Em entrevista a SUMAÚMA, Rodrigo Agostinho afirma que a decisão sobre o projeto da Petrobras de explorar petróleo na costa do Oiapoque será tomada com o exame ‘de todos os impactos possíveis e imagináveis’ e que a licença da hidrelétrica só será renovada se a ‘vida do rio Xingu estiver garantida’
por CLAUDIA ANTUNES, em Sumaúma
Rodrigo Agostinho, o novo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), precisa se desdobrar. Antes mesmo de assumir o cargo, no fim de fevereiro, ele já acompanhava a emergência na Terra Indígena Yanomami. Agora, tem diante de si uma tarefa de dimensões continentais: a desintrusão de terras indígenas invadidas pelo garimpo, ajudar a deter o desmatamento da Amazônia e de outros biomas, como o Cerrado, e a decisão em ao menos dois processos de licenciamento ambiental de extrema sensibilidade. Estão na sua mesa a renovação da licença da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, onde a devastação provocada em sete anos de operação mostrou o que acontece quando as recomendações do próprio Ibama são ignoradas, e o pedido da Petrobras para explorar petróleo em alto-mar na bacia da foz do Amazonas, abrindo uma “nova fronteira” para o combustível fóssil em meio a incertezas sobre as consequências sociais e ecológicas. Para enfrentar todos esses desafios urgentes, Rodrigo Agostinho conta com um instituto sucateado no governo Bolsonaro. Continue lendo “A ruína de Belo Monte e o enigma da foz do Amazonas encaram o novo presidente do Ibama”










