Fake News de Bolsonaro sobre Lula acabar com MEI viraliza

Versões falsas da fala do petista tiveram 500 mil interações no Facebook

Por Ethel Rudnitzki, João Barbosa, Milena Mangabeira, Bianca Bortolonna Agência Pública

Um tuíte de Jair Bolsonaro (PL), na manhã de sábado (29), ajudou a alçar como tema principal das redes de seus apoiadores uma fala tirada de contexto do adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre MEIs (microempreendedores individuais). Continue lendo “Fake News de Bolsonaro sobre Lula acabar com MEI viraliza”

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Quatro testemunhas oculares negam que Zambelli tenha sido agredida

“Na hora eu corri, porque é muito fácil bala perdida acertar as pessoas”, relatou uma das testemunhas

Por Thiago Domenici, Augusta Lunardi, na Agência Pública

Na tarde deste sábado, 29 de outubro, a deputada federal Carla Zambelli (PL) afirmou ter sido agredida fisicamente no bairro dos Jardins, na zona oeste de São Paulo. “Fui agredida agora pouco, me empurraram no chão. Eram vários. Eles usaram um homem negro para vir para cima de mim”, disse a parlamentar num vídeo postado no Instagram que teve mais de 1,8 milhão de visualizações. A versão foi confirmada em nota de sua assessoria de imprensa. Zambelli então perseguiu o suposto “agressor” e teria efetuado um disparo em plena rua, segundo informou à polícia. Continue lendo “Quatro testemunhas oculares negam que Zambelli tenha sido agredida”

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Moraes intima diretor da PRF a parar imediatamente operações dificultando transporte público de eleitores

Presidente do TSE determinou que, se ordem não for cumprida, Silvinei Marques fica sujeito a multa de R$ 100 mil e a afastamento da função. Diretor da PRF postou pedido de voto em Bolsonaro nas redes sociais, mas depois apagou

Por g1 — Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, interrompa “imediatamente” operações da corporação sobre transporte público de eleitores neste domingo (30), dia do segundo turno das eleições.

Moraes estabeleceu que, se Silivinei não cumprir a ordem, receberá multa pessoal e horária de R$ 100 mil e sofrerá imediato afastamento das funções e prisão em flagrante por desobediência e crime eleitoral. Continue lendo “Moraes intima diretor da PRF a parar imediatamente operações dificultando transporte público de eleitores”

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Moraes determina investigação de Carla Zambelli por apontar arma contra homem

Em entrevista logo após o ocorrido, Zambelli disse ter consciência de que estava descumprindo a resolução do TSE. “Ele não é legislador, ele é simplesmente o presidente do TSE e um membro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não pode em nenhum momento fazer uma lei”, disse

No Correio Braziliense

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a investigação da conduta da deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP), por ter sacado uma arma e perseguido um homem, neste sábado (29/10), no bairro de Jardins, em São Paulo. Continue lendo “Moraes determina investigação de Carla Zambelli por apontar arma contra homem”

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TSE proíbe PRF de realizar operações direcionadas ao transporte público de eleitores

Decisão do ministro Alexandre de Moraes foi tomada no sábado (29)

TSE

Neste sábado (29), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes (TSE), proibiu, até o término do segundo turno das eleições neste domingo (30), qualquer operação da Polícia Rodoviária Federal relacionada ao transporte público, gratuito ou não, disponibilizado às eleitoras e eleitores. O descumprimento da vedação pode acarretar responsabilização criminal do diretor-geral da PRF, por desobediência e crime eleitoral, bem como dos respectivos executores da medida. Continue lendo “TSE proíbe PRF de realizar operações direcionadas ao transporte público de eleitores”

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Vida de brasileiro aflito transpõe neste domingo dramática divisória existencial. Por Janio de Freitas

Estender esses anos até o inimaginável ou retomar o caminho que a Constituição pavimentava até o golpe contra Rousseff

Na Folha

Nossas vidas de brasileiros aflitos, seja por necessidades materiais ou por turbulências políticas, transpõem neste domingo uma dramática divisória existencial.

