Nas entrevistas a seguir, pesquisadores analisam o resultado das eleições e a penetração das forças de esquerda e direita na sociedade brasileira
Por: Joao Vitor Santos, em IHU
Uma leitura possível para o resultado do primeiro turno das eleições 2022, especialmente considerando o quadro do legislativo, é de que, se 2018 o bolsonarismo eclode no cenário político nacional, em 2022 mostra sua força e coesão. A análise é de Moysés Pinto Neto, na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Ele observa que nem a fome e nem tragédia da pandemia foram capazes de arrefecer esse grupo. Pelo contrário, são os dissidentes que levaram a pior nas urnas. “O que prova a força de Bolsonaro é a fidelidade que ele exige e é cumprida pelo séquito, capaz de suportar todas as rupturas e ostracizar quem quer que seja, Janaina, Joyce, MBL, até Moro, que só foi eleito porque se bolsonarizou durante a campanha. Ao mesmo tempo, todos os nomes-chave do movimento, Salles, Damares, Pazuello, Mourão, Mario Frias, todos foram eleitos”, analisa. Continue lendo “Eleições 2022 em debate. “As urnas confirmam que o Brasil deixa de ser um país capitalista emergente e se firma como país de capitalismo subalterno e dependente””










