardo Sakamoto

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Michel Temer segue audaciosamente indo aonde ninguém jamais esteve. Pesquisa Ibope, divulgada nesta quinta (28), mostra que apenas 3% da população considera seu governo ótimo ou bom enquanto 77% o avalia como ruim ou péssimo.

Essa aprovação ridícula é menor que os 5% que ele havia ostentado na última pesquisa Ibope, de 27 de julho, quando realizou a façanha de bater o índice da impedida Dilma Rousseff (9%) e do hiperinflacionário José Sarney (7%).

Alguém pode considerar que a margem de erro da pesquisa (dois pontos para mais ou para menos) significa estabilidade. Porém, a avaliação de ruim e péssimo aumentou de 70% para 77% em dois meses. Outros números que reforçam a certeza de que a avaliação geral piorou: 92% da população diz não confiar nele e 72% afirma que o restante do governo será ruim ou péssimo.

De acordo com a pesquisa, a maioria absoluta da população brasileira acha que o país, sob Temer, vai ser o ó do borogodó até janeiro de 2019. Porque, apesar de um ou outro sinal de melhora na economia, empregos não estão sendo criados no ritmo para aplacar a queda na qualidade de vida dos trabalhadores. Enquanto isso, abundam notícias sobre retrocessos ambientais promovidos pelo governo e denúncias criminais contra o próprio Michel Temer.

Antes, quando confrontado com certas críticas, Temer buscava, ao menos, dar uma nova justificativa para uma presepada. Agora, diante das pesquisas como a divulgada hoje, seu governo adotou o ”foda-se” como política. Afinal, ele não precisa tentar agradar o eleitorado. Sabe que não será reeleito e, ao final de seu mandato, pode até ser processado e preso por corrupção. Por isso, se esforça em manter a simpatia do grande empresariado e da maioria do Congresso Nacional para chegar até janeiro de 2019.

Ele sabe que poucos o levam a sério e que o mínimo de credibilidade da gestão reside sob a equipe de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda. Então para que se preocupar? Seu governo usa e abusa de ”fatos alternativos”, expressão consagrada por Kellyanne Conway, assessora de Donald Trump, para rebatizar ”mentiras” divulgadas pela administração norte-americana.

E, livre das amarras do eleitorado, Temer vem aplicando um pacote de medidas que mexe diretamente com a qualidade de vida da população mais vulnerável a pedido de parte das grandes empresas e do mercado financeiro, que ajudam a sustentar seu governo. Por mais que não morram de amores pelo Poeta da Mesóclise, há uma genuína satisfação dessa parte do poder econômico pela implementação de uma agenda que nunca seria eleita pelo voto popular. Satisfação que se soma à dos velhos políticos – que veem na manutenção de Temer uma resistência à guilhotina da Lava Jato, a possibilidade de mais pilhagem sobre o tesouro público e um caminho para mudanças legislativas que agradem a seus patrocinadores. Pronto, com isso temos uma ideia de quem compõe esses 3%.

Qual a motivação para um cidadão comum, que rala o dia inteiro e não tenta levar vantagem sobre o vizinho, quando vê o presidente da República e sua cúpula envolvidos em tanta porcaria e nada acontecendo com eles? Vendo alguém com 3% de aprovação e denunciado formalmente por crimes determinado o seu futuro? Ou quando constata que, apesar da punição de alguns grandes empresários, o interesse da minoria que tem dinheiro segue suplantando a qualidade de vida de quem não tem. Só isso explica, por exemplo, a manutenção de um sistema tributário que tira dos pobres para manter o dos ricos. Sim o cidadão comum se sente um idiota por agir honestamente e não ”tirar o seu”.

O custo da manutenção de um presidente com 3% de aprovação – denunciado por envolvimento em corrupção e organização criminosa, que compra votos a céu aberto e rifa parte do Estado a grupos de interesses, através de perdões de dívidas bilionárias ou mudança de regras e leis – está levando a confiança às instituições ao nada.

Quando instituições estão esgarçadas e desacreditadas, a melhor maneira de reestabelecer o equilíbrio seria devolver ao povo o direito de escolher diretamente um novo mandatário para governá-lo. Ao que tudo indica, isso não deve acontecer, por falta de consenso político, por falta de melhor opção, por falta de mobilização e projetos alternativos, por muitos terem perdido a fé no país, por menos de 3% estarem ganhando muito com tudo isso.

E quanto menor o número de brasileiros que aprova esse governo, maior o número daqueles que não acreditam na política como a arena por excelência das soluções da vida cotidiana, abrindo espaço para quem defende saídas rápidas, vazias, populistas e, não raro, autoritárias e enganosas para resolver tudo isso que está aí.

Manter Temer vivo por aparelhos pode nos custar nossa já pálida democracia.

