Pesquisadores defendem que é preciso investir em mais campanhas, valorizar a determinação social da saúde e reduzir o foco na responsabilidade individual
Cátia Guimarães, EPSJV/Fiocruz
O grande desafio, a meu ver, é o da comunicaçăo”. A opiniăo é de Renato Kfouri, presidente da Diretoria Científica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), e se refere à necessidade de recuperar as altas taxas de vacinaçăo que vęm despencando nos últimos anos. A questăo é que năo basta apenas informar as pessoas de que existe vacina no posto ou sobre o dia ‘D’ da campanha de imunizaçăo: a estratégia precisa levar em conta as razőes que levaram parte significativa da populaçăo a deixar de vacinar os filhos. “Essa geraçăo de pais nem sabe o que é caxumba, coqueluche, difteria, sarampo. Entăo, o grande desafio da comunicaçăo é continuar mantendo o engajamento na vacinaçăo da populaçăo a despeito de ela năo conviver mais com essas doenças”, analisa Kfouri, ressaltando que, embora várias instituiçőes e entidades científicas estejam se esforçando para dialogar com a sociedade sobre o tema, o que falta no Brasil hoje é “comunicaçăo oficial”.
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