Conhecimento dos Povos Indígenas é essencial nas políticas climáticas

Relatório destaca como o reconhecimento dos sistemas de conhecimento dos Povos Indígenas e das comunidades locais pode fazer mais para lidar com as mudanças climáticas do que muitas abordagens atuais. Também defende a garantia da inclusão plena e equitativa dos Povos Indígenas e das comunidades locais nos processos políticos.

A reportagem é publicada por University of East Anglia (UEA) e reproduzida por EcoDebate. A tradução e edição são de Henrique Cortez, em IHU

O relatório, publicado como um white paper, foi produzido por uma equipe internacional de 12 autores liderada pelo professor Ben Orlove da Universidade de Columbia nos EUA, e incluindo o Dr. Victoria Reyes-García da Instituição Catalã de Pesquisa e Estudos Avançados (ICREA) e Instituto de Ciências e Tecnologia Ambientais da Universidade Autônoma de Barcelona (ICTA-UAB), na Espanha. A equipe também incluiu cinco estudiosos indígenas. Continue lendo “Conhecimento dos Povos Indígenas é essencial nas políticas climáticas”

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Dossiê mostra ataques de Bolsonaro contra transparência pública e acesso a dados ambientais

Quinto relatório da série Dossiê Bolsonaro revela uma política deliberada do governo para ocultar dados socioambientais e fundiários em prol de interesses privados; casos relatados incluem negativas de acesso à informação, uso da Lei Geral de Proteção de Dados para esconder nomes de latifundiários e perseguição a servidores

Por Mariana Franco Ramos e Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

O caráter antidemocrático do governo de Jair Bolsonaro (PL) não se expressa apenas nas violências sistemáticas cometidas contra os profissionais da comunicação. A sonegação de informações e o esfacelamento dos mecanismos de transparência representam uma outra faceta da empreitada bolsonarista contra o interesse público. Continue lendo “Dossiê mostra ataques de Bolsonaro contra transparência pública e acesso a dados ambientais”

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Conheça a bancada da censura, que quer apagar dos livros didáticos a violência no campo

Com apoio de Bolsonaro, nomes como Kim Kataguiri e Aline Aleutjes se articulam para esconder dos estudantes os crimes do agronegócio; três ex-ministros, incluindo Milton Ribeiro, preso após escândalo com pastores no MEC, estão entre apoiadores do movimento

Por Mariana Franco Ramos e Luís Indriunas, em De Olho nos Ruralistas

“A escola não deve ser utilizada como aparelho político”, bradava Kim Kataguiri (União-SP), em 2018, em discurso sobre uma de suas principais bandeiras: o “Escola sem Partido”. Quatro anos depois, as palavras do hoje presidente da Comissão de Educação da Câmara ecoam na defesa da versão agrobusiness do programa: o De Olho no Material Escolar. Continue lendo “Conheça a bancada da censura, que quer apagar dos livros didáticos a violência no campo”

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Empresas e fazendeiros aterrorizam comunidades tradicionais no oeste da Bahia

Governo baiano acaba de ser oficiado por associações comunitárias e mais de 50 entidades do país para apurar e coibir as violações de direitos humanos

Por Campanha Nacional em Defesa do Cerrado / CPT

Desde o dia 16 de setembro, cerca de 20 comunidades tradicionais dos municípios de Correntina e Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia, estão sendo atacadas por empresas e fazendeiros que, com o uso de tratores e correntão, estão desmatando áreas coletivas tradicionais e destruindo ranchos e benfeitorias. Além disso, os territórios tradicionais estão sob vigilância de aproximadamente 18 homens fortemente armados, que se caracterizam como “pistoleiros” ou “milícias rurais”. A ação dos milicianos já resultou na destruição da casa de abrigo e ranchos do Fecho do Cupim entre os dias 16 e 18, conforme boletim de ocorrência. Segundo relatos, eles estão circulando livremente pelos territórios tradicionais fazendo ameaças e intimidando os comunitários. Continue lendo “Empresas e fazendeiros aterrorizam comunidades tradicionais no oeste da Bahia”

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Cimi Norte I e Pastoral Indigenista de Roraima manifestam repúdio ao incêndio criminoso da casa de tuxaua Macuxi, na TI Raposa Serra do Sol

Em nota, as organizações se solidarizam com liderança Macuxi e atribuem ao poder executivo federal e estadual as violências

POR CIMI REGIONAL NORTE I

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Norte I e a Pastoral Indigenista de Roraima repudiam mais um ataque aos povos indígenas de Roraima. Um incêndio criminoso aconteceu no último dia 27, na casa de uma liderança indígena (tuxaua) da comunidade Mutum, região do Centro Morro, etnorregião Serras da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS), município de Uiramutá, Roraima. Continue lendo “Cimi Norte I e Pastoral Indigenista de Roraima manifestam repúdio ao incêndio criminoso da casa de tuxaua Macuxi, na TI Raposa Serra do Sol”

