Que país é esse? Por Jean Marc von der Weid

IHU

“Não acho que aquilo que está sendo chamado de “bolsonarismo de raiz” seja o traço dominante da nossa nacionalidade. Todos os adjetivos que caracterizam as figuras mais marcantes deste grupo, à imagem do “mito”, ou seja: o racismo, a misoginia, o ódio aos LGBTQUIA+, o desprezo pelos pobres ou pelos nordestinos, a carolice hipócrita, a desonestidade intrínseca disfarçada de ética contra a corrupção, enfim, um sem-número de outras mazelas morais, não são a marca da maioria dos que hoje apoiam Bolsonaro”, escreve Jean Marc von der Weid, ex-presidente da UNE entre 1969 e 1971. fundador da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia, AS-PTA, em 1983, membro do CONDRAF/MDA entre 2004 e 2016 e militante do movimento Geração 68 Sempre na Luta. Continue lendo “Que país é esse? Por Jean Marc von der Weid”

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O Brasil em uma encruzilhada. Por Adhemar S. Mineiro

em Terapia Política

Há quatro semanas, eu acreditava que poderíamos estar em uma hora de decisão – da decisão do processo eleitoral no país. O roteiro armado pelo destino, entretanto, foi ainda mais dramático, e agora temos que votar para decidir nosso futuro, num ambiente que talvez seja o mais radicalizado no país, em toda a nossa história. Continue lendo “O Brasil em uma encruzilhada. Por Adhemar S. Mineiro”

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Organização do último comício de Bolsonaro ameaça padres e fecha igreja do Desterro, no Rio

Revoltados com clérigos que não quiseram ceder instalações para organização do ato, bolsonaristas ameaçam padres e invadem rede social de igreja

Por Marcelo Menna Barreto, em Extra Classe

Programado para essa quinta-feira, 27, às 16h30min, o último ato público do candidato Jair Bolsonaro (PL/RJ) acabou suspendendo missas e provocando o confinamento de três religiosos católicos da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua ao Santíssimo Sacramento do Altar (SS.CC) na residência da Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande, zona Oeste do Rio de Janeiro. Na reta final da campanha de segundo turno, apoiadores de Bolsonaro vêm multiplicando atos de hostilidade e até violência física contra religiosos pelo país. Continue lendo “Organização do último comício de Bolsonaro ameaça padres e fecha igreja do Desterro, no Rio”

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‘Talvez o Brasil seja hoje o caso mais radical da extrema direita no mundo’

A antropóloga Rosana Pinheiro-Machado analisa o surgimento e as consequências do bolsonarismo num país com as características do Brasil

por Luciano Velleda, em Sul21

Em meio aquela que está sendo definida como a eleição mais importante da história do Brasil desde a redemocratização, em 1985, estudiosos e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento têm se esforçado para compreender a nova força política que emergiu com vigor no País nos últimos anos. Continue lendo “‘Talvez o Brasil seja hoje o caso mais radical da extrema direita no mundo’”

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Espírito da Nova República e da Constituição de 1988: eis o que está em jogo na eleição de domingo. Entrevista especial com Rubens Ricupero

Para o diplomata, o governo de Jair Bolsonaro pôs fim a período iniciado em 1985. Num eventual segundo mandato, o objetivo seria a construção de um Estado autoritário

Por: João Vitor Santos, em IHU

O Brasil teve dois grandes momentos no período denominado Primeira República. No primeiro, até 1930, as marcas são o coronelismo, a dobradinha do “café com leite”, como se de fato ainda não estivéssemos maduros suficientes para essa forma de governo. O segundo, extrapolando um pouco o período da Primeira República, que podemos mais ou menos demarcar entre 1930 e 1964, trouxe avanços, chegando a tocar a camada mais pobre da população. Esse momento foi, no entanto, brecado por um regime de repressão ditatorial. Para o professor e diplomata Rubens Ricupero, é somente em 1985, quando abrimos a Segunda República, que retomamos os trilhos para a consolidação de um efetivo Estado democrático. Só que a viagem dessa locomotiva teve sua velocidade reduzida nesses últimos quatro anos. “Bolsonaro põe fim ao período iniciado em 1985 com o término do regime militar e a fundação da Nova República”, constata. Continue lendo “Espírito da Nova República e da Constituição de 1988: eis o que está em jogo na eleição de domingo. Entrevista especial com Rubens Ricupero”

