A guerra de Bolsonaro contra o meio ambiente no Brasil

ClimaInfo

A Câmara dos Deputados aprovou na 4ª feira (9/3) um requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei 191/2020, aquele que regulariza a mineração em Terras Indígenas. Agora, segundo anunciou Arthur Lira, a proposta será discutida em um grupo de trabalho da Casa, que deverá apresentar parecer sobre ela em até um mês. O pedido de urgência foi aprovado por 279 a 108, com três abstenções. O Estadão mostrou como foi a votação de cada deputado.

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Reforma do ensino médio representa uma regressão e uma traição aos jovens e ao país. Entrevista especial com Gaudêncio Frigotto

“Para a escola melhorar após a pandemia, a primeira medida a ser tomada seria revogar a contrarreforma do ‘novo’ ensino médio, pois ele nega os conhecimentos para entender que a vida é integrada”, afirma o pesquisador

Por: João Vitor Santos, em IHU

A reforma do ensino médio que entrou em vigor neste ano “estabeleceu uma regressão” no ensino ao instituir os itinerários formativos, “sepulta a concepção de educação básica” e “descaracteriza as licenciaturas”, afirma Gaudêncio Frigotto na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Em síntese, pontua, “nada tem de ‘novo’ o ‘novo ensino médio’. Pelo contrário, ele engendra, para a maioria dos jovens que frequentam o ensino público nos estados da federação, a negação do ensino médio de qualidade, condição para a leitura autônoma da realidade social, política e cultural e o preparo para o processo produtivo sob a atual base técnica”.

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Insensível à intensa mobilização de povos indígenas e aliados em Brasília, Câmara aprova urgência do PL 191

Em dia marcado por manifestações de indígenas, artistas e parlamentares, Câmara aprovou urgência do PL 191/2020, que libera mineração em terras indígenas

Cimi

Ato pela Terra, reuniões com parlamentares, marcha indígena e mobilizações em órgãos públicos agitaram esta quarta-feira (9) em Brasília. Apesar das mobilizações para barrar o Projeto de Lei (PL) 191/2020, a Câmara dos Deputados aprovou, já durante a noite, o requerimento de urgência para a tramitação do projeto que libera mineração e outras atividades, como agronegócio e grandes obras de infraestrutura, nas terras indígenas de todo o país, colocando em risco a vida dos povos originários e promovendo a devastação ambiental.

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“Nossos líderes religiosos estão sendo perseguidos por fundamentalistas”, denuncia jovem Guarani Kaiowá à ONU

No Conselho de Direitos Humanos da ONU, Tatiane Sanches denunciou o aumento da intolerância religiosa contra os Guarani e Kaiowá e a queima criminosa de casas de reza

Cimi

Nesta quinta (10), a jovem Tatiane Sanches, do povo Guarani Kaiowá, denunciou ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) “o aumento sistemático da violência” motivada por intolerância religiosa contra os povos Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. A denúncia tratou, especialmente, da prática de queima criminosa de casas de reza – ogapisy, no idioma Guarani – por religiosos fundamentalistas.

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Justiça Federal condena professora por comentário racista contra indígenas em postagem no Facebook

Após denúncia do MPF, decisão da JF estabelece prisão de 2 anos e 3 meses mais pagamento de multa

Ministério Público Federal na Bahia

A Justiça Federal condenou a 2 anos e 3 meses de reclusão e multa uma professora do município de Itambé (BA), após ser denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime de racismo. A ré também terá que pagar o equivalente a 81 dias-multa, sendo que cada dia-multa corresponde ao valor de 1/30 (um trinta avos) do salário mínimo vigente à época do fato delituoso.

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Gramacho: a cidade do lixo parada no tempo a 30 quilômetros da praia de Copacabana

Após fim do maior lixão da América Latina, há 10 anos, catadores de Jardim Gramacho, na região metropolitana do Rio, ainda aguardam o cumprimento das promessas do governo

Por Caio Barretto Briso, Agência Pública

Tábua por tábua, o barraco de Nina saiu do chão, e pedaços de madeira ganharam o nome de casa. Quando chove, o aguaceiro atravessa o teto e molha tudo. Esse mês já foram três dias seguidos à luz de velas, sem eletricidade. Água nas pias e privada, só três dias por semana, e há ruas que nunca foram abastecidas. Saneamento básico é uma promessa a mais no esgoto a céu aberto dessa terra de gente esquecida. Nina se mudou para o barraco pouco tempo após fecharem o lixão. Com seis filhos e três netos, sonha com uma casa de alvenaria, mas o sonho está empoeirado junto com os sacos de cimento largados no seu quintal, pois não há dinheiro para mais material de construção. Ou ela compra arroz e feijão ou encomenda tijolos, areia, argamassa.

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Com a participação de Cármen Lúcia, Abraji debate soluções para a violência de gênero contra jornalistas

Na Abraji

“Quando se ataca a jornalista mulher, não se ataca apenas uma pessoa. Esse ataque se volta contra a verdade dos fatos, o princípio da Justiça e a prática da democracia”.

Com declarações que reforçaram a importância do jornalismo na democracia, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu, nesta quarta-feira (9.mar.2022), a implementação de mecanismos jurídicos que protejam as mulheres jornalistas de ataques misóginos, lembrando que esse tipo de agressão visa silenciar a mulher na discussão pública.

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Focimp manifesta repúdio à aprovação da urgência do PL 191/2020

A FOCIMP – Federação das Organizações e comunidades Indígenas do Médio Purus, representante legal dos povos indígenas Apurinã, Paumari, Jamamadi, Jarawara, Kanamanti, Banawá, Madiha Deni, Madiha Kulima, Kanamari, Miranha, Juma, Camadeni, Karipuna, Kaxarari, Desana, Mura e Mamori, além dos Hi Mermirã, Katawixi, Suruwahá e isolados do Mamoriá, em mais de 250 aldeis indígenas nos muncípios de Beruri, Tapauá, Itamarati, Canutama, Lábrea, Pauini e Boca do Acre manifesta total repúdio à aprovação da urgência da Proposta de Lei no. 191/2020.

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Povos tradicionais encurralados por cheia, projeto de irrigação e injustiça

Por Thomas Bauer, CPT Bahia

Comunidades ilhadas, estradas antes utilizadas pelos moradores transformadas em hidrovias – apenas a navegação de canoas é possível –, pastos alagados e infestados de canudos, gado abarrotado em pequenas áreas altas, inviabilizando a sobrevivência de parte das famílias de um lado. Do outro, lotes destinados aos irrigantes, cortados pelo canal de 42 quilômetros de extensão que conduzem a água potável disponível à parte alta do território. Este é o atual cenário em uma área de 124 mil hectares, cujas terras estão em disputa há pelo menos cinco décadas. As cheias do rio São Francisco agravam a situação dos povos tradicionais, ameaçados pelo faraônico Projeto de Irrigação Baixio de Irecê.

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Câmara aprova urgência para PL que libera mineração em terras indígenas

Texto, agora, será avaliado por um grupo de trabalho e deve ser colocado na pauta de votações na segunda semana de abril

Por Sul21

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (9), o requerimento de urgência para tramitação do Projeto de Lei 191/2020, que libera a mineração em terras indígenas. O requerimento de urgência foi aprovado com 279 votos favoráveis, contra 180 contrários e três abstenções. O pedido de urgência foi apresentado e articulado pelo líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o texto será avaliado por um grupo de trabalho e deve ser colocado na pauta de votações na segunda semana de abril.

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