As eleições presidenciais de 2022 representam uma rara oportunidade democrática em que o conjunto dos brasileiros pode definir o rumo do seu próprio país. As principais mudanças institucionais do Brasil pós-colonial não registraram a presença democrática da participação popular. A Independência nacional (1822), a instalação da República (1889) e a Revolução de 1930 foram eventos históricos emblemáticos de ausência da maior parte da população.
Nos dias de hoje, compete ao conjunto dos brasileiros decidir qual dos dois pacientes seguirá respirando. De um lado, a condição de pária do mundo numa sociedade de desclassificados, movida pela luta da sobrevivência de todos contra todos. De outro, a condição soberana internacional constituída pelo protagonismo do desenvolvimento interno combinado com o aprofundamento da democracia e da inclusão social. Continue lendo “Novo Rumo. Por Marcio Pochmann”










