“Se não defendermos a democracia, no futuro não vamos poder estudar, brincar, nem ter direitos”, afirmam Sem Terrinha

Confira na entrevista de cinco crianças Sem Terrinha da Ciranda Saci Pererê quais as reivindicações e ações da Jornada Nacional das Crianças Sem Terrinha deste ano

Por Solange Engelmann, na Página do MST

Como em todos os anos, neste 2022 o MST realiza mais uma Jornada Nacional das Crianças Sem Terrinha, desta vez com o lema: “Viva a Democracia!”, e organiza um conjunto de ações lúdicas, formativas, de debate, recuperação ambiental e solidariedade, nas escolas, cirandas e espaços comunitários nas áreas de acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária Popular, durante todo o mês de outubro. Continue lendo ““Se não defendermos a democracia, no futuro não vamos poder estudar, brincar, nem ter direitos”, afirmam Sem Terrinha”

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Mais do que eleições presidenciais, um modelo civilizatório está em disputa. Entrevista especial com Ed René Kivitz

Para além do debate eleitoral, teólogo observa que uma espiritualidade degenerada pelo consumo e a mobilização de ressentimentos colocam em jogo disputas pela sociedade que queremos

Por: João Vitor Santos, em IHU

“Em 2018, foi um voto de protesto. Agora foi uma escolha. Os eleitores compararam governos e candidaturas e fizeram suas opções”. A constatação é do teólogo e pastor Ed René Kivitz. Voz dissonante tanto entre os que endossam os meios do bolsonarismo para viabilizar seus fins, quanto outros que apontam nos evangélicos a causa da ascensão do conservadorismo, Kivitz destaca que essa opção feita no primeiro turno das eleições de 2022 revela que há disputas entre modelos civilizacionais. “Não estamos apenas discutindo o tipo de governo que desejamos, mas em qual sociedade queremos conviver. Os conservadores querem uma sociedade onde as hierarquias sejam mantidas, um mundo em que brancos valem mais do que pretos, homens mais do que mulheres, heterossexuais mais do que homossexuais, ricos mais do que pobres, e assim por diante”, completa. Continue lendo “Mais do que eleições presidenciais, um modelo civilizatório está em disputa. Entrevista especial com Ed René Kivitz”

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Contra o fascismo genérico

Filósofo e ex-reitor da UFBA denuncia a “neutralidade” política, cúmplice do retrocesso e da violência. No Brasil de hoje, candidatos progressistas não devem se reduzir ao discurso da competência, mas reafirmar a realização de valores civilizatórios inegociáveis

Por João Carlos Salles, em Outras Palavras

1.

Quem flerta com o fascismo e aceita sua possibilidade já se entregou a ele de corpo e alma. A lição histórica é dura e inequívoca, mas ela também se aplica ao enfrentamento de posturas assemelhadas às do fascismo, ao fascismo genérico. Ou seja, são exemplos de uma moralidade pusilânime e cúmplice à indiferença diante de crimes ambientais ou de manifestações racistas, o silêncio diante dos ataques ao conhecimento, às artes ou à cultura e a omissão diante de ameaças ou do desrespeito à vida. Diante do absurdo, qualquer neutralidade é abominável, não podendo ser interpretadas como destreza técnica ou como argúcia política atitudes que naturalizam o mal. Continue lendo “Contra o fascismo genérico”

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Pochmann: Saídas ao labirinto bolsonarista

Dois terços dos votos válidos querem a mudança, mostrou o 1º turno. Mas derrotar o fascismo nas urnas requer rearticular campo democrático em agonia. E, mais que restaurar o passado, um rechaço à reprimarização e ao receituário neoliberal

Por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

As eleições presidenciais de 2022 representam uma rara oportunidade democrática em que o conjunto dos brasileiros pode definir o rumo do seu próprio país. As principais mudanças institucionais do Brasil pós-colonial não registraram a presença democrática da participação popular. A Independência nacional (1822), a instalação da República (1889) e a Revolução de 1930 foram eventos históricos emblemáticos de ausência da maior parte da população. Continue lendo “Pochmann: Saídas ao labirinto bolsonarista”

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MPF solicita informações sobre supostos crimes contra crianças no Marajó (PA) “descobertos” por Damares

Procuradores da República querem detalhes, para tomar providências, e também querem saber se o governo tomou medidas e se denunciou o caso

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício nesta segunda-feira (10) à secretária executiva do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Tatiana Barbosa de Alvarenga, com solicitação de informações sobre supostos crimes contra crianças que a ex-titular do ministério Damares Alves anunciou ter descoberto em visita ao arquipélago do Marajó (PA). Continue lendo “MPF solicita informações sobre supostos crimes contra crianças no Marajó (PA) “descobertos” por Damares”

