Um olhar da geração de 2013 sobre o Brasil de hoje

Rodrigo Nunes, um pensador ligado aos movimentos que sacudiram o país há nove anos, vê, em meio ao capitalismo financeiro em crise e à ameaça fascista, uma brecha. Mas opina: para aproveitá-la, esquerda precisa abandonar seu identitarismo e se abrir à “radicalidade programática”

por Antonio Martins, em Outras Palavras

É quase impossível examinar o cenário político deste século, no Brasil, sem enxergar a importância das revoltas de 2013. Mas, passados nove anos, como os protagonistas de então veem o país de hoje? Até há pouco, era difícil responder a esta questão, por dois motivos. A política institucional esforça-se para esquecer aquele ano, em que se sentiu ameaçada. E poucos expoentes, entre a geração política que surgiu então, dedicam-se a examinar de modo sistemático a conjuntura do país.

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19ª Jornada de Agroecologia recebe mais de 20 mil pessoas, com comida boa, formação e arte

Ao longo de 5 dias de feira e apresentações culturais, o evento comercializou cerca de 30 toneladas de alimentos

Por Coletivo de Comunicação da Jornada de Agroecologia
Da Página do MST

O clima da 19ª Jornada de Agroecologia foi de reencontros, trocas, emoção e alegria, após dois anos sem edições, em decorrência da pandemia da Covid-19. Reconhecido como um dos maiores eventos de promoção do tema em todo o Brasil, a Jornada recebeu um público expressivo de mais de 20 mil pessoas entre os dias 22 e 26 de junho. Esta é a terceira vez que o evento ocorre em Curitiba, e agora ocupando o pátio, salas e o auditório do Campus Rebouças da Universidade Federal do Paraná. 

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“Bolsonarismo usa YouTube para colocar eleições em xeque”

Número de vídeos publicados em canais alinhados a Bolsonaro com referências ao STF, ao TSE e a seus ministros vem crescendo desde setembro. Objetivo é questionar sistema eleitoral e instituições, diz pesquisadora.

por Bruno Lupion, em DW

Canais do YouTube que apoiam narrativas políticas alinhadas ao presidente Jair Bolsonaro vêm publicando cada vez mais vídeos com menções a tribunais superiores ou aos seus ministros, em grande parte com teor hostil. Em setembro de 2021, foram 185 referências a esses temas, e em junho de 2022, 1.409.

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Bruno e Dom: um mês depois das mortes, Vale do Javari segue tomado pelo medo

ClimaInfo

Há exato um mês, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados em Atalaia do Norte (AM), no Vale do Javari. O crime bárbaro, supostamente cometido por pescadores ilegais descontentes com a atuação de Pereira em defesa dos Povos Indígenas da região, recolocou no noticiário internacional o descontrole do governo federal no combate a ilegalidades na Amazônia, intensificando o mau humor externo com o atual presidente brasileiro.

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Comunidade denuncia ação de garimpeiros em área de conservação no AM

ClimaInfo

Representantes do Fórum Território Médio Juruá (TMJ) denunciaram ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Amazonas a presença de garimpeiros em áreas dentro de Unidades de Conservação na região do rio Juruá. Segundo a denúncia, uma balsa de garimpo foi avistada por ribeirinhos e moradores no mês passado, nos limites das Unidades de Conservação de Carauari e Juruá.

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Como superar o analfabetismo agrário? Por Gilvander Moreira*

Quando se rompe a cerca de um latifúndio que não cumpre sua função social, ocupando-o de forma coletiva e organizada, estourando o cadeado de uma porteira e/ou cortando o arame da cerca que configura o latifúndio, não apenas se rompe uma cerca ou se corta um arame, mas no coletivo de camponeses sem-terra que faz esta ação pensada e planejada rompe-se interiormente o ‘arame’ que sustentava a resignação e o conformismo como estilo de vida. Cura-se a cegueira imposta pelo sistema do capital que fazia ver o latifúndio como algo natural, normal e que devia ser respeitado. Perde-se a inocência diante da trama do capital que faz o Cativeiro da Terra e engendra injustiças e desigualdades cada vez mais gritantes. Inicia-se um processo de alfabetização agrária que levará à superação de uma espécie de analfabetismo agrário, imposto pelo latifúndio e pelo modo de produção capitalista calcado na propriedade capitalista da terra, na expropriação da terra dos camponeses, na superexploração do trabalho humano e na desertificação dos territórios através do uso abusivo de agrotóxicos e pelo desmatamento irracional e devastador. Isso também é pedagogia emancipatória posta em prática não apenas fora da escola e nem apenas na escola da vida, mas na luta pela terra, luta coletiva. “Jogamos fora o medo,” diz o Sem Terra Hélio Amorim, do Assentamento Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa, MG. Ou: “Devagarzinho, o conhecimento foi chegando e expulsando o medo,” afirma o Sem Terra Aurelino Lopes do Nascimento. Assim, os Sem Terra, na luta pela terra, aprendem a trilhar um caminho emancipatório desobedecendo ao que é proibido pelo capital – Estado e classe dominante – e a se revoltar contra todo e qualquer tipo de injustiça. Jaime Amorim, da coordenação do MST, em Pernambuco, diz: “Os trabalhadores aprendem no dia da ocupação o que não conseguem aprender numa vida inteira” (AMORIM apud CALDART, 2012, p. 173).

