Justiça Federal pode leiloar território indígena Pataxó em Porto Seguro (BA) para bancar multas de empresário

TI em processo de demarcação é reivindicado por empresário baiano

Por Gabriela Amorim, no Brasil de Fato | BA

Neste abril indígena, uma área ocupada há séculos pelo povo Pataxó pode ir a leilão. A venda pode ser promovida pela Justiça Federal para pagar multas ambientais de um empresário baiano. A longa e complexa história é mais um capítulo na disputa por terra e território no extremo sul da Bahia ainda vivenciada pelos povos indígenas no local dos primeiros contatos com os portugueses. Aliás, neste capítulo, o personagem acusado de grilar terras indígenas também é um cônsul honorário de Portugal no Brasil. (mais…)

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MPF quer esclarecimentos do Conselho Federal de Medicina sobre resolução que impede realização do aborto legal

Norma restringe direito de mulheres ao vedar assistolia fetal após 22 semanas de gestação

O Ministério Público Federal (MPF) cobrou explicações do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre uma norma da entidade que, na prática, inviabiliza a realização do aborto em casos previstos na lei. A Resolução nº 2.378, publicada pelo CFM em 21 de março, proíbe que médicos de todo o país efetuem a assistolia fetal em gestações com mais de 22 semanas de duração. (mais…)

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“Quem nega o etnocídio em Gaza é um covarde, o sionismo tornou-se nacionalismo furioso”. Entrevista com Moni Ovadia

No IHU

Moni Ovadia é muitas coisas. Ator, cantor, músico, escritor. Acima de tudo, é um espírito livre, uma consciência crítica que sabe ir contra a corrente, contra o pensamento único veiculado pela comunicação dominante. Sobre Israel, por exemplo. Contra o sionismo. “Como judeu, digo: o que está sendo cometido contra o povo palestino é um etnocídio”.

A entrevista é de Umberto de Giovannangeli, publicada por l’Unità, 02-04-2024. A tradução é de Luisa Rabolini.

Salomone ‘Moni’ Ovadia é um ator, músico, cantor e autor teatral italiano nascido na Bulgária. Suas apresentações teatrais lembram o mundo perdido da cultura judaica oriental, seu núcleo iídiche, com seu profundo “fardo de dor, sabedoria e loucura”, como era antes das devastações do Holocausto cancelá-lo e assassinar quase metade dos falantes mundiais de iídiche (1). (mais…)

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Liberdade de Informação: “Colegiado da 6ª Turma Cível do TJDF mantém censura à reportagem da Agência Pública”

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (3) decidiu-se no mérito que conteúdo segue censurado

Há sete meses a Agência Pública foi obrigada pela Justiça a retirar do ar reportagem publicada em junho de 2023 sobre o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

Assim como todas as nossas matérias, a reportagem em questão foi feita com base em documentos judiciais e fontes que deram seu depoimento sobre os fatos, com propósito informativo e de interesse público. (mais…)

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No genocídio, uma civilização em colapso. Por Chris Hedges 

Por que as bombas continuam caindo e o Ocidente tolera a mão macabra de Tel-Aviv? Toda a sua moralidade é uma mentira? Ou ele é Israel, intoxicado de supremacismo e convencido de que os não-brancos nada valem, quando frágeis?

Tradução de Antonio Martins, no Outras Palavras

Não há surpresas em Gaza. Cada ato horripilante do genocídio de Israel foi anunciado antecipadamente. Tem sido assim há décadas. A expulsão dos palestinos de suas terras é o coração pulsante do projeto colonial de Israel. Esta espoliação teve momentos históricos dramáticos — 1948 e 1967 — quando grandes partes da Palestina histórica foram tomadas e centenas de milhares de palestinos sofreram “limpeza étnica”. O processo também ocorreu de forma crônica — o roubo em câmera lenta de terras e a limpeza étnica constante na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. (mais…)

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O golpe, a ditadura e o revisionismo acadêmico. Por Michel Goulart da Silva

O movimento revisionista não se dá no vazio, mas expressa debates políticos de fundo, em especial de quais setores seriam os protagonistas do golpe e quais seriam suas vítimas

No A Terra é Redonda

Nesta segunda-feira, 1º de abril, completam-se sessenta anos do golpe que derrubou o governo João Goulart em 1964. O processo, encabeçado pela cúpula militar e apoiado por empresários e outros setores sociais, abriu as portas para a ditadura que perseguiu e assassinou críticos e opositores até a década de 1980. Contudo, ainda que as ações dos golpistas e dos ditadores sejam bastante evidentes e conhecidas pela sociedade, sempre gerou polêmicas e interpretações, que vão muito além do mero negacionismo desprovido de conteúdo de Jair Bolsonaro e seus seguidores. Pelo contrário, mesmo no ambiente acadêmico, essas interpretações afetam até mesmo o trabalho dos historiadores. (mais…)

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