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No aniversário do presidente, veja 7 propostas de Lula para os Sem Terra

O Presidente Lula fez aniversário nesta quinta-feira (27), mas quem ganha o presente é o povo Sem Terra. Confira 7 propostas importantes do próximo governo

Da Página do MST

Há três dias das eleições deste ano, uma das mais importantes após a abertura democrática de 1985, o futuro presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, completa 77 anos, nesta quinta-feira (27), mas quem ganha o presente é o povo brasileiro entre eles, o povo Sem Terra do campo, das águas e das florestas. Parabéns ao presidente Lula! Continue lendo “No aniversário do presidente, veja 7 propostas de Lula para os Sem Terra”

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Lula promete retomada ambiental para compensar retrocessos de Bolsonaro

ClimaInfo

Se vencer no próximo domingo (30/10), o ex-presidente Lula já sinalizou que colocará a questão ambiental no topo da agenda política do próximo governo. No entanto, ele deverá enfrentar dificuldades políticas com um Congresso marcadamente mais conservador do que nos anos 2000, dominado por representantes de setores políticos e econômicos reticentes a regras e a metas ambientais mais rígidas. Continue lendo “Lula promete retomada ambiental para compensar retrocessos de Bolsonaro”

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FUNAI usa tese do “marco temporal” para travar demarcação de Terra Indígena no Amazonas

ClimaInfo

Ontem, destacamos aqui a movimentação da empresa Potássio do Brasil para retomar o projeto da mina de Autazes, nos arredores da Terra Indígena Jauary, no Amazonas. Continue lendo “FUNAI usa tese do “marco temporal” para travar demarcação de Terra Indígena no Amazonas”

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Com quantos paus se faz uma canoa? Eleições, fascismo e bolsonarismo. Por Bruna Della Torre*

no blog da Boitempo

O resultado catastrófico das eleições reacendeu o debate a respeito da natureza de um movimento que se convencionou chamar de “bolsonarismo”, nome que acentua o caráter personalista de sua organização e favorece as interpretações do fenômeno enquanto uma forma de “populismo” – conceito que explica pouco e confunde muito. A prática segue a tendência estadunidense, que denominou “trumpismo” o movimento da ascensão da extrema-direita no país. Essa prática “isola” o que está acontecendo no Brasil de outros fenômenos históricos similares e favorece a investigação personalista da política (imagine se usássemos hitlerismo para caracterizar o nazismo?). Alguns analistas também falam em “autoritarismo” para pensar a capilarização do processo de escalada da extrema-direita. Mas a mobilização do conceito de autoritarismo sem seu horizonte pressuposto – o fascismo – também explica pouco e corre o risco de recair num liberalismo ingênuo. Salvo raras exceções, evita-se a todo custo a palavra “fascismo”. De um lado, pois os eleitores de Bolsonaro são heterogêneos e muitos são apoiadores de ocasião ou eleitores pouco convictos. De outro, pois designar esse eleitorado como fascista prejudicaria, segundo alguns analistas, o diálogo com essas pessoas. Continue lendo “Com quantos paus se faz uma canoa? Eleições, fascismo e bolsonarismo. Por Bruna Della Torre*”

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Funai leva 5 meses para cumprir decisão judicial sobre demarcação de terra indígena

Por Eduardo Reina, em ConJur

A Fundação Nacional do Índio (Funai) demorou cinco meses para cumprir uma determinação judicial e enviar um procedimento de demarcação de terra indígena para o Ministério da Justiça. Continue lendo “Funai leva 5 meses para cumprir decisão judicial sobre demarcação de terra indígena”

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