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Lideranças da Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais se reúnem em Brasília para fortalecer as ações dos territórios

O segundo encontro presencial dos Povos e Comunidades Tradicionais em dois anos de enfrentamento a pandemia da Covid-19, apresentou a boa nova na luta e defesa da vida.  Com o calendário de vacinação atualizado nos territórios, os participantes se reuniram respeitando as medidas de segurança para retomar os caminhos de luta. Entre os dias 20 e 22 de junho aproximadamente 30 participantes dos territórios estiveram reunidos no Centro de estudo Sindical Rural (CESIR) em Brasília para fortalecer as ações dos seus territórios.

Por Articulação das Pastorais do Campo / CPT

O encontro iniciou na tarde do dia 20 de junho com místicas e após cantos entoados por Rosa Tremembé da comunidade indígena de Raposa do Maranhão, os participantes partilharam as realidades enfrentadas em seus territórios. “O nosso pior inimigo é o Estado” disse uma  liderança do Pará ao partilhar o enfrentamento no território que é centenário e atualmente é cercado pela grilagem e especulação imobiliária. A comunidade enfrenta os conflitos e as formas de violência com formação e capacitação dos moradores, para manter a luta das mais de 70 famílias. A comunidade utiliza o protocolo de consulta, uma ferramenta construída pela comunidade para defender o território diante as violações do Estado e que é elaborada a partir da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata do direito à consulta prévia das comunidades tradicionais a respeito da gestão dos seus territórios.  

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Carta Aberta da Associação de Servidores e Servidoras do Ibama e do ICMBio no Acre

Diante da recente exoneração do servidor efetivo concursado, Flúvio Mascarenhas, da chefia da Reserva Extrativista Chico Mendes, gerida pelo ICMBio, vimos através desta:

1) Repudiar esta exoneração, que não tem fundamento técnico algum, e sabe-se que, nos bastidores da “alta administração”, cedeu-se a pressões politiqueiras anti-ambientais, que definitivamente NÃO querem uma boa gestão nesta Resex e nem em nenhuma unidade de conservação da natureza.

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Novo estudo expõe contradições do pensamento militar sobre a defesa da Amazônia

Ana Penido, uma das autoras, questiona conceitos centrais da perspectiva militar sobre a Amazônia, como defesa das fronteiras, geopolítica e soberania

Por Caio de Freitas Paes, Agência Pública

Ao longo do governo de Jair Bolsonaro (PL), a caserna ampliou sua atuação na Amazônia. Para além da segurança, avançou sobre o desenvolvimento econômico e a política, tomando também as rédeas da proteção ambiental da Amazônia. Mas o desmatamento tem batido recordes e os conflitos escalaram, com repetidas chacinas de indígenas, ribeirinhos e outros povos. Associadas ao garimpo, facções criminosas se infiltram na maior floresta tropical do mundo e, assim, ameaçam a soberania nacional. Além disso, as Forças Armadas parecem ignorar problemas ligados a mineradoras estrangeiras na região – vide o lobby de um militar da reserva para o grupo canadense Forbes & Manhattan, dono da mineradora de ouro Belo Sun no Pará, revelado pela Agência Pública. 

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Vale do Javari: DPU e MPF pedem que União seja condenada em R$ 50 mi por danos morais coletivos por desestruturação da Funai

Em manifestação, MPF e DPU cobram cumprimento de decisão judicial e o envio de forças de segurança pública à região

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) e a  Defensoria Pública da União (DPU) pediram à Justiça Federal a condenação da União em virtude da desestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da falta de proteção aos povos indígenas na região do Vale do Javari, no Amazonas. As instituições querem que a União seja condenada a pagar uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 50 milhões.

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