Só o campesinato pode solucionar o problema da fome no Brasil, afirma representante do MPA

Saiane Santos fala sobre Dia Mundial da Alimentação e destaca papel da agricultura familiar frente ao agronegócio

Gabriela Amorim, Brasil de Fato

Nesta segunda-feira (16), é comemorado o Dia Mundial da Alimentação e de Luta pela Soberania Alimentar. Uma data para lembrar quem produz os alimentos que chegam às nossas mesas e para lutar por mais investimentos na agricultura camponesa e popular, pelo direito à alimentação saudável, em quantidade suficiente e de acordo com as culturas alimentares da sociedade brasileira. Continue lendo “Só o campesinato pode solucionar o problema da fome no Brasil, afirma representante do MPA”

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Bombeiros tentam dominar política de combate a incêndios florestais discutida no Congresso

Emendas a PL restringem poder do Ibama e do ICMBio em política considerada essencial para gestão do uso fogo no país

Por Texto: Anna Beatriz Anjos | Edição: Giovana Girardi, em Agência Pública

Considerada essencial para prevenir e combater incêndios florestais como os que atingem gravemente o estado do Amazonas neste momento, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo tem sido alvo de lobby dos corpos de bombeiros estaduais no Congresso Nacional. Emendas apresentadas a favor das corporações ao projeto de lei que prevê a criação da política (PL 1818/2022) estão prolongando sua tramitação. Continue lendo “Bombeiros tentam dominar política de combate a incêndios florestais discutida no Congresso”

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Uso de agrotóxicos no Brasil dobrou entre 2010 e 2021

Brasil é um dos principais receptores das substâncias proibidas na União Europeia

Por WWF-Brasil

Livro recém-lançado mostra que em 2021, os 26 países da União Europeia exportaram para todo o planeta um volume de quase 2 milhões de toneladas de agrotóxicos, somando 14,42 bilhões de euros. Para o Mercosul seguiram mais de 6,84 mil toneladas de agrotóxicos proibidos em território europeu. No Brasil, os campeões em vendas – mancozebe, atrazina, acefato, clorotalonil e clorpirifós – também são proibidos na Europa. Continue lendo “Uso de agrotóxicos no Brasil dobrou entre 2010 e 2021”

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Apelo às Nações Unidas: PL 2903 ameaça os territórios, destrói os direitos fundamentais e humanos dos povos indígenas, no Brasil

O apelo realizado por organizações indígenas e indigenistas, é pelo veto integral do texto do Projeto de Lei

POR ADI SPEZIA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Organizações indígenas e indigenistas, entres elas a Articulação dos Povos indígenas no Brasil (Apib), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Greenpeace Brasil e Comissão Arns, enviaram um “Apelo Urgente” a Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de apresentar o risco de séria violação de direitos humanos dos povos indígenas do Brasil devido à aprovação do Projeto de Lei (PL) nº2903, de 2023, pelo Congresso Nacional brasileiro. Continue lendo “Apelo às Nações Unidas: PL 2903 ameaça os territórios, destrói os direitos fundamentais e humanos dos povos indígenas, no Brasil”

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Sociedade civil pressiona e ministérios pedem veto integral de Lula à lei do marco temporal

Carta de 61 entidades classifica projeto de “maior violação aos Direitos Humanos desde a ditadura”; ministérios se posicionam e recomendam veto integral à lei inconstitucional.

ClimaInfo

Enquanto aguarda análise do Palácio do Planalto sobre uma eventual sanção ou veto, o projeto de lei (PL) 2.903, que estabelece um marco temporal para demarcação de Terras Indígenas, arregimenta opositores dentro e fora do governo. Na última semana, um grupo de 61 organizações da sociedade civil – entre elas, o ClimaInfo – divulgou uma carta pedindo ao presidente Lula o veto integral à lei aprovada pelo Congresso Nacional. Continue lendo “Sociedade civil pressiona e ministérios pedem veto integral de Lula à lei do marco temporal”

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BNDES, Petrobras e o “jogo dos erros” do petróleo na foz do Amazonas

Pergunta de 1,5ºC: por que o banco e a petroleira não apresentam investimentos em renováveis e param de querer produzir mais petróleo para transição energética?