Encerrarmos o dia com reeleição de Bolsonaro será o início da marcha forçada para um país dominado por violência, fanatismo falsamente religioso, exclusão dos direitos civis, silêncio cultural, político e pessoal. Continue lendo “Vida de brasileiro aflito transpõe neste domingo dramática divisória existencial. Por Janio de Freitas”

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Alexandre de Moraes dá 4 horas para PF e PRF explicarem operações suspeitas para prejudicar Lula

Ministro recebeu neste sábado (29) uma notícia de fato apresentada pelo PT, afirmando que as corporações estão sendo usadas em favor da campanha de Bolsonaro

Por Mônica Bergamo, na Folha

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, deu quatro horas para que os diretores da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) expliquem operações das corporações que foram deflagradas para o segundo turno das eleições. Continue lendo “Alexandre de Moraes dá 4 horas para PF e PRF explicarem operações suspeitas para prejudicar Lula”

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Ameaças a indígenas e quilombolas são legado de Bolsonaro no Vale do Ribeira

Integrantes do primeiro e segundo escalão do governo atuaram diretamente contra os povos originários e tradicionais na região onde vivem até hoje os parentes do presidente; vídeo gravado pelo De Olho nos Ruralistas traz relatos dos moradores 

Por Leonardo Fuhrmann (texto) e Manoel Marques (imagens), em Eldorado, Iguape e Sete Barras (SP), no De Olho nos Ruralistas

A ponte que liga o Quilombo Pedro Cubas ao perímetro urbano de Eldorado, no Vale do Ribeira, interior paulista, foi a grande promessa do presidente Jair Bolsonaro para o município em que passou a maior parte de sua infância e adolescência. A obra, vista com um misto de esperança e preocupação por quem mora no quilombo e por ambientalistas preocupados com a proteção dos parques e reservas da região, tem seu desenho exposto na sede da prefeitura e na balsa que faz o traslado de pessoas e mercadorias. O projeto, no entanto, nunca saiu do papel. Continue lendo “Ameaças a indígenas e quilombolas são legado de Bolsonaro no Vale do Ribeira”

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Bolsonarizada, PRF faz nova vítima no Rio: Lorenzo, 14 anos, que fazia entrega de lanche

Adolescente negro foi morto durante operação no Complexo do Chapadão, no Rio, enquanto fazia entrega de lanche, segundo a família; moradores protestaram: “Aqui ninguém jogou granada em policial, aqui ninguém deu tiro de fuzil no policial”

Por , na Ponte

Com diversos cartazes com dizeres “Lorenzo era uma criança” e “quem matou Lorenzo?”, moradores revoltados do Complexo do Chapadão, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, clamavam em desespero. “Aqui ninguém jogou granada em policial, aqui ninguém deu tiro de fuzil no policial! Cadê o ministro? Cadê o delegado-geral para vir aqui e prestar pêsames para essa mãe?”, questionava um deles após Lorenzo Dias Palhinhas, 14 anos, ter sido morto em uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na madrugada de sexta-feira (28/10). Continue lendo “Bolsonarizada, PRF faz nova vítima no Rio: Lorenzo, 14 anos, que fazia entrega de lanche”

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As últimas horas. Por Jean Marc von der Weid

Temos que ficar alertas e preparados para responder a qualquer intento de melar o jogo. Agora é treze e depois é povo na rua

No A Terra é Redonda

Nesta reta final parece que as nuvens estão se dissipando ou estão se concentrando no quartel general do energúmeno. As pesquisas apontam para uma diferença levemente crescente da perspectiva do voto em Lula em comparação com a do voto em Jair Bolsonaro. 6 a 7% de diferença. Jair Bolsonaro e seus asseclas estão se descabelando e produzindo factoides em massa, apressadamente e desastradamente. O bater de cabeças no campo dos governistas está acontecendo a olhos vistos. O pânico parece instalado e aumentando.

Dizem que a melhor avaliação das eleições na Inglaterra é feita pelos bookmakers. O reflexo dos apostadores não costuma falhar. No nosso caso, os bookmakers são os operadores do mercado de ações. Com um reflexo absolutamente estranho para gente que devia saber avaliar as perspectivas da economia, nossos deuses do mercado surtam a cada notícia confirmando o favoritismo do Lula. Nos últimos dias, a Bolsa vem caindo consistentemente e o dólar subindo, sinal de que Lula está progredindo na sua marcha para Brasília.

As adesões em massa do andar de cima nesta última semana também apontam na mesma direção e os grandes empresários vão pulando da canoa furada do bolsonarismo. Eles são mais capazes de avaliar as perspectivas econômicas do que os bookies do mercado.

O último suspiro de esperança de Jair Bolsonaro está nos índices de abstenção, já que a aposta em levar os 800 mil votos Luzema do primeiro turno em Minas Gerais estão se frustrando, com os 5% de vantagem para Lula se mantendo firmes nas pesquisas. Duas das pesquisas exploraram a expectativa de abstenção e o resultado foi de estabilidade em relação ao primeiro turno, podendo até ser menor. Para que Bolsonaro tivesse alguma chance de colar no Lula a abstenção teria que saltar de pouco mais de 20% no primeiro turno, para 30% no segundo e, isto simplesmente, nunca aconteceu. Mesmo se acontecer o Lula ainda terá um a dois milhões de votos de gordura.

