Incra e Ufopa implantam 1º curso de especialização em saúde a público da reforma agrária no país

Incra

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) abriram o calendário de atividades do curso de especialização em saúde da família e comunidade. A aula inaugural ocorreu nesta segunda (9), no auditório Maestro Wilson Fonseca, na unidade Rondon da Ufopa, situada no município de Santarém (PA).

A reitora da Ufopa, Raimunda Monteiro, além do diretor e vice-diretor do Instituto de Saúde Coletiva (ISCO), professores Waldiney Pires e Wilson Sabino, respectivamente, estiveram presentes. Sabino também é o coordenador-geral do curso de especialização. O Incra foi representado por Iradel Freitas, coordenador-geral de educação no campo e cidadania, e Orivan Matos, gestor do Pronera no Oeste do Pará. Segmentos do movimento social compareceram, assim como a promotora Lilian Braga, do Ministério Público do Estado do Pará (MPE/PA).

O curso é o primeiro, no país, em nível de especialização, ofertado na área da saúde pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). O programa é mantido e financiado pelo Incra. A execução cabe a instituições de ensino, que elaboram projetos de cursos e submetem ao Incra.

Iradel Freitas informou que o investimento inicial previsto pelo Incra na especialização em saúde da família e comunidade corresponde ao valor de R$ 500 mil. Este é o primeiro curso gerido a partir do Incra com sede em Santarém (PA). Os demais ofertados pelo Pronera no Oeste do Pará foram criados por meio da iniciativa do Incra em Belém. Esta turma de pós-graduação também inaugura a entrada da Ufopa como instituição de ensino parceira do Pronera.

O curso foi construído coletivamente por Incra, Ufopa e movimentos sociais, com apoio de instituições como o MPE/PA. O termo de execução descentralizada, documento que oficializa a parceria entre Incra e Ufopa, foi assinado no dia 5 de dezembro e publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 7 do mesmo mês.

Perfil dos alunos

De uma turma composta por 40 alunos, 70% pertence ao público da reforma agrária, como assentados e quilombolas, não apenas de Santarém, mas também de outros municípios do Oeste do Pará.

Para as demais vagas, puderam se candidatar egressos de cursos superiores de saúde que tenham desenvolvido estágio, pesquisa ou extensão nas áreas de reforma agrária e trabalhadores em Unidades Básicas de Saúde (UBS), vinculados à Estratégia Saúde da Família, em atendimento às populações do campo, da floresta e das águas.

Para todos os candidatos, havia a exigência de diploma de nível superior em qualquer área reconhecido pelo Ministério da Educação.

Marcinete de Oliveira, do território quilombola Muratubinha, localizado no município de Óbidos (PA), é uma das alunas aprovadas no processo seletivo para o curso. Professora da rede municipal de ensino, ela já realizava ações conjuntas com o agente comunitário de saúde no ambiente escolar, uma das razões que a motivaram a ingressar na especialização em saúde da família e comunidade.

Joseilson Xavier, do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Juruti Velho, é um outro aluno do curso. “Uma vez com essa formação, eu espero poder contribuir muito com a minha comunidade”, ressalta o assentado. Xavier afirma que a região necessita de profissionais com qualificação na área da saúde.

O curso

A especialização em saúde da família e comunidade terá carga horária de 570 horas e duração de 18 meses. A dinâmica a ser adotada é com base na pedagogia da alternância, o que inclui atividades em sala de aula e em comunidades rurais. Os alunos receberão auxílio mensal de R$ 250.

Comments (1)

  1. Devemos conscientizar a população da importância do SUS. geralmente quem poucos mesmo do SUS não está entendendo a gravidade dessas decisões do governo maldito, sem escrúpulo e corrupto
    Devemos defender o sus q é um patrimônio histórico da sociedade brasileira.

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