Povos e comunidades tradicionais de Ilhéus, na Bahia, são contemplados com o lançamento da Estratégia Mãe Bernadete

A ação reforça o enfrentamento ao racismo religioso e a garantia de direitos nos territórios

Ministério da Igualdade Racial

O Ministério da Igualdade Racial (MIR) realizou, na última sexta-feira (29), na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus (BA), o lançamento da Estratégia Mãe Bernadete. A iniciativa reuniu representantes do Governo do Brasil, gestores públicos, lideranças de povos e comunidades tradicionais de terreiros e de matriz africana e integrantes da comunidade acadêmica. 

Instituída no âmbito da Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiros e de Matriz Africana, por meio do Decreto nº 12.278/2024, a Estratégia Mãe Bernadete tem como objetivo promover os direitos desses povos e comunidades a partir de uma perspectiva antirracista e territorializada. A ação busca fortalecer a proteção dos territórios tradicionais, ampliar o acesso a políticas públicas e enfrentar o racismo religioso em diferentes regiões do país. 

Para o secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos do MIR, Ronaldo dos Santos, a estratégia foi construída a partir das demandas apresentadas pelos próprios povos tradicionais e representa um instrumento de garantia de direitos. “A Estratégia Mãe Bernadete nasce da escuta e do diálogo com os povos de terreiro para enfrentar a violência e garantir que esses brasileiros e brasileiras tenham seus direitos respeitados”, afirmou. 

A diretora de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e de Terreiros e Ciganos do Ministério da Igualdade Racial, Luzi Borges, destacou que a política surge como resposta às desigualdades históricas e as diferentes formas de violência que atingem esses povos e comunidades. “Enquanto houver racismo religioso no Brasil e a negação de direitos for um dispositivo de interrupção da vida dos povos tradicionais, essa política continuará sendo necessária”, ressaltou. 

Durante o encontro, a coordenadora-geral de Políticas para Comunidades Tradicionais, Eloá Silva, apresentou os objetivos, diretrizes e etapas de implementação da Estratégia Mãe Bernadete na região, conduziu ainda um espaço de diálogo junto às lideranças locais sobre os desafios enfrentados pelas comunidades tradicionais de matriz africana e as possibilidades de fortalecimento de seus direitos. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × três =