Confrontar o fascismo exige atacá-lo não apenas em sua superfície ou em sua face mais caricatural, mas também em suas profundas raízes sociais.
Por Carlos Eduardo Martins, no Blog da Boitempo
1) Lula obteve uma vantagem de 6,2 milhões de votos e 5,2% dos votos válidos, alcançando 48,4% x 43,2% de Jair Bolsonaro. Sua derrota no segundo turno é altamente improvável, não apenas pela distância e alto nível de rejeição de Jair Bolsonaro, mas ainda porque Simone Tebet, 3º lugar, com 4,1%, praticamente declarou seu apoio a ele. Setores do PT atacam Ciro Gomes, que obteve 3%, por não ter retirado sua candidatura em favor de Lula, mas não se detêm no fato de que a abstenção de 20,95% no primeiro turno só é inferior a das eleições presidenciais de 1998, possuindo um diferencial positivo de 1,6% de eleitores em relação a 2014, de 2,8% em relação a 2010, de 3% em relação a 2006 e de 4,2% em relação a 2002. Tal tendência indica que Lula não conseguiu reverter o desalento crescente de setores expressivos da população em relação à política eleitoral e ao discurso petista; Continue lendo “Algumas notas sobre as eleições brasileiras de 2022”