Bolsonaro sentiu a pressão e retomou as suas manobras para melar o jogo. Tentou forçar o adiamento do segundo turno e recebeu um troco pesado do TSE, que abriu uma investigação sobre a tentativa de perturbar as eleições. A medida era bastante desesperada, pois mesmo se o adiamento acontecesse, ele ganharia alguns dias a mais para tentar recuperar o que não conseguiu em um mês.

Resta a Jair Bolsonaro a manobra mais ensandecida; melar as eleições, recusando-se a aceitar os resultados e forçando uma crise institucional. Pelo comportamento dos seus aliados no congresso esta possibilidade está remota. Os próceres do Centrão têm dado mostras de que qualquer tentativa de golpe institucional não vai encontrar guarida na Câmara e no Senado. Seria preciso que houvesse um enorme movimento de revolta dos bolsominions nos dias posteriores ao pleito para justificar um Estado de Sítio.

Podemos contar com perturbações da ordem durante a votação e nos dias que se seguirão. Bolsonaro já apelou para suas tropas de milicianos se manterem em alerta para iniciar as provocações já na proclamação dos resultados. Caminhoneiros estão circulando orientações para que suas hostes se mantenham prontas para interromper as rodovias, seus militantes armados para agirem, e seu gado para tomar as ruas. Mas o clima não está favorável.

Neste segundo turno, as ruas e praças foram tomados pela militância lulista em todo o país e os bolsominions se encolheram. Uma tentativa de provocação no Rio de Janeiro deu xabú total. Convocados para tomar um dos baluartes da esquerda nesta cidade, a praça São Salvador, os provocadores apareceram em pequeno número e “ocuparam” uma praça que a militância de esquerda esvaziou e fizeram uma ridícula algazarra, sob vaias dos moradores dos prédios vizinhos. Evitou-se um conflito, mas foi até excesso de cuidados, pois se a praça estivesse cheia de lulistas o punhadinho de boçais sequer ia aparecer.

Uma manobra golpista exigiria uma posição decidida dos comandantes do exército, pressionando o congresso para votar o Estado de Sítio e/ou a anulação das eleições. A reunião improvisada dos ministros convocada por Bolsonaro ontem deu xabú e parece que o coiso ficou furioso. Eram poucos ministros, mas os comandantes das FFAA estavam lá, o que indica que qualquer manobra mais agressiva não deve ter sido apoiada por eles. A cara do presidente na sua comunicação com a imprensa era de desânimo, o espelho da derrota tanto nas urnas como na intenção de melar o jogo. Depois de ter convocado a imprensa, deixando a entender que faria algo chocante, ele apenas choramingou sobre as inserções da propaganda bolsonarista em meia dúzia de rádios do interior do nordeste e do norte, dizendo-se vítima do TSE, ele baixou o tom e disse que seus advogados iam recorrer ao STF.

Neste clima de derrota vai ficar difícil lançar suas tropas de provocadores, atacando seja lá o que for, após as eleições. A tática do “bola ou búlica” acabou dando errado, pois ao apostar em uma vitória eleitoral ou, pelo menos, uma derrota por margem mínima de votos, ele foi deixando de mobilizar seus seguidores de forma aguerrida e ativa. O resultado foi uma campanha de segundo turno, na qual o que ele chamou de DataPovo, a mobilização de massas de seguidores, não aconteceu e quem tomou as ruas foi a militância lulista. Os embates e provocações foram mínimos e o bolsonarismo caiu na defensiva.

Estamos “com a mão na taça”? Seria temerário dizer isso, pois ainda podemos ter algum susto com movimentos não percebidos nas pesquisas, mas a probabilidade agora joga contra Bolsonaro. E o mais importante para o campo democrático nesta reta final é ampliar a margem de votos ao máximo para poder neutralizar qualquer arreganho golpista. E ficar a postos para reagir a qualquer intentona pós-eleitoral do energúmeno. Tomar as ruas e praças em comemoração da vitória vai ser importantíssimo como elemento de dissuasão da possível ofensiva dos bolsominions no dia 30 e nos dias seguintes.

Não estamos livres de atos de loucura desesperada de Jair Bolsonaro, mas a probabilidade de uma massiva agitação nacional está ficando cada dia mais diminuta. E, sem isso, vai faltar o pretexto para qualquer pronunciamento militar. Mas temos que ficar alertas e preparados para responder a qualquer intento de melar o jogo.

Agora é treze e depois é povo na rua.

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*Jean Marc von der Weid é ex-presidente da UNE (1969-71). Fundador da organização não governamental Agricultura Familiar e Agroecologia (ASTA).

Imagem: Laerte

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