Ressignificar favelas com base em suas qualidades foi tema de debate no 14º Congresso da BRASA

por Sabrina Magalhães, em RioOnWatch

No dia 28 de julho, a Comunidades Catalisadoras (ComCat)* realizou o debate intitulado “Ressignificando as Favelas com Base em suas Qualidades: História, Soluções, Resiliência e Criatividade”, como parte do 14º Congresso Internacional da Associação de Estudos Brasileiros (BRASA), na PUC-Rio. Aproveitando o espaço entre acadêmicos internacionais que estudam o Brasil, a organização montou o debate para além dos pesquisadores pautados pelo congresso, contando com a participação de lideranças do Horto, Rocinha, Vale Encantado e Maré, e de colaboradores pesquisadores da ComCat.

Documentando e Fortalecendo o Crescente Movimento Sustentável nas Favelas

A primeira palestrante do evento foi a urbanista Theresa Williamson, fundadora da ComCat. Theresa falou sobre o tema “Favela como Modelo Sustentável: Mapeando Sustentabilidade e Resiliência no Rio de Janeiro”, focando no desenvolvimento do projeto Rede Favela Sustentável em apoio aos numeroso esforços em favelas do Rio em prol da sustentabilidade ambiental e resiliência social.

A fala de Theresa começou com menção ao filme Favela Como Modelo Sustentável, produzido pela ComCat para a Rio+20 in 2012, na época com a esperança de lançar um debate sobre a potencialidade do desenvolvimento das favelas à partir de sua natureza sustentável. O filme, ela contou, tem sido mostrado em numerosas favelas do Rio, festivais pelo Brasil, e é muito usado em cursos universitários no exterior. Ele foi montado à partir de demandas por visibilidade em torno de questões ambientais, de por volta de 50 projetos comunitários na época, focando em 8 de seus projetos. Achando que fosse ser polêmico ao lançá-lo, Theresa conta que pelo contrário, ficou surpreendida que a recepção ao filme ao longo dos seus cinco anos tem sido bastante unânime e positiva.

Theresa seguiu explicando que a próxima ação da ComCat na construção da Rede Favela Sustentável se deu à partir da descoberta da Certificação LEED para Bairros (LEED-ND), uma certificação internacional para bairros sustentáveis. Ela narrou que em 2014, Ilha Pura, a Vila dos Atletas Olímpica destinada a se tornar um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, foi o primeiro bairro da América do Sul a receber a certificação, e que então surgiu a chance de compará-la como um suposto ‘bairro sustentável’ com uma favela próxima. Theresa contou que, para isso, uma voluntária da ComCat, junta de um dos arquitetos criadores da própria certificação LEED-ND fez um levantamento de dados na favela Asa Branca que fica próxima à Ilha Pura. Através da pesquisa, descobriram que dentro do modelo do próprio certificado internacional, a Asa Branca tinha um grau de sustentabilidade mais alto do que o do condomínio.

A palestrante explicou que a partir destas experiências percebendo a pertinência da ideia de favelas sustentáveis, e o crescente movimento de ações comunitárias em prol da sustentabilidade ambiental local, foi lançado a Rede Favela Sustentável em 2017. Ela afirmou que a Rede tem como objetivo conectar iniciativas que já estão atuando em favelas com foco em resiliência e sustentabilidade para haver uma ampla troca de conhecimento e ações coletivas entre os projetos.

O primeiro passo da formação da Rede foi um mapeamento extenso de 111 projetos, que visa dar transparência e visibilidade a essas iniciativas. A palestrante também falou do processo da formação da Rede, revelando que todos os dados foram coletados através das redes sociais, e que 158 pessoas responderam, e as respostas vieram de todas as áreas de planejamento da cidade–26 das 34 regiões administrativas–e de 14 municípios da Grande Rio, sendo 62% moradores de favela e 52% mulheres, e que 111 iniciativas já existentes foram mapeadas. O próximo passo, ela contou, será uma série de intercâmbios extensivos e intensivos entre as 111 iniciativas, entre setembro e novembro de 2018.

