Falta de transparência prejudica Comunidades Tradicionais em projetos de créditos de carbono

Denúncias contra empresas envolvidas em projetos voluntários de crédito de carbono na Amazônia evidenciam a falta de regras e de salvaguardas para as Comunidades Tradicionais. 

ClimaInfo

Desde o advento do crédito de carbono como um instrumento de mercado para potencializar a redução das emissões de gases de efeito estufa e viabilizar recursos para a preservação de floresta, a Amazônia é vista como um “Eldorado do Carbono”, uma região repleta de oportunidades para empresas compensarem suas emissões por meio de projetos ambientais. Continue lendo “Falta de transparência prejudica Comunidades Tradicionais em projetos de créditos de carbono”

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Presidente do Cimi, Dom Leonardo Steiner, cobra que governo garanta a desintrusão da Terra Indígena Apyterewa (PA)

A operação para retirar os invasores das Terras Indígenas Apyterewa e Trincheira Bacajá, no Pará, teve início no dia 2 de outubro deste ano

POR MARINA OLIVEIRA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

“Esse é um momento de tensão que deve ser enfrentado. Por isso, gostaríamos de manifestar apoio aos nossos irmãos e irmãs para que possam viver com tranquilidade, com suas terras de volta, e que possam viver em uma grande ‘Casa Comum’. Que haja Justiça, fraternidade e que o governo cumpra com aquilo que foi decidido”. No último final de semana, o atual presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Ulrich Steiner, expressou sua solidariedade ao povo Parakanã, da Terra Indígena (TI) Apyterewa (PA). Continue lendo “Presidente do Cimi, Dom Leonardo Steiner, cobra que governo garanta a desintrusão da Terra Indígena Apyterewa (PA)”

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Amazônia: os indígenas reagem ao mercúrio

Metal usado pelo garimpo contamina os rios e provoca onda de enfermidades, más formações e mortes. Indígenas aliam-se a cientistas para denunciar ameaça e atuar em convenção da ONU. Eles apontam: há o espectro de uma imensa Minamata

por Inês Castilho, em Outras Palavras

Alessandra Korap, 39 anos, é uma liderança Mundukuru, povo conhecido pela tradição guerreira. Em 2019 e 2021, ela teve sua casa invadida e é alvo de ameaças constantes de garimpeiros e grileiros. Ela já recebeu o Prêmio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos e o Goldman Environmental, o “Nobel” do ambientalismo, por sua luta para impedir a mineradora inglesa Anglo American de extrair cobre na Amazônia – prêmio que Marina Silva recebeu em 1996 pelo combate ao desmatamento, ao lado de Chico Mendes. Continue lendo “Amazônia: os indígenas reagem ao mercúrio”

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STF amplia poderes da DPU em processo sobre proteção aos povos indígenas

Presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, considerou que o novo papel é mais condizente com a missão da DPU de defender pessoas vulnerabilizadas

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e autorizou a atuação da instituição na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709 na qualidade de “guardiã dos vulneráveis”. Essa condição garante prerrogativas semelhantes às das partes do processo, como a de realizar requerimentos autônomos, de medida cautelar e de produção de provas, além da interposição de recursos e tempo regular de sustentação oral. Continue lendo “STF amplia poderes da DPU em processo sobre proteção aos povos indígenas”

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Palestina, a palavra evanescente. Por Rafael Domingos Oliveira

Por que devemos falar incessantemente sobre – e com – os palestinos?

No Brasil de Fato

Nenhuma das palavras que se seguem interferirá na tragédia em curso, envolvendo o Estado de Israel e o grupo extremista Hamas. Este texto não salvará uma única vida sequer e, das que já foram perdidas, ele está longe de lhes fazer jus. Fiquem os leitores, portanto, cientes deste limite inevitável e fique o autor desonerado. O texto é apenas um apelo para nós, os outros, os que estamos aqui. Um apelo para que, durante a terrível exibição deste filme de gênero (dramático? trágico?), que assistimos pelas telas do nosso equipamento de preferência, não nos esqueçamos de pronunciar uma tal palavra que, no jogo disputado das palavras, tem sido violentamente esvaziada, desconsiderada, esgarçada ou simplesmente não-dita: Palestina. Ao falar da Palestina, estou me referindo ao território e, em decorrência, ao povo palestino, à comunidade de pessoas que possuem um vínculo de identidade e pertencimento com a terra. Continue lendo “Palestina, a palavra evanescente. Por Rafael Domingos Oliveira”

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Breno Altman é ameaçado por sionistas: “arrancar os dentes e cortar os dedos desse fdp”

