A transição que nunca terminamos retorna hoje feito fantasma, assombrando o futuro
Mariana Janot e Jorge Oliveira Rodrigues*, Brasil de Fato
O 31 de março de 2022 acordou com a publicação de uma ordem do dia pelo Ministério da Defesa. O texto, assinado pelo ministro, general Walter Braga Netto, e pelos comandantes das Forças singulares, aludia ao golpe militar de 1964. Em tom de exaltação, afirmava-se que “o Movimento de 31 de março de 1964” era um “marco histórico da evolução política brasileira”. A menção ao “movimento” sinalizava o revisionismo histórico. A data, deliberadamente modificada a fim de evitar o dia 01 de abril, dia da mentira, confirmava a farsa gestada nos quartéis.
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