“No Brasil, existe um plano de extermínio de povos indígenas livres ou isolados”, denuncia Cimi ao Fórum Permanente da ONU sobre questões indígenas em Nova York

Gilderlan Rodrigues, da Equipe de Apoio à Povos Livres do Cimi, deu voz às denúncias durante a 21ª sessão do Fórum Permanente das Nações Unidas para as Questões Indígenas

Por Adi Spezia, no Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) torna aos espaços das organizações das nações Unidas para denunciar o extermínio programado dos povos indígenas livres ou em isolamento voluntário no Brasil. Gilderlan Rodrigues, da Equipe de Apoio à Povos Livres (Eapil) da entidade, denunciou existir “um plano de extermínio de povos indígenas livres ou isolados”, em declaração escrita entregue a 21ª sessão do Fórum Permanente das Nações Unidas para as Questões Indígenas (UNPFII 21), nesta quinta-feira, 28 de abril. O evento está sendo realizado de 25 de abril a 6 de maio deste ano.

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Durante 59ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Roque relembra o cenário político-indigenista do último ano

O presidente do Cimi falou sobre o agravamento das violações de direitos humanos dos povos indígenas, o desmonte das políticas públicas e a omissão do atual governo

No Cimi

“Intensificaram-se ainda mais em 2021 as expropriações de terras indígenas, forjadas na invasão, na grilagem, no loteamento, de forma rápida e agressiva contra os povos originários e tradicionais na Amazônia, e em todo o território nacional”. O contexto de violência contra os povos indígenas do país foi lembrado por Dom Roque Paloschi, presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) durante encontro da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento reuniu entre os dias 25 e 28 de abril, de forma virtual, mais de 300 bispos.

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Comunidade LGBTQIA+ protesta contra o fechamento do Museu da Diversidade

Manifestação é resposta contra decisão judicial que suspendeu o contrato de licitação entre o governo de São Paulo e a empresa terceirizada que geria o local

Por Beatriz Drague Ramos, na Ponte

O maquiador Jean Cavalcanti, 37 anos, aguardava há mais de dois anos o lançamento do livro Duo Drag. Ele faz parte do grupo de cinquenta drag queens fotografadas por Paulo Vitale. O projeto seria lançado em formato de livro, neste sábado (30/04), no Museu da Diversidade Sexual, localizado na estação República do Metrô, na região central de São Paulo. Para ficar mais perto do evento, Jean, morador da zona norte da cidade, alugou um quarto em um hotel no centro para se caracterizar como drag e participar da exposição. 

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Conclusão da ONU sobre Lula é esmagadora para Moro e Deltan. Por Janio de Freitas

Resultado exposto por autoridades internacionais do Comitê de Direitos Humanos é a impunidade brasileira

Na Folha

A conclusão dos seis anos de exame, na ONU, dos processos contra o ex-presidente Lula é esmagadora para Sergio Moro, mas seu alcance não cessa na condenação moral desse ocupante ilegítimo de uma cadeira de juiz.

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As medalhas do presidente. Por Andrés Del Río e André Rodrigues

A estética do vazio das condecorações de Bolsonaro

No A Terra é Redonda

A primeira vez que fomos ao Real Gabinete Português, éramos crianças. Ficamos surpresos pela força dos livros, da magnitude de tudo aquilo. Como o cosmos, esse lugar lembrava o pequeno que somos. Um dos que estavam conosco falou: tudo isso é só capa de livro, dentro não tem nada. Num segundo, tornou um lugar paradisíaco num deserto. E os livros deixaram de ter sentido, para ter só aparência. A obstinação e a obsessão do atual mandatário brasileiro com medalhas e condecorações faz lembrar essa anedota. Seu modo de tornar o magnânimo em ser covarde e vazio.

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Racismo ambiental é discutido na comunidade de Pérola do Maicá, em Santarém (PA), durante realização da 5° edição do Festival de Cinema das Periferias e Comunidades Tradicionais da Amazônia

A temática do racismo ambiental é o foco principal das narrativas construídas e protagonizadas pelos participantes, de jovens, pescadores, agricultoras a quilombolas moradores do Pérola do Maicá.

Por Na Cuia/Tapajós de Fato

Racismo ambiental é discutido na comunidade de Pérola do Maicá, em Santarém (PA), durante formação e intercâmbio sobre cinema promovido pela 5° edição do Festival de Cinema das Periferias e Comunidades Tradicionais da Amazônia – Telas em Movimento, realizado pela Negritar Filmes e Produções em parceria com a Associação de Moradores do Bairro Pérola do Maicá – AMBAPEM, Fase Programa Amazônia, Dzawi Filmes, Na Cuia Produtora Cultural e apoio do Instituto Clima e Sociedade.

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Garimpeiros silenciam indígenas para não relatarem estupro e assassinato de menina Yanomami

Por Leanderson Lima, na Amazônia Real

Manaus (AM) – Os garimpeiros que estupraram e mataram uma menina yanomami de 12 anos coagiram os indígenas a não falarem sobre o crime para as autoridades do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, Funai e Sesai. E ofereceram, em troca, 5 gramas de ouro. A denúncia é do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Yek’wana (Condisi-YY), que também esteve na aldeia Arakaçá, no Território Indígena Yanomami, em Roraima, e relatou um diferente cenário, até agora, omitido pelas autoridades.

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“O racismo religioso quer demonizar Exu”, diz autor de livro sobre intolerância religiosa

O babalorixá Sidnei Nogueira articula resposta jurídica aos ataques de fundamentalistas religiosos, depois da vitória de enredo sobre o orixá no Carnaval do Rio

Por Mariama Correia, na Agência Pública

Quando a escola de samba Acadêmicos da Grande Rio foi sagrada campeã do Carnaval do Rio de Janeiro com um enredo que exaltou Exu (em iorubá: Èṣù), um dos principais orixás do candomblé e da umbanda, o babalorixá Sidnei Nogueira celebrou com seus mais de 75 mil seguidores do Instagram. “O carnaval deste ano foi uma resposta contra o racismo religioso”, postou. 

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Seis trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em MG

Operação foi concluída por auditores na quinta (28) e divulgada nesta sexta (29)

Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato 

Uma operação conduzida por auditores-fiscais do Trabalho libertou seis pessoas que eram submetidas a um contexto análogo ao da escravidão no município de Lassance (MG), a mais de 200 km de Belo Horizonte. Os resgatados atuavam na produção de carvão vegetal proveniente de florestas de eucalipto.

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Graça a Silveira é inconstitucional e pode ser contestada no STF, diz Lenio Streck

Por Sérgio Rodas, na Conjur

O decreto por meio do qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu graça ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) é inconstitucional, pois tem desvio de finalidade e viola a separação de poderes e a independência do Judiciário. Por isso, a norma pode ser contestada no Supremo Tribunal Federal via ação de descumprimento de preceito fundamental.

É o que afirma o jurista Lenio Streck em parecer encomendado pelo presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, e pelo presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

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