Crescente Movimento Afirma História e Valor das Favelas

A segunda palestrante foi Gitanjali Patel, da Universidade de Londres, que apresentou sua pesquisa de mestrado “Memórias: o Surgimento de Museus Comunitários como Ferramentas para Resistir à Marginalização nas Favelas do Rio de Janeiro”. Ela discursou sobre a importância de museus comunitários como ferramenta para resistência. Gitanjali iniciou sua fala refletindo sobre o surgimento destes museus.”O recente surgimento de museus comunitários marca uma alteração na relação de poder entre essas comunidades e a cidade”. Ela afirmou que muitas vezes, a história das comunidades, representada através das lembranças dos moradores, é excluída dos museus e arquivos nacionais. Portanto, o surgimento de museus comunitários é uma maneira de afirmar o direito da história da comunidade.

Gitanjali contou que em 2006, surgiu o Museu da Maré através de uma iniciativa que começou a organizar a história do complexo de favelas coletando fotos, vídeos, recortes de jornais e histórias orais de dentro e fora da comunidade. Assim como a Maré, comunidades como Horto e Rocinha já possuem iniciativas de museu.

A palestrante refletiu que é útil considerar a emergência dos museus das comunidades à luz da observação do filósofo Walter Benjamin que afirma que articular historicamente o passado não significa conhecê-lo como de fato foi, significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja em momentos de perigo. Ela explicou que isto não quer dizer que a história somente é articulada em momentos de ameaça, mas sim que essas lembranças ameaçam desaparecer se não as reconhecermos no presente. Gitanjali citou o exemplo, do museu comunitário mais recente, o Museu das Remoções que foi fundado para documentar o processo de remoções na Vila Autódromo e o movimento de resistência que permitiu que vinte famílias permanecessem.

Gitanjali prosseguiu dizendo que existem diferentes formas de resistência, entre elas o museu territorial. Ela destacou que O Museu de Favela (MUF) no Cantagalo e Pavão-Pavãozinho usa o espaço físico das favelas como museu, tornando-o uma instituição viva sem paredes e sem janelas. A palestrante concluiu dizendo que os museus comunitários buscam contar as histórias que são omitidas dos registros oficiais.

Enfrentamento às Maiores Empreiteiras do País é Demonstração de Resistência e Fonte de Desestigmatização

O próximo palestrante foi Adam Talbot, professor da Universidade de Brighton, com o tema “Memória não Pode ser Removida: A Política dos Lugares no Museu das Remoções”. Adam focou seu discurso nas remoções ocorridas na Vila Autódromo para os Jogos Olímpicos, e falou brevemente da história da comunidade.

Ele narrou que nos anos 60 uma colônia de pescadores foi estabelecida nas margens da Lagoa de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca, e que essa comunidade mais tarde viria a ser Vila Autódromo. Ele prosseguiu relatando que a Barra da Tijuca só veio a expandir nos anos 80, e que nos anos 90, ocorreu a primeira tentativa de remover a comunidade, porém através da mobilização e resistência, os moradores conseguiram a Concessão de Direito Real de Uso pelo Estado do Rio de Janeiro. No entanto, em 2009, quando foi anunciado que a cidade do Rio de Janeiro sediaria as Olimpíadas de 2016, cerca de 600 famílias moravam na Vila Autódromo. Mas como o Parque Olímpico seria construído perto da comunidade, a prefeitura iniciou um processo de remoção. Adam conta que um morador descreveu as ações do governo como “terrorismo psicológico”. Por fim, 20 famílias conseguiram permanecer na comunidade.

O palestrante prosseguiu contando que o governo anunciou como razões principais para a necessidade das remoções a construção de uma via de acesso ao Parque Olímpico e a reparação ambiental da Lagoa de Jacarepaguá, mas que a verdadeira motivação foi de remover a favela da vista do Parque Olímpico para valorizar o terreno.

