Justiça eleitoral do RJ também associa fascismo ao candidato do PSL. E manda Faculdade de Direito da UFF retirar bandeira

Tania Pacheco

A Justiça Eleitoral continua a dar sua contribuição à liberdade de expressão e à autonomia universitária também no estado do Rio de Janeiro. E, como em outros estados, curiosamente associando a palavra “fascismo” a um candidato à Presidência.

A bandeira “Faculdade de Direito Antifascista” – colocada, retirada e novamente pendurada na frente do prédio de Niterói (ver Justiça eleitoral alega “propaganda negativa político-partidária” e retira bandeira antifascista de alunos de Direito da UFF) – foi novamente ‘condenada’ pelo TRE-RJ. 

Ontem à noite, a juíza Maria Aparecida da Costa Bastos, da 199ª Zona Eleitoral (Niterói), determinou sua retirada imediata. E mais: ameaçou o diretor da Faculdade, Wilson Madeira Filho, de “responder criminalmente” pelo não cumprimento da medida.

Segundo ela, os dizeres “Faculdade de Direito Antifascista” seriam propaganda negativa contra o candidato Jair Bolsonaro, atualmente no PSL. A juíza alega na decisão, segundo O Globo, que “fiscais teriam encontrado panfletos, adesivos e cartazes, no Centro Acadêmico, com mensagens a favor de Haddad e que associariam Bolsonaro ao ódio e fascismo”.

Comunicado oficialmente da decisão, o diretor Wilson Madeira Filho determinou a retirada bandeira, conforme pode ser lido abaixo:

No seu lugar, os alunos penduram um cartaz registrando a censura e uma faixa de luto, conforme foto acima.

A bandeira que, segundo o TRE-RJ fazia campanha contra o candidato do PSL, ao usar a palavra “antifascista”. Foto: reprodução Facebook

Em tempo: o TRE-RJ determinou ainda, ontem, a retirada de duas faixas na UERJ. Uma em homenagem a Marielle Franco; outra também dos alunos da Faculdade de Direito, se declarando, em uma palavra, “antifascistas”.

Viva a democracia!

 

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