ClimaInfo

Petrobras, BNDES e a ala pró-energia suja do governo federal vêm adotando uma estratégia narrativa para empurrar goela abaixo a exploração de petróleo na foz do Amazonas. Assim como o senador Marcelo Castro (MDB-PI) acha que basta mudar o nome da bacia para “Foz do Amapá” para que o IBAMA autorize a perfuração de um poço numa região de altíssima sensibilidade ambiental, os desenvolvimentistas passadistas afirmam que a solução é falar em “transição energética”. Assim, para eles, a exploração de combustíveis fósseis se justifica. Continue lendo “BNDES, Petrobras e o “jogo dos erros” do petróleo na foz do Amazonas”

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Professores negros e negras e sua resistência histórica. Por Ângelo Oliveira

Nesse Dia dos Professores quero dedicar minha homenagem a todas e
todos que estão nessa seara a partir do reconhecimento da luta histórica de
professoras e professores negras e negros que, historicamente, tiveram sua
condição de humanidade e, por consequência, sua intelectualidade negada. A
obra intitulada “Cor e Magistério”, organizada pela professora Iolanda de
Oliveira (2006), denuncia que,

“O lugar do professor universitário não é visto de forma natural como um lugar de negros. Esta é uma profissão que exige muito o uso da mente, do argumento, da inteligência, da reflexão. Estes, porém, são atributos do branco. O negro que galgou essa posição terá que viver em constante estado de alerta, como que a responder a todo tempo questões, mesmo não verbalmente, mas até através de gestos, atitudes e sentimentos como, forma de dizer: ‘olha, eu tenho o direito de continuar aqui’. Esses questionamentos vêm de várias direções: do pedagógico,
do administrativo, dos colegas e dos alunos.” (SANTOS, 2006, p. 173) Continue lendo “Professores negros e negras e sua resistência histórica. Por Ângelo Oliveira”

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Faixa de Gaza: a fábrica de mortos em série. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Guerra é isso.
A gente volta de lá mais bicho do que gente”

 (Paulo de Mello Bastos. Tauã. 2003)

Sirenes costumam tocar para indicar o horário do início de mais um dia de trabalho nas fábricas e nos canteiros de obras. O apito alto e agudo chama os trabalhadores. O formigueiro humano se dirige à linha de montagem. Mas essa é uma indústria sinistra, uma fábrica de mortos em série da Faixa de Gaza, que usa corpos vivos de civis como matéria prima em sua linha de produção em massa. O produto final manufaturado são cadáveres, entre outros, de crianças e jovens inocentes. Continue lendo “Faixa de Gaza: a fábrica de mortos em série. Por José Ribamar Bessa Freire”

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O Banco do Brasil foi cúmplice do comércio de escravos?

O Ministério Público brasileiro investiga a responsabilidade da entidade, fundada em 1808, na compra e venda de africanos

Por Naiara Galarraga Gortázar, no El País

O comércio de escravos para o Brasil e o resto da América era um negócio tão desumano quanto gigantesco que poderia ser extremamente lucrativo. Envolveu investidores, seguradoras ou capitães de navios que fizeram a contabilidade. Um deles registrou, após atracar com a carga humana no Rio de Janeiro em 1762, as receitas provenientes da venda dos africanos trazidos à força, deduziu o valor dos cativos mortos durante a viagem e, no capítulo das despesas, incluiu o transporte marítimo, seu salário, o pagamento ao padre que batizou cinco cativos, “a alimentação dos escravos durante 76 dias, a 60 reais por dia e a comissão de vendas, 6%”, conforme relatado em Escravidão, trilogia premiada sobre aquele período cruel. O tráfico de escravos tornou-se um dos pilares da economia brasileira. Um século e meio depois da abolição , o Ministério Público Federal brasileiro acaba de abrir um processo para investigar a responsabilidade do Banco do Brasil (BB) na compra e venda de seres humanos. Continue lendo “O Banco do Brasil foi cúmplice do comércio de escravos?”

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As bombas de Israel atingem os indesejados de todo o mundo. Por Fausto Salvadori

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Os matadores não pouparam ninguém. Homens, mulheres e crianças foram massacrados. Fizeram ao todo nove vítimas, todas da mesma família. Entre elas, uma menina de quatro anos e um menino de cinco, mortos a pauladas e golpes de foice, como os adultos. E um bebê de dois meses, que foi atirado em um moinho.

Os assassinos eram homens escravizados. As vítimas eram os seus senhores, a família Junqueira, que há quase um século acumulava fortuna, prestígio e poder político conquistados com a exploração da mão-de-obra escrava. O episódio fez parte da Revolta de Carrancas, um levante de escravizados ocorrido em 13 de maio de 1833, em Minas Gerais. Continue lendo “As bombas de Israel atingem os indesejados de todo o mundo. Por Fausto Salvadori”

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