40 anos de resistência: em carta, Avá-Guarani, do Tekoha Ocoy (PR), prometem continuar lutando pelos seus direitos

A carta é fruto de um evento realizado entre lideranças, professores e estudantes; juntos, debateram sobre a mudança do Tekoha Jacutinga para o atual Ocoy, após a construção da Itaipu

No Cimi

Entre os dias 8 e 10 de junho, os Avá-Guarani, do Tekoha Ocoy, junto a estudantes e professores, se reuniram em um evento para resgatar a memória dos 40 anos da mudança do Tekoha Jacutinga para o atual Tekoha Ocoy, no estado do Paraná. O encontro ocorreu em formato híbrido: teve transmissão pelo Youtube do Observatório da Temática Indígena na América Latina (OBIAL) e, presencial, na escola Teko Nemoingo, em São Miguel do Iguaçu (PR).

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Clarisse estranha. Por Julio Pompeu

No Terapia Política

Passava um pouco das oito quando Clarisse saiu apressada, cheirando a perfume doce e bacon. Atrasada, como sempre. Acordou às seis e meia, como sempre. Virou-se na cama, como sempre. Só mais um pouquinho, como sempre.

A rua parecia a mesma. Com os mesmos carros, caminhões e ônibus de sempre. O mesmo cheiro enjoativo de fumaça, urina e cocô de sempre. Os mesmos sons guturais de motores e estridentes de gritos de vendedores e gente irritada.

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Após STJ, disputa sobre taxatividade do rol da ANS vai ao STF e ao Congresso

Por Danilo Vital, na Conjur

Depois de o Superior Tribunal de Justiça dar a última palavra na interpretação da legislação federal ao definir que o rol de procedimentos da ANS é taxativo, a disputa de consumidores e beneficiários com as operadoras de plano de saúde avança para outras duas frentes: constitucional e legislativa.

No Supremo Tribunal Federal, a discussão será a constitucionalidade dos trechos da Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998) que permitem a interpretação pela taxatividade do rol. No Congresso, há a possibilidade de positivar na legislação o caráter exemplificativo da lista de referência básica preparada pela ANS.

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Conheça o professor indígena que atravessava igarapé com a água no pescoço para atender alunos

Por Glycya Makuxi, bolsista do Guardiões da Amazônia*, na Mídia Ninja

Uma foto do professor Telmo Makuxi atravessando um igarapé com a água no pescoço para garantir que os alunos tivessem suas atividades impressas viralizou internacionalmente em 2020, depois que o Levante Indígena noticiou seu esforço heroico. 

Alvo de comoção mundial, a foto rendeu uma impressora para a escola. Foi a única coisa que mudou de lá para cá. O professor, que à época atuava como gestor da Escola Estadual Indígena Presidente Afonso Pena, na comunidade Matiri (RR), conta que assim como em 2020, as aulas seguem remotas no período chuvoso. E era assim mesmo antes da pandemia. 

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O jornalismo que escolhe incomodar — e os riscos que enfrenta

Newsletter da Ponte, por Fausto Salvadori

No glorioso ano de 2022, como é que os jornalistas celebram o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa? Do mesmo jeito que faziam em plena ditadura militar: se juntando para resistir ao arbítrio e para lamentar pelos companheiros que tombaram. Na semana que passou, o lamento foi pelo jornalista inglês Dom Philips e pelo indigenista Bruno de Araújo Pereira, que desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas, num trabalho jornalístico que o ocupante do Planalto chamou de “aventura”.

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TRF-2 derruba liminar que impedia atuação de PRF fora das rodovias

Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu a participação da PRF em operações como a ocorrida na Vila Cruzeiro, em maio

Por Gabriel Hirabahasi, da CNN

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região derrubou, nesta sexta-feira (10), a decisão liminar (ou seja, provisória) que impedia a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de atuar em operações de segurança fora da estrada, como na ocorrida no Rio de Janeiro na Vila Cruzeiro, que resultou na morte de dezenas de pessoas, em maio.

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DPU cobra criação de gabinete de crise em Atalaia do Norte e presença de indígenas nas buscas

Manaus – A Defensoria Pública da União (DPU) pediu a criação de um gabinete de crise para articulação dos atores governamentais envolvidos nas buscas pelo indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e pelo jornalista britânico Dom Philips. A sala de situação deve ser instaurada em Atalaia do Norte (AM), que concentra os trabalhos de busca dos dois desaparecidos desde o último domingo (5).

A solicitação está em ofício encaminhado para a Polícia Federal nesta sexta-feira (10). A sala de situação, de acordo com a DPU, deve reunir os órgãos, no mínimo, uma vez por dia, com o objetivo de informar como foram as buscas e alinhar estratégias de atuação. Devem estar presentes:

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STF – Barroso dá cinco dias para que União informe todas as providências e resultados da busca pelo indigenista e jornalista desaparecidos na Amazônia

Apesar dos relatos de que já estão sendo adotadas providências em âmbito local, o ministro explicou que sua atuação atende a pedido e visa resguardar os direitos à vida e à saúde dos envolvidos.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a União adote, imediatamente, todas as providências necessárias à localização do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira, servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), e do jornalista britânico Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, utilizando todos os meios e forças cabíveis. A decisão atendeu a um pedido formulado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709.

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Me engana que eu gosto

Por Adhemar S. Mineiro, em Terapia Política

Ficaria até engraçado, se a crise inflacionária, orçamentária e política não fossem tão profundas.

Identificando que um dos principais pontos a afetar negativamente seu quadro de intenções de votos é a questão do preço dos derivados de petróleo, Bolsonaro resolveu mexer os instrumentos do Executivo e do Legislativo para tentar contornar o problema e empurrar a sujeira para debaixo do tapete.

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A cidade do século XXI pensa numa revitalização excludente e desigual que parou no século XIX. Entrevista especial com Vera Santana Luz

Segundo a arquiteta e professora, o apagamento da população em situação de rua responde a lógicas burguesas do passado que levam em conta uma massa trabalhadora que pensa a cidade só para quem “produz”

Por João Vitor Santos, no IHU

Uma das marcas do segundo reinado no Brasil, no século XIX, foi o empenho e a campanha de Pedro II para resolver problemas urbanos na cidade do Rio de Janeiro. Afinal, o tempo já corroía as bem-feitorias do passado e a cidade crescia e se modernizava com uma classe burguesa. E como esse processo é chamado? Modernização urbana da cidade do Rio de Janeiro. Não surpreende que o processo pelo qual muitas metrópoles passam hoje continue sendo chamado de modernização. O problema, como aponta a professora e arquiteta Vera Santana Luz, é que lógicas burguesas que orientavam essa modernização e embelezamento urbano sigam valendo. “A cidade do século XIX é a exteriorização concretizada da organização social e forma de produção da sociedade burguesa, portanto nasce com o propósito de consolidar os processos de industrialização, circulação e troca de mercadorias — acumulação de riqueza e espoliação do trabalho”, aponta.

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