“O ocidente quis ser uma aventura do Espírito. Foi em nome do Espírito – do espírito europeu, entende-se – que a Europa justificou seus crimes e legitimou a escravidão na qual mantinha quatro quintos da humanidade”
“O intelectual colonizado vai tentar tornar sua a cultura europeia”
— Frantz Fanon, em Os condenados da terra
A ideia de que a promoção da modernidade passa por um processo de modernização implicou historicamente no Brasil a destruição e exploração do que representa o antimoderno, o primitivo ou o selvagem. Assim, onde se dizia que não havia nada, no vasto território nacional, havia uma vida pulsante e cuja organização política era diferente dos modelos civilizatórios europeus. É precisamente essa ideia de modernização associada à noção de progresso que é objeto da crítica contundente de parte significativa do pensamento indígena e negro. Afinal, esses povos foram e ainda são as maiores vítimas dos projetos de modernização no Brasil.
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