“Se o genocídio for permitido, tudo é possível”. Entrevista com Nicholas Mirzoeff

IHU

Em To see in the Dark: Palestine and Visual Activism Since October 7 (Ver na escuridão: Palestina e ativismo visual desde 7 de outubro, em tradução livre), Mirzoeff analisa como as imagens disseminadas nas redes sociais contribuíram para transcender o “olhar branco” que justifica a guerra contra Gaza.

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Maquiada de verde, mineração de terras raras impacta territórios  e amplia conflitos pela água em Goiás

Na corrida por minerais críticos, corporações utilizam discurso ambiental para avançar em áreas de interesse socioambiental

Por Marilia da Silva*, em CPT

A primeira mina comercial de terras raras do Brasil colocou Goiás em destaque na corrida global por minerais considerados estratégicos para a transição energética. Menos de dois anos após o início da produção, porém, comunidades, pesquisadores e órgãos ambientais já apontam um cenário marcado por conflitos territoriais, danos ambientais e disputas pela água, que fissura o discurso da mineração sustentável.

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25 de julho | Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Por Júlia Barbosa, em CPT

Neste Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, ecoamos o pensamento de Lélia Gonzalez, que nos elucida que “ao reivindicar nossa diferença enquanto mulheres negras, enquanto amefricanas, sabemos bem o quanto trazemos em nós as marcas da exploração econômica e da subordinação racial e sexual”.

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25 de julho | Dia da Trabalhadora e do Trabalhador Rural

Por Júlia Barbosa, em CPT

No dia 25 de Julho, celebramos o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador Rural e o Dia Internacional da Agricultura Familiar. A data reforça a importância do trabalho empenhado por camponeses e camponesas em todo o Brasil para produção de alimentos saudáveis, para o cuidado com a terra e as águas e para a garantia do sustento de milhares de famílias brasileiras.

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Guardiãs do babaçu lutam pelo território

Na Baixada Maranhense, a paciência de 26 anos pela regularização da Reserva Extrativista Enseada da Mata custa vidas, floresta e água. Sob a liderança de dona Nice, de 72 anos, quebradeiros de coco babaçu e quilombolas enfrentam o avanço de cercas elétricas, agrotóxicos e a invasão de búfalos que destroem os babaçuais. Diante da promessa do governo federal de atualizar os estudos só em 2027, as guardiãs do território resistem a um cerco que ameaça a própria sobrevivência

Por Maíra Soares, em Amazônia Real

Penalva (MA) – O caminho até o Galpão da Nice passa por lagos que em maio ainda guardavam a cheia da estação chuvosa, entre palmeiras de babaçu que se erguem soltas na paisagem como se tivessem nascido ali por conta própria, o que, em boa parte, é verdade. Para chegar ao município de Penalva, o maior produtor de babaçu do Maranhão, a reportagem viajou de avião até São Luís, partindo de Imperatriz, e depois mais cinco horas de estrada até a Baixada Maranhense. A região, que compreende 21 municípios, é uma zona de transição que liga a Amazônia, o Cerrado e a Mata dos Cocais. 

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Do Quilombo de Quariterê à resistência das atingidas 

O legado de Tereza de Benguela e a luta das mulheres atingidas contra o capital, o racismo e a crise climática

Por Cleidiane Barreto, Cleidiane Vieira, Tatiane Paulino, no MAB

O nosso canto não é apenas um lamento
A coragem vem da alma de quem ergueu o parlamento
Do castigo na senzala à miséria da favela
O povo não se cala, ó Tereza de Benguela! 
(Samba-Enredo 2020 Barroca Zona Sul – Benguela: A Barroca Clama a Ti, Teresa!)

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O tarifaço e a hora do Brasil. Por José Luís Fiori

Soberania não é algo estático nem definitivo. Defendê-la passa por enfrentar ingerências externas – e também o atraso de setores da elite brasileira. Afinal, Trump não oferece projeto e ainda a penaliza com sanções. Estão abertas oportunidades do país construir seus próprios rumos

No Outras Palavras

Em quase todos os países “ganhadores”, o desenvolvimento obedeceu a estratégias e seguiu caminhos que foram desenhados em resposta a grandes desafios sistêmicos, de natureza geopolítica. […] em todos esses países, em algum momento formou-se um bloco de poder que respondeu da mesma forma, a esses desafios externos, através de estratégias ofensivas, e de políticas de proteção econômica sustentadas por longos períodos de tempo.
(J. L. Fiori. História, estratégia e desenvolvimento, São Paulo: Ed. Boitempo, 2014, p. 37.)

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25 de Julho: O que move as mulheres negras a marcharem? Por Simone Nascimento

Há 10 anos, o assassinato de Luana Barbosa foi uma das motivações para que a Marcha das Mulheres Negras de SP tomasse as ruas pela primeira vez, em 25 de julho

No Blog da Boitempo

No dia 8 de abril de 2016, no bairro Jardim Paiva II, em Ribeirão Preto (SP), Luana Barbosa dos Reis foi brutalmente espancada por três policiais militares durante uma abordagem. Mulher negra, periférica, lésbica e mãe de Luan dos Reis, Luana reivindicou o direito de ser revistada por uma policial mulher. Em vez de ter seu direito respeitado, foi violentamente agredida pelos agentes.

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Assembleia do Cimi Regional Mato Grosso reafirma compromisso com a defesa dos povos indígenas e denuncia retrocessos

Documento final da 52ª Assembleia critica ataques aos direitos territoriais, cobra demarcação das terras indígenas, denuncia o avanço do fascismo e reafirma o Bem Viver como horizonte da missão indigenista

No Cimi

Entre os dias 20 e 24 de julho de 2026, missionários, missionárias e convidados participaram da 52ª Assembleia Regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Mato Grosso, realizada no Centro Diocesano de Espiritualidade São Paulo, em Barra do Garças (MT). Com o tema “Estado, democracia e luta dos povos”, o encontro promoveu reflexões sobre os desafios da missão indigenista diante do atual contexto político e social, reafirmando o compromisso da instituição com a defesa dos direitos dos povos originários.

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Marcha das Mulheres Negras reforça luta contra racismo estrutural e sexismo

Por Edir Lima, Sindsprev/RJ

A Marcha das Mulheres Negras, movimento previsto para o próximo domingo (26), na praia de Copacabana, com concentração no Posto 2, às 10h, chama a atenção por querer mostrar a luta antirracista, feminista e pela defesa da democracia. Entre as pautas estão o combate à violência e ao racismo estrutural, a busca por reparação histórica e a defesa do “bem viver”, uma existência digna, sem opressão e em harmonia social e ambiental.

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