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Barrar jornalistas em cultos abre debate sobre liberdade de imprensa

Abraji

Jornalistas foram impedidos de acompanhar eventos de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) em igrejas evangélicas – o que abre caminho para um debate sobre quais são os limites da imprensa em espaços restritos. Especialistas ouvidos pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmam que embora os templos sejam estabelecimentos religiosos privados, quando recebem candidatos devem prevalecer os direitos de liberdade de imprensa e de acesso à informação de interesse público. Continue lendo “Barrar jornalistas em cultos abre debate sobre liberdade de imprensa”

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Luiz E. Soares: Brasil em contagem regressiva

Há chances consideráveis de que Lula vença. Nesse caso, terão início as imensas tarefas da reconstrução. Espero que valorizem as lutas que sacodem o patriarcado e a herança colonial — e foram tantas vezes desdenhadas como apenas identitárias

Por Luiz Eduardo Soares, em Outras Palavras

Não estamos entendendo nada, ou quase nada. Dia 2 de outubro caiu como uma bomba de efeito retardado: intuímos, ao fundo, o rumor da contagem regressiva rumo à regressão incalculável. Esse é o fato, pudicamente coberto por conversa fiada mais ou menos vulgar e eventualmente adornada pela sofisticação dos ilustrados. Aqui e ali, lemos textos e declarações que normalizam o escândalo na vulgata da ciência política positivista, cuja indigência fora demonstrada à exaustão na última década. As instituições estão funcionando, eles dizem, e, conforme venho repetindo desde 2013, continuarão a funcionar como o ventilador no fim do mundo, girando até a bateria acabar. Como é possível que alguém minimamente informado continue funcionando como um adulto racional e afirme essa barbaridade, depois de quatro anos em que um presidente cometeu todo tipo de crime sem ser molestado pelos bravos e republicaníssimos checks and balances? Não raro, nas redes e na mídia, topamos com truísmos, platitudes e exaltações da prudência ante o enigma – menos mal –, ou com o exibicionismo narcísico da inteligência impotente, que apenas circunscreve com elegância a própria ignorância. Por outro lado, ouvi e li intervenções desbravadoras, corajosas e criativas, diferentes entre si, mas poderosas e verdadeiramente inspiradoras, de Manuel Domingos, Gilberto Maringoni, Bruno Torturra, Ferrez e Ronilson Pacheco. Certamente, há muitas outras manifestações importantes e esclarecedoras. As redes são incansáveis e eloquentes. Continue lendo “Luiz E. Soares: Brasil em contagem regressiva”

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Entrevista: O que acontece em um país quando o governo interfere no STF

Carlos Dada, do El Faro, explica a degradação democrática em El Salvador depois da destituição da Suprema Corte

Por Natalia Viana, Agência Pública

Em apenas três anos, a vida do jornalista Carlos Dada – e da maioria dos cidadãos de El Salvador – mudou drasticamente. Foi esse o tempo necessário para o presidente Nayib Bukele ampliar seu poder ao interferir na Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça – que equivale ao nosso STF – e o procurador-geral destituindo todos os seus membros e dando posse a novos nomes, alinhados ao governo. A partir daí, Bukele passou a perseguir jornalistas, suprimir as críticas e a prender milhares de pessoas indiscriminadamente. Continue lendo “Entrevista: O que acontece em um país quando o governo interfere no STF”

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ES: Suzano tem até dia 10 para indenizar comunidade quilombola

Empresa já refez lavoura destruída por agrotóxicos. MPF judicializou indenização também por danos morais

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Vence nesta segunda-feira (10) o prazo final para que a Suzano Papel e Celulose (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose) proceda com a indenização por danos morais relativo à destruição de uma roça de mandioca da comunidade do Morro da Onça, localizada no Território Quilombola Tradicional do Sapê do Norte, entre São Mateus e Conceição da Barra, no norte do Estado. Continue lendo “ES: Suzano tem até dia 10 para indenizar comunidade quilombola”

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Após sete anos de luta, atingidos por Belo Monte conquistam direito a indenização

370 famílias da área da Lagoa do Independente 1, em Altamira (PA), deverão ser indenizadas; casas serão demolidas

por Coletivo de Comunicação MAB PA

Após anos de luta, as famílias remanescentes da Lagoa do Independente 1 conquistaram o direito à indenização. São 370 famílias atingidas pela hidrelétrica de Belo Monte e que vivem em local alagadiço dentro da cidade de Altamira (PA). Continue lendo “Após sete anos de luta, atingidos por Belo Monte conquistam direito a indenização”

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