Jornalista, fundador do site Ópera Mundi, é judeu e faz duras críticas ao “Estado colonial de Israel” e ao “genocídio” contra o povo palestino na Faixa de Gaza

Por Julinho Bittencourt, Revista Forum

O jornalista Breno Altman, fundador do site Ópera Mundi, foi alvo de ameaças que circularam no grupo de WhatsApp chamado “Jew Politics”, formado por 299 integrantes de comunidades sionistas no Brasil. Continue lendo “Breno Altman é ameaçado por sionistas: “arrancar os dentes e cortar os dedos desse fdp””

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Palestina e as condições objetivas para produção da fúria. Por Berenice Bento

O drama do povo palestino não começou há uma semana. São 75 anos de perambulação

No A Terra é Redonda

A imprensa repete: “Nada justifica matar civis!” para se referir aos ataques do Hamas nos últimos dias. Eu concordo. Mas por que Israel nunca foi condenado e exposto a um massacre midiático por seus crimes contra os civis palestinos? A cobertura sionista tem uma estrutura que se repete: corte cirúrgico para os fatos dos últimos dias. Negam-se a fazer qualquer reflexão, qualquer enquadramento mais amplo. O objetivo é claro: isolar os atos de um contexto anterior que o determina. E ao fazê-lo, o caminho está aberto para a patologização e a criminalização dos palestinos. Ou seja, mediante a absolutização do caso, se preserva a estrutura política, no caso, o colonialismo israelense. Continue lendo “Palestina e as condições objetivas para produção da fúria. Por Berenice Bento”

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E depois da seca? Por Lúcio Flávio Pinto

Amazônia Real

Os moradores das margens dos rios da Amazônia, que formam a maior bacia hidrográfica do planeta, com 20 mil quilômetros de vias navegáveis, regulam suas vidas pelo ciclo das águas. Em seu principal curso, o do rio Amazonas, o maior em extensão e em volume do mundo, elas podem atingir, durante os seis meses de enchimento (seguidos por seis meses de vazantes), 230 milhões de litros de água despejados a cada segundo em sua foz, no Oceano Atlântico, a quase sete mil quilômetros de distância das suas nascentes, na cordilheira dos Andes, no Peru (onde ninguém ainda informou se chove ou não). Continue lendo “E depois da seca? Por Lúcio Flávio Pinto”

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Notas sobre Gaza e a necropolítica. Por Sérgio Amadeu da Silveira

O que o Estado de Israel pratica na Palestina é uma necropolítica ou a produção do extermínio de um povo

No A Terra é Redonda

Achille Mbembe escreveu um pequeno ensaio denominado “Necropolítica”, publicado em 2003. Nele, o filósofo camaronês declarou-se preocupado com “aquelas formas de soberania cujo projeto central não é a luta pela autonomia, mas a instrumentalização generalizada da existência humana e a destruição material de corpos humanos e populações”. Mbembe expande a noção foucaultiana de biopolítica para incluir formas de violência que são explicitamente orientadas para a morte. Para Mbembe, a necropolítica é praticada em vários contextos, desde as relações coloniais até práticas contemporâneas em zonas de guerra e áreas de conflito. Continue lendo “Notas sobre Gaza e a necropolítica. Por Sérgio Amadeu da Silveira”

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Lula, o equilibrista de mundos. Artigo de Bernardo Gutiérrez

“O presidente brasileiro mais uma vez se propõe como elo entre o primeiro mundo e os países em desenvolvimento. A polarização entre o Ocidente e o bloco liderado pela China está dificultando o papel integrador histórico do Brasil”.

Por Ctxt, no IHU

Em julho de 2005, o governo de Lula enviou uma delegação diplomática a Tel Aviv. Celso Amorim (na época ministro das Relações Exteriores) e Luiz Fernando Furlan (ministro do Desenvolvimento) chegaram a Israel acompanhados de empresários brasileiros com o suposto propósito de fortalecer as relações comerciais entre ambos os países, especialmente nos setores aeronáutico, alimentício e farmacêutico. No entanto, a visita tinha um objetivo político subjacente: reduzir o desconforto do governo israelense após a Primeira Cúpula América do Sul e Países Árabes, que havia ocorrido alguns meses antes no Brasil. A cúpula, além de selar acordos entre o Mercosul e os países do Golfo Pérsico, especialmente em relação à exploração e comércio de petróleo e seus derivados, concluiu com uma declaração conjunta condenando a ocupação israelense da Palestina. Continue lendo “Lula, o equilibrista de mundos. Artigo de Bernardo Gutiérrez”

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