“Não esperem pelo Brasil”: Cimi denuncia à ONU massacres e assassinatos de lideranças indígenas e defensores de direitos humanos no Brasil

As denúncias foram realizadas durante a 50ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU; a alta comissária diz estar alarmada com ameaças contra os direitos humanos e ambientais dos povos indígenas no Brasil

POR ADI SPEZIA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Enquanto o Conselho de Direitos Humanos (CDH) das Organizações das Nações Unidas (ONU) se reúne em Genebra, na Suíça, para tratar de temas sobre Direitos Humanos envolvendo seus Estados-membros, no Brasil, os povos indígenas sofrem novo massacre e enterram os corpos dos indigenistas Bruno Pereira e do jornalista Dom Dom Phillips, do The Guardian, emboscados e assassinados no Vale do Javari, no Amazonas.

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‘Guerra do dendê’ no Pará: comunidade denuncia que empresa impede quilombolas e ribeirinhos de pescar e visitar cemitério

De acordo com nova denúncia, a empresa produtora de óleo de dendê descumpre decisão judicial ao impedir que moradores tenham acesso à área da empresa, alvo de disputa entre Agropalma e povos tradicionais da Amazônia

Por Taymã Carneiro, g1 Pará — Belém

Em mais um episódio de tensão na chamada “guerra do dendê” no Pará, comunidades relatam que quilombolas e ribeirinhos cadastrados foram barrados por seguranças armados na portaria da empresa Agropalma e impedidos de entrar para pescar e visitar o cemitério ancestral que fica dentro da fazenda, em desrespeito a uma decisão judicial.

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Repórter do De Olho nos Ruralistas tem carro avariado e blogueiro bolsonarista ironiza

Oswaldo Eustáquio, conhecido pelas participações em atos antidemocráticos contra o STF, já apontou dedo na cara da jornalista Mariana Franco Ramos, após denúncia de homofobia; agora, diante dos danos, faz post em tom de ameaça

Por Alceu Luis Castilho e Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

“Oi lindeza, seja bem-vinda a Brasília. Seus amigos estão pela W3”, escreveu o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, em resposta a um post no Twitter da jornalista Mariana Franco Ramos. Repórter do De Olho nos Ruralistas e morando na capital federal há sete meses, ela acabara de relatar, na mesma rede social, que seu carro foi danificado.

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Globo exime agronegócio de incêndios em remake de Pantanal

Produção avança timidamente na discussão ambiental enquanto ignora e invisibiliza indígenas, ribeirinhos e quilombolas; bioma perdeu 29% da área alagada e 12% da vegetação entre a produção original e a refilmagem; pecuária, cana e soja lideram desmatamento

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

Sucesso de audiência, a novela Pantanal provocou comoção nas redes nessa semana. No episódio que foi ao ar na terça-feira (28/6), o personagem Velho do Rio (Osmar Prado) se deparava com uma queimada destruindo a fauna e flora do bioma. O folhetim inseriu imagens reais de incêndios ocorridos nos últimos anos e de animais agonizando em meio a fogo e fumaça. O que a produção da TV Globo não mostra é a face dos culpados pela devastação do Pantanal.

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Acampamento do MST é alvo de tiros no Agreste de Pernambuco

Ataque ao acampamento Jabuticaba, em São Joaquim do Monte (PE), ocorreu no dia anterior ao fim do prazo para a suspensão de despejos, mantida pelo STF; área chegou a ser considerada “de interesse público”, mas decisão foi revertida por fazendeiros

Por Katarina Moraes, em De Olho nos Ruralistas

Mais uma vez, o acampamento Jabuticaba, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi alvo de retaliações no município de São Joaquim do Monte, no Agreste de Pernambuco. Segundo moradores, na madrugada de quarta-feira (29/7), quatro homens armados entraram na área e atiraram contra a ocupação. Desde 1999, a área é mantida pelos sem-terra dentro da Fazenda Jaboticaba, de propriedade da família Azevedo Guedes.