Adam relatou que para resistir ao processo de remoção, os moradores organizaram vários eventos na comunidade, liderados pelo OcupaVila Autódromo, e que os eventos contavam com performances musicais, exibição de filmes e torneios de futebol como uma tentativa de trazer mais apoio a comunidade. Para os moradores, esses eventos foram um mecanismo para revigorar o astral das famílias e demonstrar apoio uns aos outros. “Eles estavam combatendo o sentimento de abandono”, refletiu Adam.

Adam acredita também que esses eventos tiveram um papel importante na criação de um novo modo de pensar sobre a favela. Com música e esporte, aqueles que observam e participam dos eventos passam a enxergar a comunidade como espaço acolhedor, seguro, amigável, deixando para trás a visão negativa imposta pela mídia. Com o compartilhamento de fotos e vídeos dos eventos nas redes sociais, essa nova forma de pensar, desprovida de preconceitos e estereótipos, conseguiu alcançar audiências para além dos moradores da Vila Autódromo, observou o palestrante.

Ele também disse que o Museu das Remoções, inaugurado em maio de 2016, foi outra forma de resistência encontrada pelos moradores. “Esse museu representa a continuação da luta simbólica da Vila Autódromo”, declarou Adam, que concluiu que o conceito de favela presente no museu é o mesmo demonstrada pelo OcupaVila Autódromo, que é de uma comunidade receptiva e amigável.

Redefinindo Inteligência, Reconhecendo (e Questionando) a Resiliência

Após Adam, foi a vez da antropóloga Jessica Glass, doutoranda da Universidade Tulane, expor sua visão sobre “Teoria da Resiliência: Construindo Inteligência por meio de Resistência e Criatividade”. Jessica contou que esteve no Rio em 2016 para organizar um debate com pessoas que estavam passando por remoções e, durante esse período, ela conheceu um homem que trabalhava em uma organização sem fins lucrativos no sul da Califórnia que lidava com alunos de ensino médio–predominantemente imigrantes e refugiados–que não tiravam boas notas nas provas tradicionais. Essa organização buscava novas maneiras de testar os alunos pois eles não acreditavam que as notas ruins eram consequência de baixa inteligência, mas sim de um sistema falho de avaliação.

A palestrante disse que existe uma teoria na qual pessoas que passaram por experiências traumáticas ou cresceram com muitas adversidades desenvolvem muito a inteligência, porem é uma inteligência que não é testada em provas tradicionais. Essa teoria se chama “Teoria da Resiliência”. Essa nova ideia chamou a atenção de Jessica pois ela conhecia muitas pessoas que não possuíam alto nível de educação formal, que passaram por inúmeros traumas e violência, e claramente eram muito inteligentes. Algumas destas pessoas ela encontrou em suas visitas às favelas do Rio, que segundo ela comumente sabiam mais sobre seus arredores e sobre o que estava se passando na cidade do que pessoas que possuíam níveis mais altos de educação formal e viviam na cidade formal.

Jessica refletiu que a sociedade tende a valorizar as pessoas que possuem mais educação e que isso corrobora com a permanência de estruturas de desigualdade, pois a falta da educação formal afeta o “valor” da pessoa, alterando a forma como o individuo é tratado. Ela afirmou que a maneira como os outros se referem a alguém possui um papel importante no modo em que a própria pessoa passará a enxergar sua própria identidade como cidadão. A partir disto, Jessica quis analisar como essa identidade cultural combinada com a teoria da resiliência poderia causar uma mudança nas habilidades que são valorizadas.

A Teoria da Resiliência defende a ideia de que pessoas que se adaptam e conseguem superar adversidades e desenvolver inteligência à partir delas, dependem de duas condições básicas: exposição a traumas, e, fundamentalmente, o sucesso através da adaptação.