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TRF-3 suspende decisão que devolvia a fazendeiros valor arrecadado no “Leilão da Resistência”, no Mato Grosso do Sul

O leilão buscou arrecadar dinheiro para armar produtores contra indígenas; a região é marcada por conflitos territoriais entre indígenas e fazendeiros

Por Adi Spezia, do Cimi

Prestes a completar dez anos do “Leilão da Resistência”, evento realizado por ruralistas em dezembro de 2013 para arrecadar dinheiro para armar produtores contra indígenas no Mato Grosso do Sul (MS), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) suspendeu a sentença que mandava devolver aos fazendeiros o valor de pouco mais de R$ 800 mil reais apreendidos em conta judicial. A decisão do TRF-3 é da última sexta-feira, 23 de setembro. Continue lendo “TRF-3 suspende decisão que devolvia a fazendeiros valor arrecadado no “Leilão da Resistência”, no Mato Grosso do Sul”

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Presidenciáveis e corrupção: os ratos nas aldeias Tikuna. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

O último debate entre os candidatos a presidente da República, na TV Globo, encerrado na madrugada desta sexta-feira (30) mostrou que o tema corrupção faz parte das “bandeiras” de gregos e baianos. Acusar adversário de corrupto, até que “cola” em setores desinformados, que ignoram o casamento indissolúvel entre a esfera estatal e a privada, responsável por desvios de recursos públicos e pela corrosão da máquina burocrática, desde Thomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá, no séc. XVI, até os dias atuais.

Aqueles que durante a campanha eleitoral juram combatê-la, para ganhar votos dos crédulos, uma vez no poder se lambuzam. Collor, o “caçador de marajás”, em 1989 “acusou” Lula pela compra – imagine! – de um aparelho de som. Já Coiso, o “futuro presidiário”, em 2018 dizia com Heleno: “se gritar pega Centrão não fica um, meu irmão”. Deu no que deu: ambos chafurdaram na lama, um na “casa da Dinda”, o outro, em imóveis adquiridos com dinheiro vivo, orçamentos secretos, rachadinhas, pastores e suas barras de ouro. Continue lendo “Presidenciáveis e corrupção: os ratos nas aldeias Tikuna. Por José Ribamar Bessa Freire”

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30 anos do Massacre do Carandiru: para não esquecer

“É possível morrer-se em Auschwitz, depois de Auschwitz?”. A resposta é: sim, enquanto existirem prisões

Por Mayra Balan e Carolina Dutra, da Pastoral Carcerária, na Ponte

O massacre do Carandiru, ocorrido em 2 de outubro de 1992, completa 30 anos este ano. A Polícia Militar do Estado de São Paulo executou ao menos 111 pessoas – sobreviventes do massacre clamam que foram muito mais – sem contar a morte em vida de familiares e amigos dos mortos, que sobrevivem ao luto e à dor até hoje. Continue lendo “30 anos do Massacre do Carandiru: para não esquecer”

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Carta a Bolsonaro: não ouse dar um golpe. Por Jamil Chade

No Uol

Senhor presidente,

Em janeiro de 2019, poucos líderes internacionais imaginavam que a destruição que o senhor promoveria seria tão profunda, perversa e dolorosa no Brasil. Mas, curiosamente, já sabiam que não deveriam compartilhar a mesa ao seu lado. Naquele mês, no Fórum Econômico Mundial de Davos, o senhor teria um almoço com os anfitriões, que também convidavam todos os líderes presentes para um encontro fechado.

Quando duas dessas lideranças mundiais se deram conta com o senhor também tinha sido convidado, uma delas combinou que fariam de tudo para encontrar um local bem distante do senhor. Mesmo que tivesse de trocar a plaquinha com os nomes que o protocolo havia posto para a disposição dos convidados. “Deus me livre sentar ao lado dele”, confessou uma delas. Continue lendo “Carta a Bolsonaro: não ouse dar um golpe. Por Jamil Chade”

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Não há vergonha em defender a democracia. Esse é ato de grandeza, sempre. Por Janio de Freitas

Na Folha

Há exatos quatro anos, o que se instalou no Brasil, a pretexto de sucessão presidencial, não era um novo governo. Foi o estado de terrorismo político. Veio a ser a continuidade lógica da fraude aplicada ao processo eleitoral a propósito de corrupção denunciada na Petrobras.

Hoje, a ameaça terrorista de impedir os brasileiros da única atribuição institucional que lhes deixaram, generosos, consagra um fato extraordinário: a numerosa união pela democracia, entre divergentes às vezes extremados, como mais um dos tão raros momentos de beleza na política. Continue lendo “Não há vergonha em defender a democracia. Esse é ato de grandeza, sempre. Por Janio de Freitas”

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