Comments (1)

  1. C A L O T E J U D I C I A L
    AO RESPONDER À PESQUISA DE SATISFAÇÃO DO USUÁRIO DA JUSTIÇA NO BRASIL, É IMPERIOSO TORNAR PÚBLICO O FATO QUE SE SEGUE; PORQUE DEUS SABE QUE ENQUANTO HOUVER INJUSTIÇA ENTRE OS HOMENS, NÃO HAVERÁ PAZ NA TERRA:
    Saiba todo o Povo Desperto que as principais Autoridades que se assenhorearam do poder da justiça, como titulares do STF e do CNJ, além da própria Presidência da Republica; já têm conhecimento formal do caso, e se mantém coniventes na consumação de mais uma injustiça: Depois de ter sido julgado favoravelmente em última Instância, pela 3ª. Região do STF; o Processo no. 88026001-2 de 1988, foi sumariamente sepultado vivo pela 14ª. vara da justiça federal em São Paulo/SP, por falta de IRRESIGNAÇÃO; constituindo-se em prova formal e inconteste de um vergonhoso calote judicial, perpetrado por pura maldade de uma pseuda juíza, contra um jornaleiro-Pai de família, sacrificando particularmente órfãos e viúva que dependerão da respectiva aposentadoria para sobrevivência; corroborando o injusto e desumano estado de direito que tem imperado nessa babilônia brasileira.
    (GL.4.30) – Contudo, que diz a Escritura? (SL.68.5) – Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada; (PV.21.23) – porque o Senhor defenderá a causa deles e tirará a vida aos que os despojam:(SL.33.14) Do lugar da sua morada, observa todos os moradores da terra: (1CR.16.14) – Ele é o Senhor nosso Deus; (RM.2.6) – que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: (DT.27.19) – Maldito é aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva: (EC.34.26) – Quem tira a um Homem o pão que ele ganhou com o seu amor, é como o que mata o seu próximo: (HB.10-30) – Ora, nós conhecemos Aquele que disse: A mim pertence a vingança, eu retribuirei; (LS.1.15) – porque a justiça é perpetua e imortal: (JB.15.25) – Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei; (JR.4.27) – pois assim diz o Senhor: (ML.3.5) – Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros. contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos: (PV.28.20) –O Homem fiel será acumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo: (JR.16.21) – Portanto, eis que lhes farei conhecer, desta vez lhes farei conhecer a minha força e o meu poder; e saberão que o meu nome é Senhor Arnaldo Ribeiro; (FL.2.6) – pois ele, subsistindo na forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus; (LS.2.23) – porquanto Deus criou o Homem inexterminável, e o fez à imagem da sua semelhança: (JÓ.16.19) – Agora já sabei que a minha testemunha está no céu; e, nas alturas quem advoga a minha causa.

    O JUÍZ QUE NOS VIGIA PERMANENTEMENTE

    VIVA JESUS!

    Bom-dia! queridos irmãos.

    A verdadeira paz começa em nosso íntimo, em nosso coração, pela consciência tranquila.

    O juiz que nos vigia permanentemente é a nossa consciência: não tem como negar nossos defeitos, enganos e crimes para nós mesmos.

    O que estamos fazendo quando pensamos que ninguém está vendo? É interessante percebermos o que fazemos quando não em público ou ninguém está nos fiscalizando fisicamente, mas espiritualmente sempre há alguém que nos acompanha – e há também o juiz que nos fiscaliza dia e noite, que é a nossa consciência.

    Allan Kardec perguntou ao Espírito de Verdade onde estão escritas as leis de Deus, e ele respondeu de pronto: Na consciência.

    A vida é feita de escolhas. Não chamemos de destino as consequências de nossas próprias escolhas. Cada um é livre para escolher de acordo com o que aprendeu, dentro do contexto de sua história de vida atual e espiritual.
    Ninguém começou no berço, já existíamos antes da fecundação de nosso corpo físico. Somos um eterno vir a ser, uma semente de luz e inteligência em germinação no Universo de Deus. Não estamos acabados, estamos evoluindo e progredindo a cada dia, a cada ano, a cada experiência. E errar é aprender, tendo como consequência a educação do espírito. Portanto, Deus não nos castiga, mas Sua lei nos guarda e cobra reparações, agora ou no futuro.

    Tudo o que somos está ancorado nas escolhas que fazemos, no que elegemos para nossa vida. Somos o senhor livre que escolhe a melhor escravidão ou melhor liberdade para nossa vida.

    Quantas coisas elegemos para nossa vida que não valem a pena! Vamos limpar a despensa do nosso coração. Devemos desalojar e expulsar os lixos e tranqueiras que acumulamos ou que o mundo, fruto do nosso meio, contribuiu para juntar, limpeza essa para que Deus possa esparramar suas coisas santas e puras em nosso coração renovado. E o perdão é a licença divina para usufruirmos saúde e paz.
    Dificuldades todos temos, e quase todos os dias. A grande questão é como agimos diante dela e não como reagimos.

    Queremos vencer os processos enfermiços da mente, queremos ir buscar a cura para nossa alma, senti-la senhora de si e serena. Sejamos o médico de nós mesmos, o sacerdote de nossas vidas – não sejamos vítimas de nós mesmos. Sejamos senhores da fé que nos cura.
    Cuidado com os desvios do caminho. Quando estamos no caminho equivocado – e isto ocorre rotineiramente com todos –, quanto mais andamos nele, mais tempo vamos despender para retornar ao caminho da paz e da harmonia, que é o caminho do bem e da saúde.
    Quando alimentamos nossa coragem na transformação interior, no conhecimento de nós mesmos, estamos vencendo os medos. E com fé e altruísmo como parceiros em nosso dia a dia, passamos a derrubar os muros das misérias e do egoísmo, construindo pontes de solidariedade e amor em nossos relacionamentos humanos.

    Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo
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