Entretanto, Jessica aponta para o fato de que quando valorizamos tanto as consequências positivas do trauma, como o desenvolvimento da inteligência, acabamos deixando de lado todos os pontos negativos que os causam. “É absolutamente importante valorizar a força e a resiliência que nascem de situações adversas, mas gostaria de saber se o ponto focal deveria ser o de parabenizar esses pontos fortes e essa resiliência. Eu me pergunto se essa teoria pode ser usada involuntariamente para reforçar os estereótipos da identidade marginalizada”, disse ela.

Jessica citou um exemplo para justificar seu questionamento que é a supervalorização de mulheres negras fortes nos Estados Unidos. Ela questionou: “Por que elas têm que ser tão fortes? Não seria melhor se as pessoas não precisassem passar por todas essas adversidades em primeiro lugar?”

Respostas e Reações Sobre Debate Advindas do Horto, Vale Encantado, Rocinha e Maré

Em seguida tivemos a oportunidade de ouvir diretamente de representantes comunitários de movimentos e iniciativas que nortearam as apresentações anteriores. O primeiro foi Emerson Souza, coordenador do Museu do Horto. Emerson se referiu a fala de Jessica e concordou com sua posição de que existe uma necessidade de ser forte e resiliente para sobreviver aos problemas enfrentados pelas comunidades em risco de remoção. “Eu percebo que a gente valoriza isso [a força] e desconsidera as pessoas que estão em momento de fraqueza momentânea, que é o caso que a gente vive lá no Horto”. Emerson contou que antigamente o Horto tinha força pois o Jardim Botânico reconhecia as famílias que moravam ali. Hoje, o Jardim Botânico está sendo privatizado e a mão de obra antiga está fragilizada. Ele informa que é neste contexto que surge o Museu do Horto, que busca fortalecer a comunidade, fazer trabalhos internos, e promover oficinas.

O segundo representante foi Otávio Barros, presidente da Cooperativa Vale Encantado. Otávio contou que a comunidade sofre ameaças de remoção há 12 anos por parte do Ministério do Meio Ambiente, com acusações falsas sobre o mal que a comunidade faz ao meio ambiente.

Otávio explicou o trabalho feito no Vale Encantado, a partir de 2005, sobre sustentabilidade. Ele afirmou que o trabalho foi fundamental para criar meios para a comunidade se defender contra o processo de remoções. Ele contou que eles já construíram um biossistema de tratamento de esgoto que conecta cinco casas que não despejam mais seus esgotos no meio ambiente. Ademais, estão conseguindo com uma ONG alemã os recursos para ligar as casas que faltam.

Ele informa que hoje, uma parte importante dos projetos são as visitas guiadas. Nessas visitas, os visitantes aprendem sobre a fauna e flora da comunidade, assim como ervas medicinais. De acordo com Otávio ao aumentar a sustentabilidade, a comunidade consegue também alterar a forma que pessoas de fora enxergam a situação habitacional da favela.

Fernando Ermiro, historiador formado na PUC e morador da Rocinha que guia o Rocinha Histórica Tour afirmou que o estudo universitário não é suficiente para entender a realidade da história social de uma favela e, por isso ele precisou se voltar para pesquisas diretamente na Rocinha para entender na prática quais conceitos funcionam e quais não funcionam. “Por exemplo, eu treinei aqui [na PUC] educação e quando eu voltei para Rocinha para praticar era impossível. A sala aqui tinha sete pessoas, aí você vai para uma sala real com 40 crianças e 35 minutos. Se você não esta com cabeça aberta você vai dizer que as crianças da favela não têm jeito”. De acordo com Fernando, é necessário ressignificar todos os conceitos aprendidos dentro da faculdade. Ele afirmou que foi como intuito de ressignificar conceitos que surgiu a ideia do Museu da Rocinha Sankofa.