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‘O brasileiro não é mais aquele sujeito esperto’, diz Valter Hugo Mãe

Um dos destaques da Bienal do Livro de 2022, escritor português deu um passeio pela avenida Paulista com o ‘Estadão’ e abordou pontos de seu livro ‘As Doenças do Brasil’

Por Ubiratan Brasil, do Estadão, no Terra

O escritor português Valter Hugo Mãe preparava-se para atravessar a Avenida Paulista, na tarde de sexta-feira, 1º, quando um adesivo fixado em um poste chamou sua atenção. “Vote em mulher indígena”, dizia. O autor retirou o autocolante e o grudou em seu caderno de anotações. Os povos que habitavam o Brasil antes da chegada dos colonizadores ainda o atraem, especialmente depois de publicar As Doenças do Brasil (Biblioteca Azul), livro que é tema de conversas e palestras da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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A ideologia da monstruosidade. Por Eugênio Bucci

No A Terra é Redonda

Ora, a ‘natureza humana’ está na cultura

Aprendemos a pensar que, se é natureza, não é cultura – e, inversamente, se é cultura, não pode ser natureza. A força que impele os animais ao acasalamento e à reprodução brota de pulsões naturais, ditas instintivas; já a instituição do matrimônio entre as pessoas de carne e osso, ditas pessoas físicas, decorre de construções simbólicas, ou seja, culturais. A fúria selvagem corresponderia à natureza bruta; o diálogo pacífico e harmonioso, capaz de gerar o entendimento, seria uma conquista da cultura. Em suma, temos o costume de opor a natureza à cultura mais ou menos como opomos a barbárie à civilização.

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Massacre de Guapoy: os Kaiowá e o tamanduá cego. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

Esse país, que completa 200 anos de Independência, se mantém vergonhosamente dependente de práticas colonialistas seculares. Deixou de ser colônia, mas permanece comandado pela colonialidade. Continua matando indígenas para defender a usurpação das terras ancestrais, como ocorreu na sexta (24), em Amambai (MS), quando policiais militares assassinaram Vitor Fernandes, de 42 anos, e feriram dez kaiowá desarmados, entre eles um menino e dois jovens de 14 e 15 anos em estado grave.

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Protocolos de consulta indígena na Amazônia protegem contra cooptação e atropelos à Convenção 169, defende antropólogo

Em entrevista, o antropólogo Bruno Caporrino, fala sobre seu livro recém publicado, sobre a construção do protocolo de consulta dos Wajãpi, primeiro no Brasil, e destaca a importância do processo para garantir os direitos do povos originários

Por Fábio Bispo, na InfoAmazônia

O projeto do presidente Jair Bolsonaro (PL) de promover a maior ocupação da Amazônia desde a ditadura militar pode ser considerado como um dos maiores ataques aos direitos dos povos indígenas após a promulgação da Constituição de 1988. As tentativas de violações da autodeterminação dos povos e o direito originário sobre as terras têm sido constantemente denunciadas. São projetos minerários, hidrelétricas, extração ilegal de madeira, garimpo. Violações quase sempre acompanhadas de coação, silenciamento e cooptação.

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Assassino de Bruno e Dom era o ‘menino’ de expedição de combate a invasões de 2002

Expedição que ocorreu há 20 anos contou com uma equipe de 35 indígenas, e foi chefiada pelo sertanista Sydney Possuelo

Por Leonencio Nossa, do Estadão / O Dia

Há 20 anos, em junho de 2002, começava no Vale do Javari a última grande expedição indigenista na Amazônia. Uma equipe de 35 indígenas e ribeirinhos, chefiada pelo sertanista Sydney Possuelo, atravessou a selva durante 105 dias para combater invasões no território habitado por 16 grupos isolados. Entre os mateiros que ajudavam na abertura de trilhas e na construção de canoas estava um ribeirinho que cometeria um dos crimes de maior repercussão da história recente da floresta.

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