Segundo Fernando, outro objetivo do Museu é mostrar que a favela não é um gueto. É verdade que a vida na favela é diferente da vida fora dela, com costumes próprios, ele diz. Mas milhares de pessoas sobem e descem o morro todos os dias, então por definição não é um gueto. Fernando conta que no Museu da Rocinha Sankofa – Memória e História, é trabalhada não só a história da Rocinha, mas também a história dos arredores, como Gávea e São Conrado. Isso é importante para mostrar como a favela interage com esses bairros, e não está segregada. “Se não a gente vira a outra história que eu aprendi na PUC, uma história que exclui. Eu prefiro fazer uma histórica participativa”.

Fernando também se mostrou bastante crítico quanto alguns aspectos antes mencionados, como por exemplo ao uso do termo “lideranças comunitárias”. De acordo com ele, não existem lideres comunitários pois é impossível um indivíduo representar todos os habitantes da comunidade. “Eu moro com 100.000 pessoas. Eu não represento 100.000 pessoas. Eu estou falando por mim e pela realidade que eu vivo”. Após todas as falas do evento, quando a platéia pediu maior esclarecimento sobre essa critica, ele argumentou que o próprio nome “líder” já é oposto ao termo “comunitário”, visto que não é produtivo enaltecer uma pessoa específica quando a ação é para o bem de todo um grupo.

“A Rocinha sempre foi sustentável. Nos anos 70 você reciclava água e fazia sua própria horta. Sustentável a gente já era.” – Fernando Ermiro

Outra questão levantada por Fernando foi a da sustentabilidade. Ele afirmou que “a Rocinha sempre foi sustentável. Nos anos 70 você reciclava água e fazia sua própria horta. Sustentável a gente já era”. Segundo ele, quando o assunto é sustentabilidade, o primeiro a ser atacado é o morador de favela, mas o modelo de desenvolvimento de cidade é que tornou a favela insustentável.

Além disso, Fernando pontuou que existe pouco retorno para a população dos estudos realizados sobre suas favelas. “Quanto disso que estão pesquisando será realmente convertido em ações em prol dos moradores? O quanto do que estão estudando eu vou saber dentro do beco? Vai me ser útil?”

O último palestrante foi Lourenço Cesar, que como diretor, contou mais sobre o Museu da Maré. O Museu faz parte do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM). Segundo Lourenço, O CEASM foi pensado como um projeto para fazer a favela se envolver politicamente, já que as associações de moradores estavam enfraquecidas. Ele conta que o grupo pensou que a educação seria o caminho para fazer com que moradores entendessem mais de política e evitar que candidatos anti-favela ganhassem tantos votos nas favelas, como acontecia regularmente.

Lourenço narra que na ocasião surgiram duas questões políticas que o CEASM deveria trabalhar: a educação com o pré-vestibular, e a criação de um meio de comunicação local que pudesse competir com a grande mídia, o que deu origem ao jornal “O Cidadão”. Outro papel do CEASM era um centro de memória local que realizava exposições para que os alunos, que estavam indo para as universidades, não reproduzissem o que a academia já pensava sobre as favelas.

Lourenço conta que a partir do ano 2000, muitas pessoas começaram a perguntar por que não fazer um Museu. Assim, o Museu surgiu da necessidade de criar uma contra-narrativa à narrativa da mídia e mostrar todos os avanços conquistados pelos moradores da Maré. “Podemos reclamar dos serviços, mas não podemos deixar de lado tudo que a gente conquistou. A Maré já conquistou coisa que muita cidade no estado não tem”.

Após a fala de Lourenço o debate se abriu para uma breve troca com a platéia, onde o foco se tornou um projeto de ressignificação do espaço sendo articulado por um coletivo de moradores no Vidigal, o Emplacando a Memória. Em suma, o debate demonstrou por diversas perspectivas formas de mudar a visão geral da população sobre o significado de favela. E também deixou nítido que a visão estereotipada de favela, como um lugar de violência e sujeira, está sendo desconstruída por seus moradores, visibilizando suas ações diárias de construção e reconstrução de espaço, e através da transparência, comunicação e vivência em torno de suas iniciativas.

 *Comunidades Catalisadoras (ComCat) é a organização que publica o RioOnWatch.

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